Do surgimento à descrição: como o tempo e a extinção estão relacionados

La extinción es un proceso central en la evolución de las especies y como todo proceso biológico su complejidad es causada por la conjunción de factores actuantes y sus correspondientes interacciones. En esta tesis buscamos estudiar parte de esas causas, particularmente como el tiempo comprendido en...

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Access type:openAccess
Publication Date:2016
Main Author: Silva, Bruno Vilela de Moraes e lattes
Advisor: Terribile, Levi Carina lattes
Co-advisor: Rodriguez, Miguel Ángel
Referee: Loyola, Rafael Dias, Silva, Daniel de Paiva, Silva, Daniel de Brito Candido da, Brum, Fernanda Thiesen
Document type: Doctoral thesis
Language:por
Published: Universidade Federal de Goiás
Program: Programa de Pós-graduação em Ecologia e Evolução (ICB)
Department: Instituto de Ciências Biológicas - ICB (RG)
Portuguese subjects:
Spanish Subjects:
Knowledgement areas:
Online Access:http://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/6818
Citation:SILVA, B. V. M. Do surgimento à descrição: como o tempo e a extinção estão relacionados. 2016. 129 f. Tese (Doutorado em Ecologia e Evolução) - Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2016.
Portuguese abstract:A extinção é um processo chave na evolução das espécies e, como a maior parte dos processos biológicos, envolve uma complexidade causada pela multiplicidade de fatores envolvidos e suas correspondentes interações. Nessa tese procuramos estudar nos dois primeiros capítulos parte dessas causas, particularmente como o tempo compreendido entre a descrição científica de uma espécie até a atualidade pode influenciar o nosso conhecimento sobre a mesma e seu risco de extinção associado. Partindo das serpentes do Novo Mundo (primeiro capítulo) e depois ampliando os resultados a diversos grupos animais em um nível global (segundo capítulo), focamos em como o tamanho do corpo, a distribuição geográfica e a abundância estão gerando uma correlação entre o ano em que uma espécie foi descrita, sua informação associada e seu risco de extinção. Mostramos como isso pode ocasionar potenciais erros em estudos correlativos e prováveis consequências negativas para o conhecimento científico da biodiversidade, já que os resultados indicam que estamos perdendo as espécies menos conhecidas para a ciência. No terceiro capítulo, mostramos como a idade de uma espécie, juntamente com outras características evolutivas, influenciam o risco de extinção atual em plantas ibéricas e mediterrâneas, e como essa relação pode levar a uma perda desproporcional de história evolutiva na região. Apresentamos uma proposta teórica de como o padrão filogenético do risco de extinção observado pode ser explicado pela interação com a história biogeográfica. Por fim, agregamos uma série de ferramentas de obtenção, manipulação e análise dados macroecológicos desenvolvidas ao longo dos capítulos dessa tese em um pacote de R, apresentado no último capítulo. Exemplificamos a sua funcionalidade ao revelar o padrão global do ano de descrição em anfíbios, mostrando o papel relativo da influência humana e do tamanho da distribuição geográfica.