ESTAMIRA EM BIOGRAFEMAS

Esta pesquisa tem por objetivo produzir uma biografemia com a cole??o de tra?os biogr?ficos coletados na superf?cie do discurso de Estamira Gomes de Sousa (1941-2011), cuja vida foi publicizada pelo fot?grafo e diretor de cinema Marcos Prado (2006) Para realizar este exerc?cio, trabalha com o discur...

Full description

Access type:openAccess
Publication Date:2017
Main Author: Fernades, Cristina Araripe
Co-advisor: Costa, Suzane Lima
Referee: Lima, Rachel Esteves, Faria, Anna Amelia de
Document type: Master thesis
Language:por
Published: Instituto de Letras
Program: Programa de P?s-Gradua??o em Literatura e Cultura
Portuguese subjects:
Knowledgement areas:
Online Access:http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/26415
Portuguese abstract:Esta pesquisa tem por objetivo produzir uma biografemia com a cole??o de tra?os biogr?ficos coletados na superf?cie do discurso de Estamira Gomes de Sousa (1941-2011), cuja vida foi publicizada pelo fot?grafo e diretor de cinema Marcos Prado (2006) Para realizar este exerc?cio, trabalha com o discurso est?tico produzido pelo Document?rio Estamira (PRADO, 2006) e as leituras das produ??es p?s-Document?rio? mon?logo teatral Estamira ? beira do mundo (2011), de Dani Barros e Beatriz Sayad, o espet?culo de dan?a Tauberbach (2012) de Alain Platel e o livro-fotograma Estamira ? um mundo em abismo (2013). Catadora de materiais recicl?veis por mais de 20 anos no Lix?o Jardim Gramacho, o corpo-voz de Estamira ? o texto-a??o da sua resist?ncia ao biopoder. Para delinear esta biografemia, uso como procedimento a an?lise de discurso, conforme situada por Eni de Lourdes Puccinelli Orlandi (2013). Na primeira se??o apresento o conceito barthesiano de biografema para propor a mem?ria produzida a partir de marcas e rastros narrativos. Na segunda se??o, delineio os discursos art?sticos como produ??o est?tica da mem?ria de Estamira. Na terceira se??o, leio a casa de Estamira como o biografema do p?s-Document?rio. Tendo em vista que a leitura dos discursos est?ticos nas produ??es art?sticas mostra que a mem?ria de uma vida ? constru?da por quem a produz, o campo de tensionamento desta investiga??o diz respeito ?s formas de representa??o de Estamira como ?a louca? e ?a bruxa do lixo? n?o somente pelos lugares de fala de quem produz esses discursos, como tamb?m pelos lugares de escuta que s?o constitu?dos a partir deles. Conforme lemos os sujeitos, assim produzimos a sua mem?ria. Nas reflex?es desta pesquisa, fa?o uso das escritas cr?ticas de Deleuze e Guattari (1997), Eni de Lourdes Puccinelli Orlandi (2013) e Peter P?l Pelbart (2003).
This research aims to produce a biography with the collection of biographical features collected on the surface of the speech of Estamira Gomes de Sousa (1941-2011), whose life was publicized by photographer and film director Marcos Prado (2006). To carry out this exercise, it works with the aesthetic discourse produced by the documentary ?Estamira? (PRADO, 2006) and the readings of the p?s-Document?rioproductions - theatrical monologue ?Estamira ? beira do mundo? (2011), by Dani Barros and Beatriz Sayad, the dance show ?Tauberbach? (2012) by Alain Platel and the textbook ?Estamira ? um mundo em abismo? (2013). A collector of recyclable materials for more than 20 years in the Garbage Garden Gramacho, Estamira's body-voice is the text-action of its resistance to biopower. To delineate this biography, as a procedure I use discourse analysis, as raised by Eni de Lourdes Puccinelli Orlandi (2013). In the first section I present the Barthesian concept of biographeme in order to propose the memory produced by marks and narrative traces. In the second section, I outline artistic discourses as the aesthetic production of Estamira's memory. In the third section, I read the house of Estamira as the p?s-Document?riobiographeme. Since the reading of aesthetic discourses in artistic productions shows that the memory of a life is constructed by the one who produces it, the field of tension of this investigation applies to the forms of representation of Estamira as "the crazy one" and "the witch of the garbage "not only by the position of speech of those who produce these discourses, but also by the position of listening that are constituted from them. As we read the subjects, so we produce their memory. In the reflections of this research, I make use of the critical writings of Deleuze and Guattari (1997), Eni de Lourdes Puccinelli Orlandi (2013) and Peter P?l Pelbart (2003).