A concepção de economia solidária em Paul Singer: descompassos, contradições e perspectivas

Pretende-se com esse texto contribuir ao esclarecimento sobre o entendimento e as perspectivas de Paul Israel Singer quanto à Economia Solidária (ES). No Brasil, a ES surge como um movimento social iniciado por volta dos anos de 1980 em torno de práticas cooperativistas provenientes da busca de trab...

Full description

Access type:openAccess
Publication Date:2006
Main Author: Cornelian, Anderson Ricardo [UNESP]
Advisor: Stein, Leila de Menezes [UNESP]
Document type: Master thesis
Language:por
Published: Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Portuguese subjects:
English subjects:
Online Access:http://hdl.handle.net/11449/99005
Citation:CORNELIAN, Anderson Ricardo. A concepção de economia solidária em Paul Singer: descompassos, contradições e perspectivas. 2006. 99 f. Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Ciências e Letras, 2006.
Portuguese abstract:Pretende-se com esse texto contribuir ao esclarecimento sobre o entendimento e as perspectivas de Paul Israel Singer quanto à Economia Solidária (ES). No Brasil, a ES surge como um movimento social iniciado por volta dos anos de 1980 em torno de práticas cooperativistas provenientes da busca de trabalho e renda por homens e mulheres desempregados - ou ameaçados de desemprego. Singer, que além de ser um dos autores mais importantes e presentes no movimento da ES, também é o atual coordenador da Secretaria Nacional de Economia Solidária no Brasil (SENAES), secretaria esta, fruto da demanda de articulações de vários grupos e órgãos de fomento da ES junto aos Fóruns Sociais Mundiais de 2000 a 2002. Em meio a desencontros e descompassos, Singer afirma de forma pouco convincente que a economia solidária constitui um modo de produção alternativo. Todavia, ao longo de vários textos e artigos, o autor deixa transparecer que tal afirmativa é mais uma aposta utópica, uma possibilidade futura, um desejo político, do que propriamente uma realidade. Ademais, a partir das considerações de Paul Singer, nota-se a fragilidade e a inconsistência do conceito de ES dentro do movimento como um todo e dentro da própria SENAES. Por mais elementos positivos que os empreendimentos ditos solidários possam oferecer - dentre eles a democracia participativa no interior das cooperativas e o fomento à cultura democrática, ao espírito coletivo e à conscientização sobre a exploração capitalista - vemos que tais empreendimentos apenas têm conseguido, quando muito, oferecer 8 trabalho e renda temporariamente aos que deles se ocupam. No mais, a economia solidária é um campo de possibilidades. Talvez esse seja seu maior mérito concreto.
English abstract:It s intended with this text contribute with the clearness about the understanding and the perspectives of Paul Israel Singer related to the Solidary Economy (SE). In Brazil, the SE appears as a social movement, which began around the 80 s through cooperative experiences deriving from the search of work and revenues by unemployed men and women - or unemployment threatened - in the country. Singer, who is one of the most important and present authors in the SE movement, is also the current Coordinator of the Brazil Solidary Economy National Secretary (BSENS), which is a result of the articulations contest of many groups and agencies from the SE advances inside the World Social Meetings from 2000 to 2002. Within disagreements and unmeasures, Singer claims in a not very persuasive form that the solidary economy constitutes an alternative way of production. However through many texts and articles, the author insinuates that such alternative is a utopian betting, a future possibility, a political desire than a proper reality. Besides, from Paul Singer s considerations, we see the fragility and the inconsistency of the SE concept inside the movement as a whole and inside the BSENS. Even with the positive elements that the enterprises, which are said to be sympathetic, can offer - among them the participative democracy inside the collectives and the incites to democratic culture, the collective spirit and to the awareness of the capitalist exploitation - we can see that such enterprises have barely, when it happen, offer job and 10 revenues temporarily to those whom they deal with. In addition, the solidary economy is a vast possibilities field. Maybe this is its biggest real merit.