Assim falou Zaratustra: aprendizagem experimental e nomadismo estÃtico

FundaÃÃo de Amparo à Pesquisa do Estado do CearÃ

Access type:openAccess
Publication Date:2011
Main Author: Francisca RosÃlia Silva Menezes lattes
Advisor: Daniel Soares Lins
Referee: Antonio Carlos Rodrigues de Amorim lattes, Jose Gerardo Vasconcelos lattes, Paulo Germano Barrozo de Albuquerque, Regiane Lorenzetti Collares
Document type: Doctoral thesis
Language:por
Published: Universidade Federal do CearÃ
Program: Programa de PÃs-GraduaÃÃo em EducaÃÃo
Portuguese subjects:
English subjects:
Knowledgement areas:
Online Access:http://www.teses.ufc.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=10483
Portuguese abstract:Pretendeu-se, com esta tese, em primeiro lugar apresentar uma anÃlise interpretativa da obra Assim falou Zaratustra, do filÃsofo alemÃo F. W. Nietzsche. Nossa intenÃÃo à detectar na obra, as possibilidades de encontro e transbordamentos possÃveis entre arte e filosofia como procedimento estÃtico de composiÃÃo prÃprio do filosofar nietzschiano. Em Zaratustra, Nietzsche pÃe em relevo seus conceitos mais fundamentais, sendo que, estes conceitos nÃo sÃo conduzidos de modo sistemÃtico e argumentativo, modelo instituÃdo pela tradiÃÃo ocidental de pensamento. Nietzsche aciona em Zaratustra, um jogo de estratÃgias e procedimentos estilÃsticos que transforma a obra numa composiÃÃo artÃstica em conceitos. Partindo dessa perspectiva, foi possÃvel dar inÃcio as correspondÃncias entre os mÃltiplos eixos que a obra se filia. A obra à rica em possibilidades de interpretaÃÃo, mas o que percebemos em primeira mÃo foi seu indiscutÃvel potencial cÃnico. Os conceitos Morte de Deus, Niilismo, AlÃm-do-homem, Vontade de poder e Eterno retorno, sÃo, segundo o viÃs interpretativo que nos filiamos nesta tese, expostos atravÃs de uma composiÃÃo cÃnica que revela um traÃado lÃdico entre os mesmos. Desse modo, Nietzsche realiza sua estÃtica nÃmade, quando embaralha as linhas rÃgidas que separam arte e filosofia, conduzindo seus conceitos por via de uma arquitetura cÃnica. Nesse sentido, Nietzsche, atravÃs de seu Zaratustra compÃe uma obra que imbrica sem elos subordinativos, materiais cÃnicos e conceituais. à o que pretendemos demonstrar ao apresentar cada um de seus conceitos como mÃscara que perpassa todos os campos situacionais dispostos na obra. Os conceitos nÃo estÃo centrados exclusivamente na aÃÃo narrativa do protagonista, mas em eixos mÃltiplos que se interligam. Os discursos do personagem central, os lugares geogrÃficos, a dimensÃo histÃrica e psicolÃgica, sÃo todos componentes de uma cena que manifesta uma Ãcida crÃtica do filÃsofo à dimensÃo cultural-valorativa da civilizaÃÃo ocidental, ao mesmo tempo em que formam a urdidura estÃtico-conceitual da obra. Essas constataÃÃes que aconteceram no decorrer da pesquisa tornou possÃvel realizar aquilo que denominamos de Aprendizagem experimental, esta se concretizou atravÃs de um recorte cÃnico, intitulado Entreatos.