O artesanato de si: uma leitura do devir matriarcal a partir de Rachel de Queiroz

208f.

Access type:openAccess
Publication Date:2008
Main Author: Moreira, Jailma dos Santos Pedreira
Advisor: Lima, Rachel Esteves
Document type: Doctoral thesis
Language:por
Published: Programa de P?s-Gradua??o em Letra e Ling??stica da UFBA
Portuguese subjects:
Online Access:http://www.repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/11414
Portuguese abstract:Este trabalho promove um estudo de algumas imagens/met?foras da obra ficcional de Rachel de Queiroz e sua repercuss?o nos seus escritos autobiogr?ficos, nos julgamentos de uma certa cr?tica liter?ria e nos impasses e conquistas de institui??es feministas como o N?cleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher e Rela??es de G?nero (NEIM), o N?cleo Interdisciplinar de Estudos sobre a Mulher e Rela??o de G?nero (Mulieribus) o Setor de G?nero do Movimento de Organiza??o Comunit?ria (MOC) e o Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais (MMTR). Al?m desse trabalho experimental de transformar met?foras em conceitos para ampliar o alcance dessa produ??o est?tica, esquecida e apagada por um sistema liter?rio, outro objetivo da pesquisa foi o de visibilizar uma rede de mulheres, em movimento, tendo como elo de articula??o uma outra Rachel de Queiroz, agora como personagem conceitual. O m?todo utilizado nessa dif?cil e instigante tarefa envolveu desde a bricolagem e o confronto de cenas liter?rias, cenas te?ricas e historiogr?ficas, a entrevistas com estudiosas do feminismo e outras mulheres em movimento, e, como resultados, a constata??o de que nenhuma luta feminista contra o patriarcado e o capital mundial integrado ? poss?vel sem que escritoras proliferem a anarquia dos signos, sem que mulheres analfabetas, e sertanejas, fa?am do artesanato, ainda refugo da produ??o capitalista, uma forma de inven??o de si mesmas. O devir matriarcal em Rachel de Queiroz ?, portanto, a li??o de que sem experimentar, anarquizar, falsificar, jogar, nenhuma cultura pol?tica subjetiva, assim como nenhum agenciamento do espont?neo e do cotidiano como pr?tica pol?tica transformadora, ? poss?vel.