Avaliação histológica e histomorfométrica do comportamento ósseo em relação à profundidade da linha marginal de cimentação de próteses sobre implantes Cone Morse: estudo experimental em cães

A utilização dos implantes cone morse muito favorece a estética peri-implantar e seu uso em conjunto com próteses cimentadas favorece ainda mais a estabilidade do sistema, simplificando também os procedimentos protéticos. O presente estudo histológico e histomorfométrico utilizou os implantes cone m...

Full description

Access type:openAccess
Publication Date:2015
Main Author: Fernanda Herrera Stancari
Advisor: Carlos dos Reis Pereira de Araujo
Referee: Cesar Augusto Magalhães Benfatti, Estevam Augusto Bonfante, Sergio Kiyoshi Ishikiriama, Geninho Thomé
Document type: Doctoral thesis
Language:por
Published: Universidade de São Paulo
Program: Ciências Odontológicas Aplicadas
Portuguese subjects:
English subjects:
Online Access:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25146/tde-28102015-091321/
Portuguese abstract:A utilização dos implantes cone morse muito favorece a estética peri-implantar e seu uso em conjunto com próteses cimentadas favorece ainda mais a estabilidade do sistema, simplificando também os procedimentos protéticos. O presente estudo histológico e histomorfométrico utilizou os implantes cone morse com o intuito de avaliar o comportamento tecidual com relação à posição da margem da cimentação protética em relação ao tecido ósseo quando se faz o uso próteses cimentadas. Foram utilizados quatro cães, os quais tiveram todos os pré-molares inferiores extraídos numa primeira fase cirúrgica. Após três meses, realizou-se a segunda fase cirúrgica, na qual foi realizada a técnica da carga imediata, com a instalação dos implantes juntamente com os pilares protéticos. Foram instalados vinte e quatro implantes numa profundidade de 3 mm infra óssea e eles foram igualmente divididos entre os grupos Controle e Experimental. Os pilares protéticos utilizados foram do tipo munhão universal e apresentavam diferentes alturas transmucosas iguais a 1.5 mm, 3.5 mm, e 5.5 mm. Isto fez com que a margem da cimentação se posicionasse a 1.5 mm infra óssea, a 0.5 mm supra óssea e a 2.5 mm supra óssea. No grupo Controle, foi realizada a instalação dos implantes e dos pilares protéticos somente. No grupo Experimental, foi realizada a instalação dos implantes, dos pilares protéticos e, sobre estes, foram cimentados cilindros de alumina. Os animais permaneceram sobre controle de placa durante 10 semanas subsequentes a instalação dos implantes, sendo este o tempo final do experimento através da realização da eutanásia. As amostras foram preparadas para análise histológica e avaliação dos tecidos peri-implantares. A região de interesse foi medida através da distância entre a margem do pilar protético e a porção mais coronal da crista óssea peri-implantar. Foram utilizados os testes estatísticos ANOVA a três critérios com medidas repetidas e teste de Tukey com o nível de significância de p < 0.05. Os resultados mostraram que não houve diferenças estatisticamente significantes entre os grupos Controle e Experimental (p = 0.2764) e que os pilares de 1.5 mm mostram menos perda óssea comparada aos outros pilares, considerando que a distância média da remodelação óssea foi menor neste grupo (0.6859 mm) comparada com os pilares de 3.5 mm (1.2917 mm) e 5.5 mm (1.0823 mm). Conclui-se que não há influência da profundidade da margem da cimentação protética no comportamento da crista óssea e que a utilização de diferentes alturas dos pilares protéticos não parece alterar o tecido ósseo marginal ao redor dos implantes Cone Morse.
English abstract:The use of Morse taper implants has increased because of some positive features. Cemented crowns can be extensively used, taking advantage of the system connection stability, also simplifying the prosthetic procedures. The present histological and histomorphometric study used Morse taper implants with the purpose of evaluating bone behavior with respect to the cementation margin position of the prosthetic crown. Four dogs had all premolars extracted at a first surgical procedure. After three months, there was a second surgical procedure with simultaneous installation of implants and abutments, submitted to immediate load. Twenty four implants were installed 3 mm below the bone level and they were equally divided between Control and Experimental groups. The universal post abutments used had three different transmucosal heights, 1.5 mm, 3.5 mm and 5.5 mm. Thus there were implants with the level of the cementation margin positioned 1.5 mm below the bone level, as well as 0.5 mm and 2.5 mm above the bone level. In the Control group, installation of implants and abutments only was performed. In the Experimental group immediately after the placement of implants and abutments alumina cylinders were cemented. The animals were kept on plaque control for 10 weeks after implant placement and then euthanized. Samples were prepared for histological analysis and evaluation of peri-implant tissues. The region of interest was measured by the distance between the prosthetic margin of the abutment to the most coronal peri-implant bone crest. ANOVA test at three criteria with repeated measures and Tukey test with a significance level of p < 0.05 were applied. The results showed no statistically significant differences between Control and Experimental groups (p = 0.2764). The 1.5 mm abutments presented less bone loss compared to all other abutments tested, because the distance average of bone remodelation was shorter in this group (0.6859 mm) compared to the 3.5 mm abutment (1.2917 mm) and the 5.5 mm one (1.0823 mm). Conclusion: There is no influence of the depth of prosthetic marginal cementation on the behavior of bone crest and the use of different transmucosal heights of abutments does not seem to change the marginal bone surrounding morse taper implants.