Metodologia e filosofia da economia política: revisão genealógica e metodológica crítica do pensamento de Marx

Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Bacharel no curso de Ciências Econômicas da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.

Access type:openAccess
Publication Date:2013
Main Author: Almeida, André Scholl de
Advisor: Estevam, Dimas de Oliveira
Document type: Bachelor thesis
Language:por
Portuguese subjects:
Online Access:http://repositorio.unesc.net/handle/1/1869
Portuguese abstract:O fio condutor de nosso trabalho será a tentativa de responder o seguinte problema de pesquisa: “Diante de todas as críticas dirigidas a aspectos teóricos centrais do pensamento de Marx, em especial as críticas de Nietzsche a todo o sistema hegeliano e de Karl Popper ao historicismo, em que medida ainda podemos considerar o pensamento de Marx como científico?” Para responder a essa questão, elaboramos uma série de objetivos que, alcançados, respondem em parte àquela pergunta. Assim, nosso objetivo geral será efetuar uma revisão metodológica — crítica — do pensamento de Karl Marx, a partir dos resultados de Ruy Fausto sobre a dialética e das críticas de Karl Popper ao historicismo e de Friedrich Nietzsche ao sistema hegeliano. Já os nossos objetivos específicos serão dois: i) Efetuar uma espécie de genealogia conceitual do materialismo histórico dialético, buscando compreender as origens e as transformações sofridas pelas categorias presentes na metodologia de Marx; e ii) explicitar em quê exatamente consiste a diferença entre a dialética marxista e a dialética hegeliana. O método por trás de toda análise será a Genealogia do Materialismo Histórico Dialético, algo como uma regressão conceitual crítica. Ao término da análise das inúmeras evidências encontradas ao longo de todo trabalho, chegou-se a um resultado bastante original: enquanto que dois dos juízos dialéticos de Marx mostram-se científicos e de fato “materiais”, outros dois juízos dialéticos de Marx mostram-se afetados de teleologia e metafísica de forma tal que esses juízos podem ser considerados “não-científicos."