Efeito de fungicidas em colletotrichum acutatum e controle da antracnose do morangueiro

Onze fungicidas foram analisados in vitro e seus efeitos testados em campo para o controle de Colletotrichum acutatum, agente da flor-preta do morangueiro (Fragaria X ananassa). Os tratamentos (campo) foram (dosagens de i.a/ 100 l): iprodione (75 ml), benomil (100 g), tebuconazole (50 ml), tiofanato...

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Access type:openAccess
Publication Date:2001
Main Author: Kososki, Rafaela Mariana
Other Authors: Furlanetto, Cleber, Tomita, Celso Katsuhiro, Café Filho, Adalberto Corrêa
Document type: Article
Language:por
Published: Sociedade Brasileira de Fitopatologia
Online Access:http://repositorio.unb.br/handle/10482/15788
http://dx.doi.org/10.1590/S0100-41582001000300016
Citation:KOSOSKI, Rafaela M. et al. Efeito de fungicidas em Colletotrichum acutatum e controle da antracnose do morangueiro. Fitopatologia Brasileira, Brasília, v. 26, n. 3, p. 662-666, set. 2001. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-41582001000300016&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 28 mar. 2014.
English abstract:Onze fungicidas foram analisados in vitro e seus efeitos testados em campo para o controle de Colletotrichum acutatum, agente da flor-preta do morangueiro (Fragaria X ananassa). Os tratamentos (campo) foram (dosagens de i.a/ 100 l): iprodione (75 ml), benomil (100 g), tebuconazole (50 ml), tiofanato metílico (70 g), prochloraz (100 ml), propiconazole (50 ml), mancozeb (200 g), folpet (270 g), sulfato de cobre (200 g) e chlorotalonil (200 g), em pulverizações semanais (protetores) e quinzenais (sistêmicos). Foram avaliados a produção de frutos e o número de flores com sintoma de queima. Nos testes de fungitoxicidade in vitro, estudou-se o crescimento micelial, a germinação de conídios e a formação de apressórios. Nos testes in vitro foram utilizadas as concentrações de 1 e 10 ppm de i.a. para todos os fungicidas e posteriormente testadas as concentrações de 0,01, 0,1 e 1 ppm para os mais eficientes, e 10, 50 e 100 ppm para os menos eficazes. Os que resultaram em maior inibição micelial em baixas concentrações foram prochloraz e tebuconazole e os que menos inibiram o crescimento micelial foram sulfato de cobre, clorotalonil e folpet. Para inibir a germinação conidial mostraram-se mais eficientes chlorotalonil, tebuconazole, prochloraz e benomil, e para inibir a formação de apressórios, chlorotalonil e benomil. Os resultados de campo diferiram parcialmente dos testes in vitro: prochloraz e sulfato de cobre apresentaram os menores percentuais de flores doentes (53- 55%), enquanto benomil apresentou 100% de ataque. Embora prochloraz, seguido de iprodione, folpet e mancozeb tenham resultado em maiores produções, nenhum fungicida controlou a doença satisfatoriamente.