Estudo longitudinal da atenção compartilhada em crianças autistas não-verbais

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Farah,Leila Sandra Damião
Data de Publicação: 2009
Outros Autores: Perissinoto,Jacy, Chiari,Brasília Maria
Tipo de documento: Artigo
Idioma: por
Título da fonte: Revista CEFAC (Online)
Texto Completo: http://old.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-18462009000800007
Resumo: OBJETIVO: identificar e caracterizar as habilidades e o desenvolvimento da Atenção Compartilhada de crianças autistas, não-verbais, pela observação de comportamentos comunicativos. MÉTODOS: a pesquisa envolveu cinco meninos, entre 5a,9m e 8a,6m, com diagnóstico de Transtorno Autista (DSM-IV, 2002), filmados em dois momentos, com intervalo de 4 meses. Neste período, as crianças foram submetidas à intervenção fonoaudiológica baseada na estimulação da Atenção Compartilhada. Cada gravação era de 15 minutos e envolvia uma criança ou um grupo de 2-3 crianças com a terapeuta, em situações de interação não-dirigida e semi-dirigida, na escola onde estudavam. Foram observados e registrados comportamentos referentes às habilidades de Atenção Compartilhada. O material utilizado envolveu instrumentos musicais de percussão. Os dados foram analisados considerando-se o tempo, a interação e o(s) interlocutor(es). RESULTADOS: o comportamento olhar apresentou maior crescimento em cada um dos sujeitos. A análise dos dados revelou que os sujeitos apresentaram tendências qualitativas de evolução da habilidade de compartilhar a atenção, revelando um significado clínico importante, apesar da não ocorrência de significância estatística. Cada sujeito apresentou características e evolução dos Comportamentos Comunicativos relativos à Atenção Compartilhada de maneira individualizada. Após o período de intervenção fonoaudiológica, verificou-se aumento quantitativo dos comportamentos observados nos cinco sujeitos, principalmente na interação criança-terapeuta. CONCLUSÕES: o olhar é um importante patamar para o desenvolvimento dos outros comportamentos em direção à Atenção Compartilhada. A interação adulto-criança favorece o surgimento de comportamentos comunicativos e o compartilhar. A terapia fonoaudiológica focada nas habilidades de Atenção Compartilhada parece contribuir positivamente para o desenvolvimento da comunicação das crianças autistas.
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