Distribuição e relação trófica entre carrapatos e pequenos mamíferos da ordem Rodentia e Didelphimorphia na Floresta Nacional de Carajás, Estado do Pará.

Ministério da Educação e Universidade Federal Rural da Amazônia.

Access type:openAccess
Publication Date:2014
Main Author: LEAL, Pricila Farias
Advisor: SERRA-FREIRE, Nicolau Maués, HATANO, Fernanda Martins
Document type: Master thesis
Language:por
Published: UFRA
English subjects:
Citation:LEAL, Pricila Farias. Distribuição e relação trófica entre carrapatos e pequenos mamíferos da ordem Rodentia e Didelphimorphia na Floresta Nacional de Carajás, Estado do Pará. Orientador: Nicolau Maués Serra-Freire. 2014. 49 f. Dissertação (Mestrado em Saúde e Produção Animal) - Universidade Federal Rural da Amazônia, Belém, 2014.
Portuguese abstract:Carrapatos (Acari: Ixodida) são ectoparasitas de grande importância médica e veterinária. O parasitismo por artrópodes em pequenos mamíferos é relatado por diversos autores. O presente estudo teve como objetivo estudar a fauna ixodológica e analisar aspectos ecológicos tais como, sazonalidade e influência do impacto causado pela mineração sobre carrapatos e pequenos mamíferos silvestres capturados na Floresta Nacional de Carajás. O estudo foi feito em quatro áreas distintas, com duas fitofisionomias diferentes, canga e floresta, sendo uma área de canga e floresta próximo ao impacto pela mineração e uma área de canga e floresta distante a mineração. As capturas foram feitas em quatro campanhas nos anos de 2010 e 2011, correspondendo a duas coletas no período seco e duas no período chuvoso, em cada área foram utilizados seis transectos onde foram colocadas 60 armadilhas do tipo sherman e tomawak com distância de 20 m entre si e distribuídas no solo, sub-bosque e dossel. Os pequenos mamíferos capturados foram levados, ao laboratório e aferidos dados de sexo, idade, peso e estado reprodutivo, em seguida eram colocados em caixa plástica contendo éter para anestesia via inalatória e após isso, eram escovados com escova de dentes individuais para a remoção dos ectoparasitas sobre bandeja com água. Os artrópodes coletados eram retirados com pipetas e transferidos para tubos com devida identificação. As identificações dos carrapatos foram feitas no laboratório de parasitologia da UFRA, de acordo com a chave de Aragão e Fonseca, (1961). Foram coletados 70 carrapatos pertencentes às espécies Amblyomma cajennense (n =1), A geayi (n = 9), A pacae (n = 4), A parvum (n = 2), A pseudoconcolor (n = 1), Amblyomma sp. (n = 7), Carios sp. (n=6), Ixodes didelphidis (n=30), I. schulzei (n=6) e Ixodes sp. (n=3), na pelagem de 42 pequenos mamíferos, nenhum hospedeiro estava com mais de um gênero de carrapato em sua pelagem. As formas imaturas de carrapatos foram predominantes, com prevalência de 88,6%; Os carrapatos foram mais abundantes nas áreas de cangas do que em florestas, houve dominância do parasitismo nas áreas impactadas; e foram coletados 37 carrapatos no período chuvoso e 33 no período seco. Este trabalho é uma importante contribuição sobre a fauna parasitária de pequenos mamíferos silvestres na Floresta Nacional de Carajás.