Aspirina em baixa dosagem em pacientes com diabete melito: riscos e benefícios em relação às complicações macro e microvasculares

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Camargo,Eduardo G.
Data de Publicação: 2007
Outros Autores: Gross,Jorge Luiz, Weinert,Letícia S., Lavinsky,Joel, Silveiro,Sandra P.
Tipo de documento: Artigo
Idioma: por
Título da fonte: Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia (Online)
Texto Completo: http://old.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302007000300015
Resumo: O uso de aspirina é recomendado como estratégia de prevenção cardiovascular em pacientes com diabete melito. Em decorrência do risco de eventos hemorrágicos e da hipótese de que poderia haver um agravamento das complicações microvasculares associado ao uso da aspirina, tem havido importante sub-utilização dessa terapia. Entretanto, está definido que o uso de aspirina não piora a retinopatia diabética e existem evidências de que também não afeta a função renal em doses usuais (150 mg/dia). Por outro lado, pacientes com diabete melito parecem necessitar de doses maiores do agente antiplaquetário, o que sugere que esses indivíduos apresentem a chamada "resistência à aspirina". Os mecanismos dessa resistência ainda não estão completamente esclarecidos, estando provavelmente relacionados à atividade plaquetária intrínseca anormal. Portanto, o emprego de terapêuticas antiplaquetárias alternativas ou a administração de doses maiores de aspirina (150-300 mg/dia) devem ser melhor avaliados em relação a um aumento da eficácia na prevenção da doença cardiovascular e também a possíveis efeitos nas complicações microvasculares no diabete melito.
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