“Eles querem nos converter” : representações sociais sobre a minoria ativa vegan

Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Psicologia, Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações, 2017.

Access type:openAccess
Publication Date:2017
Main Author: Esteves, Luiz Otávio Bastos
Advisor: Galinkin, Ana Lúcia
Document type: Master thesis
Language:por
Online Access:http://repositorio.unb.br/handle/10482/23753
Citation:ESTEVES, Luiz Otávio Bastos. “Eles querem nos converter”: representações sociais sobre a minoria ativa vegan. 2017. xiv, 127 f., il. Dissertação (Mestrado em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017.
Portuguese abstract:O presente estudo buscou acessar, descrever e analisar as representações sociais construídas por veganos e não veganos acerca do veganismo. Além disso, buscou evidências de que este é um movimento social ativista, nos moldes da teoria das minorias ativas de Moscovici. O referencial teórico metodológico adotado foi a abordagem estrutural das representações sociais. Foi utilizado um instrumento de evocação, baseado na técnica de associação livre, tendo como termos indutores “ser vegano” e “veganismo”. O instrumento apresentava-se dividido em duas partes: a primeira, para coleta dos dados sócio-demográfico dos participantes; e a segunda, para identificação das RS dos participantes. Além disso, 5 ativistas veganos participaram de um grupo focal visando aprofundar a compreensão das representações desse grupo. Os dados de 81 veganos e 79 não veganos foram analisados por meio do software Iramuteq (Interface de R pour les Analyses Multidimensionnelles de Textes et de Questionnaires), versão 0.7 alpha 2. Os resultados sugerem que elementos de autotranscendência humana guiam o comportamento dos veganos na busca por um mundo de igualdade entre todas as espécies. Além disso, o aspecto ativista sociopolítico do veganismo encontra-se nas periferias da representação, sugerindo que este é um aspecto que só recentemente vem se tornando parte da representação do que é ser vegano para essa população. Para não veganos, os resultados sugerem que sua representação social é ancorada nas diferenças presentes nos hábitos alimentares dessas populações e que o contato entre elas é permeado por atitudes preconceituosas não hostis. Na zona de transformação pode-se observar alguns elementos de avaliação positiva, indicando construção recente. Apesar disso, sugere-se que o veganismo ainda é compreendido globalmente mais como estilo de vida do que como um movimento social.