Risco cardiovascular em pacientes submetidos ao transplante hepático

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Ribeiro,Hélem de Sena
Data de Publicação: 2012
Outros Autores: Anastácio,Lucilene Rezende, Ferreira,Lívia Garcia, Lima,Agnaldo Soares, Correia,Maria Isabel Toulson Davisson
Tipo de documento: Artigo
Idioma: por
Título da fonte: Revista da Associação Médica Brasileira (Online)
Texto Completo: http://old.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-42302012000300016
Resumo: OBJETIVO: Determinar a prevalência de risco cardiovascular em pacientes submetidos ao transplante hepático de acordo com o escore de Framingham e avaliar possíveis associações com fatores de risco tradicionais e não tradicionais. MÉTODOS: Estudo transversal em que pacientes submetidos ao transplante hepático foram estratificados quanto ao risco cardiovascular pelo escore de Framingham. Variáveis demográficas, socioeconômicas, clínicas e antropométricas foram coletadas para verificar associação com risco cardiovascular utilizando-se análises estatísticas uni e multivariada. RESULTADOS: Foram avaliados 115 pacientes, dos quais 46,1% apresentaram médio ou alto risco para ocorrência de eventos cardiovasculares em 10 anos. O risco percentual médio dos pacientes avaliados foi de 9,5% ± 7,8%. Sexo masculino (OR: 4,97; IC 95% 1,92-12,85; p < 0,01), idade avançada (OR: 1,09; IC 95% 1,04-1,13; p < 0,01) e maior IMC no momento da avaliação (1,09; IC 95% 0,99-1,20; p = 0,03) foram fatores associados ao médio e ao alto riscos cardiovasculares. Maior percentual de risco cardiovascular também esteve associado ao uso de ciclosporina (p = 0,01). CONCLUSÃO: A probabilidade de ocorrência de evento cardiovascular nos pacientes submetidos ao transplante hepático avaliados é superior à da população brasileira. Atenção especial deve ser dedicada a essa população, principalmente em relação aos fatores potencialmente modificáveis associados como maior IMC e uso de ciclosporina.
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