Qualidade de vida de idosos portadores de insuficiência cardíaca: atendidos em um ambulatório de referência em Salvador – Bahia, Brasil

Introdução: O aumento da expectativa de vida está associado às doenças crônicas, como a insuficiência cardíaca (IC). Nessa perspectiva, a avaliação da qualidade de vida (QV) se torna importante na envolução clínica do paciente. Objetivo: avaliar a QV de idosos portadores de IC atendidos em ambulatór...

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Access type:openAccess
Publication Date:2014
Main Author: Silva, Edimar Joaquim da
Advisor: Scippa, Ângela Marisa de Aquino Miranda
Document type: Bachelor thesis
Language:por
Published: Faculdade de Medicina da Bahia
Portuguese subjects:
Online Access:http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/17549
Portuguese abstract:Introdução: O aumento da expectativa de vida está associado às doenças crônicas, como a insuficiência cardíaca (IC). Nessa perspectiva, a avaliação da qualidade de vida (QV) se torna importante na envolução clínica do paciente. Objetivo: avaliar a QV de idosos portadores de IC atendidos em ambulatório de um hospital de referência. Metodologia: estudo de corte transversal com abordagem quantitativa, realizado por amostra de conveniência. Foram avaliados dados sociodemográficos e clínicos, além da avaliação da QV. Resultados o grupo de 30 idosos carcacterizou-se por 16 (53%) pacientes do sexo feminino, média de idade de 69,7 anos, 15 (50%) eram casados. A maioria era aposentada 27 (90%), vivia com a família 28 (93%), relatou renda familiar de 1-2 salários mínimos 24 (83%), tem ensino fundamental 9 (30%) e não sabe ler/escrever 9(30%), duração média de IC de 5,26 anos, etiologia não esclarecida 14 (47%), média de 1,46 hospitalização, Classe Funcional I/II 19 (63,33%). Os instrumentos apresentaram confiabilidade satisfatória. Em relação ao Short-Form Health Survey 36-item (SF-36), os pacientes apresentaram médias mais altas nas dimensões aspectos sociais e saúde mental. Enquanto que no Living with Heart Failure Questionnaire (LHFQ), os pacientes apresentaram médias moderadas nas dimensões física e emocional, e no escore total. As médias dos escores da dimensão do SF-36 reduzem com a progressão da CF-NYHA. Já em relação ao LHFQ observa-se que, com a progressão na CF-NYHA os escores dos instrumentos de QV aumentam. Discussão: os resultados confirmam a hipótese de que idosos portadores de IC apresentam baixa QV, o que reforça a necessidade de que se criem medidas de melhor suporte médico e social a essa população. Conclusões: pacientes idosos com IC apresentam baixa QV nos domínios emocional, saúde física e vitalidade. Porém, mais estudos com amostras maiores e mais representativas dessa população são necessários.