Avaliação do potencial mutagênico e antimutagênico da polpa de açaí (Euterpe olereacea Mart) e do óleo de buriti (Mauritia flexuosa) in vivo

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Ribeiro, Juliana Carvalho
Data de Publicação: 2011
Tipo de documento: Tese
Idioma: por
Título da fonte: Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Texto Completo: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/60/60134/tde-29032012-083303/
Resumo: Os corantes são amplamente usados como aditivos na indústria alimentícia. Atualmente, diversas pesquisas têm demonstrado que alguns corantes de origem natural, como por exemplo, polifenóis, antocianinas, carotenóides, dentre outros, são dotados de efeitos benéficos, atuando como promotores da saúde, o que desperta o interesse na produção de alimentos com propriedades funcionais. A polpa de açaí é rica em pigmentos polifenóis e antocianinas, e o óleo de buriti é a maior fonte de - caroteno já identificada em frutos até o momento. No entanto, ainda existem poucos estudos evidenciando os seus efeitos bioativos. O objetivo deste estudo foi avaliar o potencial mutagênico e antimutagênico da polpa de açaí e do óleo de buriti, frente aos danos ao DNA induzidos pelo antitumoral doxorrubicina (DXR), em diferentes tecidos de camundongos Swiss. As metodologias envolvem o teste do micronúcleo em células da medula óssea e em sangue periférico e o ensaio do cometa em células sanguíneas, renais e hepáticas em dois diferentes protocolos de tratamento, sendo um agudo (gavagem e eutanásia após 24 horas) e um sub-agudo (gavagem por 14 dias e eutanásia 24 horas após a última gavagem). Em cada protocolo de tratamento, foram testadas 3 doses diferentes da polpa de açaí (3,33; 10,00 e 16,67g/kg p.c.), usando 8 grupos experimentais (n=6). Seguindo o mesmo delineamento experimental, para cada protocolo de tratamentnoto foram testadas 3 doses do óleo de buriti (100; 200 e 300 mg/Kg p.c.), diluído em óleo de milho, em 10 grupos experimentais (n=6). A DXR (16 mg/kg p.c.; i.p.) foi usada como controle positivo nos testes de antimutagenicidade. Nos ensaios com a polpa de açaí e com o óleo de buriti, em ambos os tratamentos, não houve diferença estatística significativa (p<0,05) entre os grupos tratados apenas com a polpa e o controle negativo, demonstrando ausência de efeitos genotóxicos e mutagênicos. Os tratamentos com as associações de polpa de açaí e DXR mostraram redução significativa (p<0,05) de danos ao DNA induzidos pela DXR em todos os órgão testados, no teste do micronúcleo e no ensaio do cometa, e o tratamento subagudo demonstrou ter sido mais efetivo na inibição da genotoxicidade induzida pela DXR. O óleo de buriti mostrou atividade antimutagênica significativa (p<0,05) em células sanguíneas, no tratamento agudo e no tratamento sub-agudo. No entanto, nota-se que o óleo de milho, usado como solvente nos experimentos com o óleo de buriti interferiu nos resuldados encontrados. A identificação e caracterização de pigmentos naturais polifenóis e antocianinas na polpa de açaí e carotenóides, tocoferóis e compostos fenólicos no óleo de buriti, mencionados na literatura como antimutagênicos e antigenotóxicos, pode justificar os resultados encontrados. Os efeitos antimutagênicos detectados na polpa de açaí e no óleo de buriti encorajam novos estudos, visto que estes podem ter seu uso amplamente explorado na indústria cosmética e farmacêutica, em ações de benefícios à saúde da população e, também na indústria alimentícia, no desenvolvimento de produtos com propriedades funcionais.
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spelling Avaliação do potencial mutagênico e antimutagênico da polpa de açaí (Euterpe olereacea Mart) e do óleo de buriti (Mauritia flexuosa) in vivoEvaluation of the mutagenic and antimutagenic potential of açai pulp (Euterpe olereacea Mart) and buriti oil (Mauritia flexuosa) in vivoaçai pulpburiti oilcomet assayensaio do cometaEuterpe oleracea MartEuterpe oleracea MartMauritia flexuosaMauritia flexuosamicronucleus testóleo de buritipolpa de açaíteste do micronúcleoOs corantes são amplamente usados como aditivos na indústria alimentícia. Atualmente, diversas pesquisas têm demonstrado que alguns corantes de origem natural, como por exemplo, polifenóis, antocianinas, carotenóides, dentre outros, são dotados de efeitos benéficos, atuando como promotores da saúde, o que desperta o interesse na produção de alimentos com propriedades funcionais. A polpa de açaí é rica em pigmentos polifenóis e antocianinas, e o óleo de buriti é a maior fonte de - caroteno já identificada em frutos até o momento. No entanto, ainda existem poucos estudos evidenciando os seus efeitos bioativos. O objetivo deste estudo foi avaliar o potencial mutagênico e antimutagênico da polpa de açaí e do óleo de buriti, frente aos danos ao DNA induzidos pelo antitumoral doxorrubicina (DXR), em diferentes tecidos de camundongos Swiss. As metodologias envolvem o teste do micronúcleo em células da medula óssea e em sangue periférico e o ensaio do cometa em células sanguíneas, renais e hepáticas em dois diferentes protocolos de tratamento, sendo um agudo (gavagem e eutanásia após 24 horas) e um sub-agudo (gavagem por 14 dias e eutanásia 24 horas após a última gavagem). Em cada protocolo de tratamento, foram testadas 3 doses diferentes da polpa de açaí (3,33; 10,00 e 16,67g/kg p.c.), usando 8 grupos experimentais (n=6). Seguindo o mesmo delineamento experimental, para cada protocolo de tratamentnoto foram testadas 3 doses do óleo de buriti (100; 200 e 300 mg/Kg p.c.), diluído em óleo de milho, em 10 grupos experimentais (n=6). A DXR (16 mg/kg p.c.; i.p.) foi usada como controle positivo nos testes de antimutagenicidade. Nos ensaios com a polpa de açaí e com o óleo de buriti, em ambos os tratamentos, não houve diferença estatística significativa (p<0,05) entre os grupos tratados apenas com a polpa e o controle negativo, demonstrando ausência de efeitos genotóxicos e mutagênicos. Os tratamentos com as associações de polpa de açaí e DXR mostraram redução significativa (p<0,05) de danos ao DNA induzidos pela DXR em todos os órgão testados, no teste do micronúcleo e no ensaio do cometa, e o tratamento subagudo demonstrou ter sido mais efetivo na inibição da genotoxicidade induzida pela DXR. O óleo de buriti mostrou atividade antimutagênica significativa (p<0,05) em células sanguíneas, no tratamento agudo e no tratamento sub-agudo. No entanto, nota-se que o óleo de milho, usado como solvente nos experimentos com o óleo de buriti interferiu nos resuldados encontrados. A identificação e caracterização de pigmentos naturais polifenóis e antocianinas na polpa de açaí e carotenóides, tocoferóis e compostos fenólicos no óleo de buriti, mencionados na literatura como antimutagênicos e antigenotóxicos, pode justificar os resultados encontrados. Os efeitos antimutagênicos detectados na polpa de açaí e no óleo de buriti encorajam novos estudos, visto que estes podem ter seu uso amplamente explorado na indústria cosmética e farmacêutica, em ações de benefícios à saúde da população e, também na indústria alimentícia, no desenvolvimento de produtos com propriedades funcionais.The dyes are widely used as additives in the food industry. Currently, several studies have shown that some dyes from natural sources, such as polyphenols, anthocyanins, carotenoids, among others, are endowed with beneficial effects, acting as health promoters, which raises the interest in the production of foods with functional properties. The açai is rich in polyphenols and anthocyanins pigments, and the buriti oil is the largest source of -carotene in fruit that has been identified so far. However, there are few studies showing the bioactive effects. The aim of this study was to evaluate the mutagenic and antimutagenic proprieties of the açai pulp and buriti oil, compared to DNA damage induced by the antitumoral doxorubicin (DXR) in different tissues of Swiss mice. The methods involve the micronucleus test in bone marrow and peripheral blood and the comet assay in blood cells, liver and kidney in two different treatment protocols, an acute (gavage and euthanized after 24 hours) and a sub-acute treatment (gavage for 14 days and euthanized 24 hours after the last gavage).In each treatment protocol, we tested three different doses of açai pulp (3.33, 10.00 and 16.67 g/kg b.w.), using eight experimental groups (n=6). Following the same experimental design for each protocol were tested three doses trataments of buriti oil (100, 200 and 300 mg/kg b.w.), diluted in corn oil, in 10 experimental groups (n = 6). The DXR (16 mg/kg b.w., ip) was used as positive control in the antimutagenicity tests. In tests with the pulp and buriti oil in both treatments, there was no statistically significant difference (p<0.05) between groups treated with pulp and negative control, demonstrating a lack of genotoxic and mutagenic . The treatments with associations of açai pulp and DXR showed a significant reduction (p<0.05) in the DNA damages induced by DXR in all organs tested, in the micronucleus test and comet assay, and subacute treatment showed have been more effective in inhibiting the genotoxicity induced by DXR. Buriti oil showed antimutagenic activity (p<0.05) in blood cells, to treat acute and subacute treatment. However, note that the corn oil used as solvent in experiments with buriti oil resuIts interfere in matches. The identification and characterization of natural pigments, polyphenols and anthocyanins in the açai pulp and carotenoids, tocopherols and phenolic compounds in the buriti oil, mentioned in the literature as antimutagenic and antigenotoxicity, can justify the results. The antimutagenic effects found in açai pulp and buriti oil encourage further studies, since they may have fully explored its use in cosmetic and pharmaceutical industry, in shares of health benefits to the population and also in the food industry in developing of products with functional properties.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBianchi, Maria de Lourdes PiresRibeiro, Juliana Carvalho2011-01-10info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/60/60134/tde-29032012-083303/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2016-07-28T16:10:31Zoai:teses.usp.br:tde-29032012-083303Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212016-07-28T16:10:31Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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Evaluation of the mutagenic and antimutagenic potential of açai pulp (Euterpe olereacea Mart) and buriti oil (Mauritia flexuosa) in vivo
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description Os corantes são amplamente usados como aditivos na indústria alimentícia. Atualmente, diversas pesquisas têm demonstrado que alguns corantes de origem natural, como por exemplo, polifenóis, antocianinas, carotenóides, dentre outros, são dotados de efeitos benéficos, atuando como promotores da saúde, o que desperta o interesse na produção de alimentos com propriedades funcionais. A polpa de açaí é rica em pigmentos polifenóis e antocianinas, e o óleo de buriti é a maior fonte de - caroteno já identificada em frutos até o momento. No entanto, ainda existem poucos estudos evidenciando os seus efeitos bioativos. O objetivo deste estudo foi avaliar o potencial mutagênico e antimutagênico da polpa de açaí e do óleo de buriti, frente aos danos ao DNA induzidos pelo antitumoral doxorrubicina (DXR), em diferentes tecidos de camundongos Swiss. As metodologias envolvem o teste do micronúcleo em células da medula óssea e em sangue periférico e o ensaio do cometa em células sanguíneas, renais e hepáticas em dois diferentes protocolos de tratamento, sendo um agudo (gavagem e eutanásia após 24 horas) e um sub-agudo (gavagem por 14 dias e eutanásia 24 horas após a última gavagem). Em cada protocolo de tratamento, foram testadas 3 doses diferentes da polpa de açaí (3,33; 10,00 e 16,67g/kg p.c.), usando 8 grupos experimentais (n=6). Seguindo o mesmo delineamento experimental, para cada protocolo de tratamentnoto foram testadas 3 doses do óleo de buriti (100; 200 e 300 mg/Kg p.c.), diluído em óleo de milho, em 10 grupos experimentais (n=6). A DXR (16 mg/kg p.c.; i.p.) foi usada como controle positivo nos testes de antimutagenicidade. Nos ensaios com a polpa de açaí e com o óleo de buriti, em ambos os tratamentos, não houve diferença estatística significativa (p<0,05) entre os grupos tratados apenas com a polpa e o controle negativo, demonstrando ausência de efeitos genotóxicos e mutagênicos. Os tratamentos com as associações de polpa de açaí e DXR mostraram redução significativa (p<0,05) de danos ao DNA induzidos pela DXR em todos os órgão testados, no teste do micronúcleo e no ensaio do cometa, e o tratamento subagudo demonstrou ter sido mais efetivo na inibição da genotoxicidade induzida pela DXR. O óleo de buriti mostrou atividade antimutagênica significativa (p<0,05) em células sanguíneas, no tratamento agudo e no tratamento sub-agudo. No entanto, nota-se que o óleo de milho, usado como solvente nos experimentos com o óleo de buriti interferiu nos resuldados encontrados. A identificação e caracterização de pigmentos naturais polifenóis e antocianinas na polpa de açaí e carotenóides, tocoferóis e compostos fenólicos no óleo de buriti, mencionados na literatura como antimutagênicos e antigenotóxicos, pode justificar os resultados encontrados. Os efeitos antimutagênicos detectados na polpa de açaí e no óleo de buriti encorajam novos estudos, visto que estes podem ter seu uso amplamente explorado na indústria cosmética e farmacêutica, em ações de benefícios à saúde da população e, também na indústria alimentícia, no desenvolvimento de produtos com propriedades funcionais.
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