Tristeza Parasitária Bovina - Medidas de controle atuais.

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: SANTOS, L. R. dos
Data de Publicação: 2019
Outros Autores: GASPAR, E. B., BENAVIDES, M. V., TRENTIN, G.
Tipo de documento: Capítulo de livro
Idioma: por
Título da fonte: Repositório Institucional da EMBRAPA (Repository Open Access to Scientific Information from EMBRAPA - Alice)
Texto Completo: http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1107099
Resumo: Embora diversas riquetsioses, viroses e parasitoses sejam transmitidas por carrapatos, tanto para o homem quanto para os animais domésticos, pode-se considerar que a tristeza parasitária bovina (TPB) é a doença transmitida por carrapatos de maior importância econômica para a pecuária. No Brasil e em outros países do Cone Sul, dá-se o nome de TPB ao complexo de doenças causado por um ou mais dos seguintes agentes infecciosos: os protozoários Babesia bovis e B. bigemina e a riquétsia Anaplasma marginale. As babesioses e a anaplasmose são tratadas dentro do mesmo complexo de doenças por terem em comum diversas características. Todos os agentes etiológicos são parasitas intracelulares obrigatórios e infectam hemácias. Assim, os sintomas das infecções pelos três agentes são similares devido à destruição destas células. Além disso, todos os agentes são transmitidos principalmente por carrapatos da espécie Rhipicephalus (Boophilus) microplus e a infecção concomitante por dois ou três agentes é comum. O tratamento é outro ponto em comum entre estas doenças. Embora a anaplasmose possa ser tratada especificamente com antibióticos da classe das tetraciclinas e as babésias com diaceturato de diminazeno, na ausência de um diagnóstico definitivo que diferencie o agente etiológico, o dipropionato de imidocarb pode ser a droga de escolha. Este medicamento age tanto contra as babésias, quanto contra A. marginale, embora a dosagem efetiva contra a anaplasmose seja duas vezes e meia maior que a utilizada para tratar exclusivamente a babesiose.
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