Os desafios da eja nos dias atuais: um novo olhar além das grades.

Gestão Educacional

Access type:openAccess
Publication Date:2014
Main Author: Esteves, João Baptista Silva
Advisor: Mariz, Ricardo
Document type: Bachelor thesis
Language:por
Portuguese subjects:
Online Access:http://repositorio.ucb.br:8080/jspui/handle/10869/5141
Citation:ESTEVES ,João Baptista Silva. Os desafios da eja nos dias atuais: um novo olhar além das grades.. 34 f. Monografia (Pós-Graduação) - Universidade Católica de Brasília, Brasília, 2014.
Portuguese abstract:Este artigo apresenta concepções sobre Educação de Jovens e Adultos - EJA nos dias atuais a partir de uma experiência educativa desenvolvida no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília. Com a educação o aluno passa a sentir-se mais sujeito do que objeto e pode sentir-se mais livre, ele terá a liberdade de falar o que pensa, de expressar suas ideias e se revelar verdadeiramente um ser humano. A transformação pela qual passam indivíduos jovens e adultos, inseridos como sujeitos maduros em uma sociedade letrada. Na sociedade letrada em que vivemos, o texto escrito é um importante meio de obtenção do conhecimento, oferecendo ao leitor maior autonomia e muitas possibilidades de interpretação. O domínio da língua escrita, é uma forma de “humanização” do cidadão e de sua inclusão na era da informação. A alfabetização é interpretada e definida de várias maneiras, essa noção é complexa. Para muitos educadores estar alfabetizado é dominar o sistema ortográfico e classificam aqueles que cometem erros ortográficos ao escrever de “não alfabetizados”. Para outros alfabetizado é aquele que apesar de não escrever de forma ortograficamente correta consegue expressar-se utilizando a escrita. E há outros que vêem a alfabetização como um processo que não se encerra com o domínio da leitura e da escrita. Estas diferentes maneiras de compreender a alfabetização causam muitos equívocos na maneira de tratá-la. Uma delas diz respeito a como avaliar se o aluno aprendeu e principalmente em como intervir para que ele aprenda. O analfabetismo limita a pessoa em sua comunicação com o mundo e profissionalmente, pois compromete a compreensão do que ocorre a sua volta, dificultando o desenvolvimento da consciência crítica e a aquisição de conhecimentos gerais, inclusive sobre saúde. A alfabetização plena não se limita a ensinar, a soletrar e a assinar; remete ao conceito de leitura como ato individual, experiência singular, interação autor – texto – leitor; leitura e escrita como formas de integração do homem à sociedade, permitindo-lhe ser cidadão, consciente de seu compromisso com a coletividade e com a defesa de direitos e deveres para todos. É esse o conceito de alfabetização que deve ser acessível a todos.