Oviposição, eclosão e desenvolvimento de Aphnoblastella mastigatus (Suriano, 1986) (Platyhelminthes, Monogenea), parasito de Rhamdia quelen, e sua relação com a temperatura e salinidade da água

Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Agrárias, Programa de Pós-Graduação em Aquicultura, Florianópolis, 2013.

Access type:openAccess
Publication Date:2013
Main Author: Marchiori, Natália da Costa
Advisor: Martins, Maurício Laterça
Document type: Doctoral thesis
Language:por
Online Access:https://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/122861
Portuguese abstract:Neste estudo investigou-se a biologia e a influência da temperatura e da salinidade da água sobre o desenvolvimento de Aphanoblastella mastigatus (Dactylogyridae), parasito do jundiá Rhamdia quelen, em condições experimentais. Para tanto, tornou-se evidente a necessidade de desenvolver uma técnica prática e capaz de oferecer condições ambientais controladas nesse tipo de estudo. Assim, um aparelho novo e fácil de ser construído para coleta de ovos de Monogenea é descrito e ilustrado. Espécimes de A. mastigatus coletados nas brânquias do jundiá foram caracterizados morfologicamente. Informações adicionais sobre a morfologia da espécie são propostas, assim como uma chave dicotômica para identificação de Aphanoblastella. A embriogenia de A. mastigatus ocorreu em 72 horas. A larva nadou ativamente por aproximadamente três horas; os movimentos foram rápidos e erráticos, intercalados com pequenos períodos de descanso, onde a larva nadou lentamente por alguns segundos. Oncomiracídio com células ciliadas em três zonas; haptor armado com sete pares de ganchos e um par de âncoras dorsais. Dois dias após adesão ao hospedeiro, uma delicada barra dorsal foi observada no haptor da pós-oncomiracídio. Quatro a cinco dias após adesão, a pós-larva aumentou em tamanho e completou o desenvolvimento do haptor. Acredita-se que A. mastigatus pode atingir maturidade sexual sete dias após adesão ao hospedeiro. A temperatura da água não influenciou significativamente a taxa de oviposição nem o sucesso de infestação de A. mastigatus nas temperaturas analisadas; por outro lado, a adição de cloreto de sódio (9 g/l) na água inviabilizou não só a sobrevivência do parasito mas também a viabilidade dos ovos. Esse resultado indica que seu uso é eficiente como tratamento profilático. Futuros estudos são recomendados utilizando intervalos de temperatura e intensidades de infestação maiores para verificar a influência da temperatura na longevidade larval e sucesso de infestação de A. mastigatus. <br>