Interação entre o algodoeiro bollgardtm, o ácaro rajado, Tetranychus urticae Koch (Acari: Tetranychidae) e o predador Phytoseiulus macropilis (Banks) (Acari: Phytoseiidae)

Cotton plants have been genetically transoformed with genes from the bacterium Bacillus thuringiensis Berliner (Bt) which confers the plant resistance against certain lepidopoteran pest species. The Bt-cotton carries genes that express the toxin Cry1Ac. This creates new interactions in the agroecoss...

Full description

Access type:openAccess
Publication Date:2008
Main Author: ESTEVES FILHO, Alberto Belo lattes
Advisor: OLIVEIRA, José Vargas de
Co-advisor: GONDIM JUNIOR, Manoel Guedes Corrêa, TORRES, Jorge Braz
Referee: OLIVEIRA, Cláudia Helena Cysneiros Matos de
Document type: Master thesis
Language:por
Published: Universidade Federal Rural de Pernambuco
Program: Programa de Pós-Graduação em Entomologia Agrícola
Department: Departamento de Agronomia
Portuguese subjects:
English subjects:
Knowledgement areas:
Online Access:http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/handle/tede2/5941
Citation:ESTEVES FILHO, Alberto Belo. Interação entre o algodoeiro bollgardtm, o ácaro rajado, Tetranychus urticae Koch (Acari: Tetranychidae) e o predador Phytoseiulus macropilis (Banks) (Acari: Phytoseiidae). 2008. 42 f. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em Entomologia Agrícola) - Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife.
Portuguese abstract:Plantas de algodoeiro têm sido geneticamente transformadas com genes da bactéria Bacillus thuringiensis Berliner (Bt) os quais conferem resistência a certas espécies de lepidópteros-praga. O algodoeiro Bt BollgardTM possui genes que expressam a toxina Cry1Ac. Com esta nova variável interagindo nos agroecossistemas, algumas questões foram levantadas sobre a ação de toxinas Cry em artrópodos não-alvo, motivando o desenvolvimento de pesquisas para gerar os esclarecimentos necessários. O ácaro rajado, Tetranychus urticae Koch, adquire da planta e mantêm em seu corpo concentrações elevadas de toxinas Cry (Cry1Ab do milho Bt e Cry1Ac do algodoeiro Bt). Este resultado leva ao questionamento sobre os possíveis efeitos da toxina sobre este ácaro fitófago e aos seus predadores. Assim, este trabalho investigou a biologia e comportamento de T. urticae e do seu predador, Phytoseiulus macropilis (Banks) em algodoeiro Bt e não-Bt. Os resultados, obtidos durante três gerações consecutivas, mostram que o algodoeiro Bt não afetou negativamente o tempo de desenvolvimento, a viabilidade das formas imaturas e a reprodução dos dois ácaros. Também, a preferência para a colonização e postura de T. urticae e de P. macropilis foram similares entre os algodoeiros Bt e não-Bt. Além disso, não houve alteração na preferência de P. macropilis, quando predando de T. urticae criado em algodoeiro Bt e não-Bt. O ácaro rajado adquiriu e concentrou em seu corpo aproximadamente 3,97 vezes a quantidade de Cry1Ac expressada na planta de algodoeiro.
English abstract:Cotton plants have been genetically transoformed with genes from the bacterium Bacillus thuringiensis Berliner (Bt) which confers the plant resistance against certain lepidopoteran pest species. The Bt-cotton carries genes that express the toxin Cry1Ac. This creates new interactions in the agroecossystems encouraging researches to answer the questions about the potential impact on nontarget organisms. In the cotton ecosystem, the two spotted spider mite, Tetranychus urticae Koch, acquires and mantain in its body high concentrations of Cry toxins (Cry1Ab from Bt-corn and Cry1Ac from Bt-cotton). This finding leads to the question about the potential long term impact on the phytophagous minte, a nontarget, and their predators. Thus, this work investigated the biology and behavior of T. urticae and its predatory mite, Phytoseiulus macropilis (Banks) on Bt-cotton. The results obtained during three successive generations showed that the Bt-cotton does not affect negatively its development, viability of immature stages and reproductive output. Furthermore, the preference for feeding and oviposition of T. urticae and its predator, P. macropilis, were similar on both cotton types. In addition, P. macropilis exhibited similarpredatory behavior on T. urticae fed on both cotton types. Despite of similar results, T. urticae acquired about 3.97 times more Cry1Ac than that expressed in the Bt-cotton plants.