A pele voraz : a comida como cosmético

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Zancan, Natália Abrahão
Data de Publicação: 2018
Tipo de documento: Trabalho de conclusão de curso
Idioma: por
Título da fonte: Repositório Institucional da UFRGS
Texto Completo: http://hdl.handle.net/10183/234111
Resumo: O presente trabalho aborda os usos e significados do consumo de cosméticos considerados orgânicos e/ou naturais entre um grupo de mulheres na cidade de Porto Alegre, no qual o conceito de fitocosmético artesanal é apresentado como uma categoria de cosmético constituído apenas por ingredientes naturais e/ou orgânicos de origem vegetal ou animal específicos, sendo a maioria desses ingredientes comestíveis, ou seja, a comida. Através do uso de fitocosméticos artesanais as mulheres do grupo estudado experimentam maneiras peculiares de cuidar do corpo, racionalidades e valores distintos daquelas observadas entre usuárias de cosméticos industrializados. A ideia que perpassa o consumo desses cosméticos é de que eles seriam comestíveis e, portanto, constituem uma “comida para a pele”. Verifica-se, pois, uma ressignificação da noção de comida e da própria pele tratada como uma entidade própria – dotada de certas demandas, por exemplo, como a alimentação. O trabalho contextualiza esse debate, no qual a pele e o corpo são tratados como capitais essenciais, requerendo um investimento e um cuidado constantes. É através dos cuidados especiais da pele que as mulheres do grupo estudado cultuam o corpo e a beleza, ao mesmo tempo em que criticam determinados padrões de comportamento identificados com a moda e os hábitos de consumo sugeridos pela indústria capitalista.
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