A crítica em devir: uma análise da trajetória intelectual de Eneida Maria de Souza

Este trabalho tem como objetivo analisar, através de uma perspectiva diacrônica, a atividade crítica e intelectual de Eneida Maria de Souza, mediante o levantamento de ensaios como “Cordel em desafio” (1978), “Sujeito e identidade cultural” (1991), “Samba” (2004), “Retratos pintados: por uma estétic...

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Access type:openAccess
Publication Date:2017
Main Author: Neves, Jefferson Expedito Santos
Advisor: Lima, Rachel Esteves
Referee: Ávila, Myriam Corrêa de Araújo, Martins, Anderson Bastos
Document type: Master thesis
Language:por
Published: Instituto de Letras
Program: Programa de Pós-graduação em Literatura e Cultura
Portuguese subjects:
Knowledgement areas:
Online Access:http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/25831
Portuguese abstract:Este trabalho tem como objetivo analisar, através de uma perspectiva diacrônica, a atividade crítica e intelectual de Eneida Maria de Souza, mediante o levantamento de ensaios como “Cordel em desafio” (1978), “Sujeito e identidade cultural” (1991), “Samba” (2004), “Retratos pintados: por uma estética da domesticação” (2013), além dos livros A pedra mágica do discurso (1999), O século de Borges (2009), Crítica Cult (2007), e sua dissertação de mestrado intitulada A barca dos homens: a viagem e o rito (1975). Busca-se com a investigação desse corpora ilustrar e sublinhar os deslocamentos, as diferenças no proceder da ensaísta, apontando suas transformações reflexivas e metodológicas ao longo do tempo. Para tanto, foram explanados e descritos os contextos históricos nos quais suas produções estão situadas, de modo que se evidenciaram as ressonâncias de correntes teóricas caras ao campo da Teoria da Literatura como o Estruturalismo, o Pós-Estruturalismo e os Estudos Culturais nos posicionamentos adotados por Souza no âmbito da crítica literária nos últimos anos. Conclui-se que os redirecionamentos de horizontes interpretativos efetuados no decorrer de sua travessia acadêmica configuraram uma posição em que ora permanece próxima ao seu objeto de estudo para, em seguida, dele tomar distância, pois oscila entre as belles lettres e a cultura popular, tradição e contemporaneidade, pesquisa teórica e histórica associadas à criatividade individual. Nesse sentido, a crítica ocupa uma “posição-encruzilhada” no presente ao negociar teorias imanentistas e leitura contextualizada, principal contribuição do seu gesto analítico.