Efeito da administração oral do edulcorante à base de estévia em ratas prenhes e o reflexo do tratamento dos fetos

Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Nutrição, Florianópolis, 2013.

Access type:openAccess
Publication Date:2013
Main Author: Fausto, Lílian de Souza Leite
Advisor: Tramonte, Vera Lúcia Garcia Cardoso
Document type: Master thesis
Language:por
Online Access:https://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/122862
Portuguese abstract:OBJETIVOS: avaliar o efeito do adoçante à base de estévia em ratas prenhes e o reflexo do tratamento nos fetos. MÉTODOS: vinte oito ratas Wistar foram distribuídas em 04 grupos: GC (controle)- dieta padrão e água; GS (sacarose)- dieta padrão e solução de sacarose; GE4 (estévia 4mg/kg/dia)- dieta padrão e 4mg/kg/dia de adoçante; GE8 (estévia 8mg/kg/dia)- dieta padrão e 8mg/kg/dia de adoçante. O tratamento ocorreu do 8° ao 17° dia de prenhez, por gavagem. Foram avaliados: consumo de ração, ganho de peso gestacional, peso de órgãos, concentrações séricas de glicose, perfil lipídico sérico, número de fetos, peso e comprimento dos fetos, medida do cordão umbilical e presença de malformações maiores externas. RESULTADOS: o consumo de ração foi estatisticamente diferente entre os grupos. Houve ganho gradual e progressivo do peso corporal das ratas durante a prenhez em todos os grupos, sendo este ganho mais evidente no período final, porém não foram constatadas diferenças estatisticamente significativas. Houve redução significativa na concentração plasmática de HDL-c das ratas tratadas com adoçante. O peso e comprimento dos fetos foram significativamente maiores no GE8. Apesar de ter havido aumento do número de natimortos e de malformações nos grupos tratados, os dados não foram significativamente diferentes dos controles.CONCLUSÃO: o adoçante à base de estévia durante a prenhez não mostrou efeitos nocivos para a mãe ou para o feto. Contudo, estudos controlados em humanos são necessários para determinar os efeitos do adoçante em grupo populacionais específicos.<br>
English abstract:Abstract : OBJECTIVE: the present study assessed the effect of stevia in pregnant rats and its consequences on their fetuses.METHODS: twenty eight Wistar rats were randomly divided into four groups: a control group (CG)- fed with a commercial chow and water; sucrose group (SG)- fed with a commercial chow and sucrose; GE4 (stevia 4mg/kg/day)- fed with a commercial chow and 4mg/kg/day sweetener; GE8 (stevia 8mg/kg/day)- fed with a commercial chow and 8mg/kg/day sweetener. The treatment was from the 8th to 17th days of pregnancy by gavage. The observed aspects were: feed intake, gestational weight, organ weight, levels of serum glucose, lipid profile, number of fetuses, fetal weight and length, the length of the umbilical cords and the presence of external malformations.RESULTS: the feed intake was statistically different between groups. There was a progressive and gradual increase in body weight during the course of pregnancy in all the groups, which was more evident in the final period, but with no significant difference among groups. There was significant reduction in plasma HDL-c of rats treated with sweetener. The weight and length of fetuses were significantly higher in GE8. Although the study showed increasing numbers of stillbirths and malformations in the treated groups, the data were not significantly different from the Control Group. CONCLUSION: these results showed no ill effects to the mother or the fetus. However, controlled studies in humans are needed to determine the effects of the sweetener group specific population.