Diz-me com quem andas... Intertexto e intertextualidade: uma leitura do romance Borges e os orangotangos eternos de Luis Fernando Veríssimo

O intertexto é o tema que conduz este trabalho. É feita uma proposta para a noção, distinguindo-a da de intertextualidade. Localiza algumas propostas de definição para as duas noções, mostrando que os conceitos não são tão solidamente delimitáveis. Lança mão da teoria freudiana da manifestação das l...

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Access type:openAccess
Publication Date:2009
Main Author: MAGALHAES FILHO, J. S.
Advisor: SOARES, L. E.
Referee: ALMEIDA, J. C., REBOUCAS, M. L. M., AMARAL, Sérgio da Fonseca, MIRANDA, W. M.
Document type: Master thesis
Published: Universidade Federal do Espírito Santo
Mestrado em Letras
Program: Programa de Pós-Graduação em Letras
Portuguese subjects:
Online Access:http://repositorio.ufes.br/handle/10/3234
Citation:MAGALHAES FILHO, J. S., Diz-me com quem andas... Intertexto e intertextualidade: uma leitura do romance Borges e os orangotangos eternos de Luis Fernando Veríssimo
Portuguese abstract:O intertexto é o tema que conduz este trabalho. É feita uma proposta para a noção, distinguindo-a da de intertextualidade. Localiza algumas propostas de definição para as duas noções, mostrando que os conceitos não são tão solidamente delimitáveis. Lança mão da teoria freudiana da manifestação das lembranças para questionar o conceito da autoria de um texto e propõe a concepção do intertexto como memória da literatura. Num segundo momento, aborda historicamente os fundamentos do gênero literário policial, a sua gênese no século XIX de Edgar Allan Poe e das idéias positivistas, passando pela literatura noir americana e sua influência sobre a literatura policial brasileira. Faz uma análise com ênfase intertextual de Borges e os orangotangos eternos (2002) de Luis Fernando Verissimo, romance que traz o escritor argentino Jorge Luis Borges como personagem central e um cenário composto de temáticas borgianas, referências à literatura de modo geral, e ao gênero policial, de maneira específica, e ao tema do fazer literário. Propõe que os intertextos funcionam como forças a moldar os sujeitos e que é ali que podem ser enxergadas as intenções ideológicas de um texto.