ModulaÃÃo da resposta inflamatÃria com dexametasona reverte a dismotiliade gastrintestinal associada à mucosite intestinal induzida por irinotecano em camundongos.

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Josà NÃlson Belarmino Filho
Data de Publicação: 2010
Tipo de documento: Dissertação
Idioma: por
Título da fonte: Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFC
Texto Completo: http://www.teses.ufc.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=4751
Resumo: IntroduÃÃo: A mucosite induzida por antineoplÃsicos à um fator limitante na terapia anticÃncer. Mucosite à um termo clÃnico que descreve uma sÃndrome caracterizada por reaÃÃo inflamatÃria da mucosa de todo o trato digestivo com ulceraÃÃes. A mucosite intestinal por antineoplÃsicos desencadeia alteraÃÃes da motilidade digestiva. A dexametasona à um glicocorticÃide cujo principal efeito farmacolÃgico decorre de sua aÃÃo antiinflamatÃria e imunossupressora Objetivos: Investigar a dismotilidade gastrintestinal associada à mucosite intestinal induzida por irinotecano em camundongos, bem como avaliar o efeito da modulaÃÃo farmacolÃgica da resposta inflamatÃria sobre estas alteraÃÃes motoras. MÃtodos: Camundongos Swiss machos (20â25g) foram tratados do D1-D4 com irinotecano (75 mg/Kg, i.p.) ou com salina (0,1ml, i.p.), o sacrificio foi realizado no sÃtimo dia experimental. Afim de estudar alteraÃÃes relacionadas à mucosite intestinal, amostras do duodeno, jejuno e Ãleo, foram removidas para avaliar a injÃria epitelial por morfometria, escores histolÃgicos, e atividade de MPO, tendo a diarrÃia sido avaliada antes do sacrifÃcio. Para avaliaÃÃo de citocinas amostras de duodeno foram retiradas e pelo mÃtodo de ELISA foi determinada a concentraÃÃo de TNF-, IL-1, KC e IL-10. Para avaliar a motilidade digestiva, os animais foram deixados em jejum de 18 horas do D6 para o D7. No D7, foram administrados 350ÂL da soluÃÃo glicosada (5%) contendo vermelho de fenol (VF) a 0,75 mg/ml em cada animal antes do sacrifÃcio. ApÃs os tempos de 10, 20 e 30 min, os animais foram sacrificados e submetidos a uma laparotomia mediana, sendo o estÃmago retirado completamente e o intestino delgado divido em 3 partes iguais: proximal, medial e distal. A seguir o esvaziamento gÃstrico, trÃnsito intestinal e transito gastrintestinal (centro geomÃtrico) foram determinados por espectofotometria. A seguir, em outro grupo experimental, foi avaliado se a modulaÃÃo farmacolÃgica do processo inflamatÃrio poderia reverter Ãs alteraÃÃes da motilidade digestiva associadas à mucosite por irinotecano. Para tanto, dexametasona (2,5mg/kgm s.c.) ou metoclopramida (10mg/kg i.p.) do D1-D7, foram administradas 30 minutos antes da administraÃÃo de irinotecano. A seguir foram avaliados todos os parÃmetros descritos acima. Resultados: O tratamento com irinotecano foi capaz de induzir uma lesÃo intestinal com um importante comprometimento da barreira epitelial funcional com a presenÃa das seguintes alteraÃÃes: diarrÃia, leucopenia, encurtamento acentuado das vilosidades intestinais, necrose parcial de criptas, aumento da atividade de MPO, aumento na concentraÃÃo de KC e IL-1 e retarde do esvaziamento gÃstrico e transito gastrontestinal e aceleraÃÃo do transito intestinal. O tratamento com dexametasona, mas nÃo metoclopramida, reduziu significativamente as lesÃes intestinais, com recuperaÃÃo da altura dos vilos, da profundidade das criptas, diminuiÃÃo da atividade de MPO, reduÃÃo da concentraÃÃo de IL-1. Ademais, somente o tratamento com dexametasona, mas nÃo por metoclopramida, foi capaz de reverter retarde do esvaziamento gÃstrico, bem como a aceleraÃÃo do trÃnsito gastrintestinal. ConclusÃo: A mucosite intestinal induzida por irinotecano foi capaz de causar dismotilidade e resposta inflamatÃria gastrintestinal com participaÃÃo de KC e IL1 a qual se associa com o retarde do esvaziamento gÃstrico e trÃnsito gastrintestinal e aceleraÃÃo do trÃnsito intestinal. ConcluÃmos ainda que a dexametasona, mas nÃo metoclopramida, reduziu a resposta inflamatÃria e modulou parcialmente a dismotilidade gastrintestinal associada à mucosite por iriniotecano.
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Mucosite à um termo clÃnico que descreve uma sÃndrome caracterizada por reaÃÃo inflamatÃria da mucosa de todo o trato digestivo com ulceraÃÃes. A mucosite intestinal por antineoplÃsicos desencadeia alteraÃÃes da motilidade digestiva. A dexametasona à um glicocorticÃide cujo principal efeito farmacolÃgico decorre de sua aÃÃo antiinflamatÃria e imunossupressora Objetivos: Investigar a dismotilidade gastrintestinal associada à mucosite intestinal induzida por irinotecano em camundongos, bem como avaliar o efeito da modulaÃÃo farmacolÃgica da resposta inflamatÃria sobre estas alteraÃÃes motoras. MÃtodos: Camundongos Swiss machos (20â25g) foram tratados do D1-D4 com irinotecano (75 mg/Kg, i.p.) ou com salina (0,1ml, i.p.), o sacrificio foi realizado no sÃtimo dia experimental. 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Resultados: O tratamento com irinotecano foi capaz de induzir uma lesÃo intestinal com um importante comprometimento da barreira epitelial funcional com a presenÃa das seguintes alteraÃÃes: diarrÃia, leucopenia, encurtamento acentuado das vilosidades intestinais, necrose parcial de criptas, aumento da atividade de MPO, aumento na concentraÃÃo de KC e IL-1 e retarde do esvaziamento gÃstrico e transito gastrontestinal e aceleraÃÃo do transito intestinal. O tratamento com dexametasona, mas nÃo metoclopramida, reduziu significativamente as lesÃes intestinais, com recuperaÃÃo da altura dos vilos, da profundidade das criptas, diminuiÃÃo da atividade de MPO, reduÃÃo da concentraÃÃo de IL-1. Ademais, somente o tratamento com dexametasona, mas nÃo por metoclopramida, foi capaz de reverter retarde do esvaziamento gÃstrico, bem como a aceleraÃÃo do trÃnsito gastrintestinal. ConclusÃo: A mucosite intestinal induzida por irinotecano foi capaz de causar dismotilidade e resposta inflamatÃria gastrintestinal com participaÃÃo de KC e IL1 a qual se associa com o retarde do esvaziamento gÃstrico e trÃnsito gastrintestinal e aceleraÃÃo do trÃnsito intestinal. ConcluÃmos ainda que a dexametasona, mas nÃo metoclopramida, reduziu a resposta inflamatÃria e modulou parcialmente a dismotilidade gastrintestinal associada à mucosite por iriniotecano.Introduction: Mucositis induced by antineoplasic drugs is a limiting factor in anticancer therapy. Mucositis is a clinical term which describes a syndrome characterized by mucosal ulceration of the entire digestive tract. Mucositis results from intestinal inflammatory events, which induces changes in gastrointestinal motility. Dexamethasone is a glucocorticoid whose main pharmacological effect is anti-inflammatory and immunosuppressive. Objectives: To investigate the gastrointestinal dismotility associated with irinotecan-induced intestinal mucositis in mice and to assess the effect of pharmacological modulation of the inflammatory response on these motor abnormalities. Methods: Swiss male mice (20-25g) were treated in the D1-D4 with irinotecan (75 mg / kg, ip) or saline (0.1 ml, ip), the sacrifice was performed on the seventh day trial in order to study changes related to intestinal mucositis. Samples of duodenum, jejunum and ileum were removed to assess the epithelial injury by morphometry, histological scores and MPO activity, and diarrhea were evaluated before sacrifice. For evaluation of cytokine samples of duodenum were removed and the ELISA was determined concentrations of TNF-, IL-1 , KC and IL-10. In order to evaluate gastrointestinal motility, the animals were kept fasting for 18 hours from D6 to D7. In D7, were administered 350μL of glucose solution (5%) containing phenol red (VF) to 0.75 mg / ml in each animal prior to sacrifice. After the times of 10, 20 and 30min, animals were sacrifice. Stomach was totally removed, and small intestine was divided into 3 parts: proximal, medial and distal. The gastric emptying, intestinal transit and gastrointestinal transit were determinate by spectrofotometry. In other experimental group, we evaluated if pharmacological modulation of the inflammatory process could reverse the gastrointestinal dismotility associated with irinotecan- induced intestinal mucositis. Then, dexamethasone (2.5 mg / kg sc) or metoclopramide (10mg/kg ip) of D1-D7 were administrated 30 minutes before irinotecan administration and all of parameters described before were evaluated Results: Treatment with irinotecan was able to induce an intestinal lesion with significant impairment of epithelial barrier function in the presence of the following changes: diarrhea, leukopenia, marked shortening of the villus, crypts of partial necrosis, increase im MPO activity, increased concentrations of IL-1  and changes in gastrointestinal motility. Treatment with dexamethasone, but not with metoclopramide, significantly reduced the intestinal lesions, with recovery of villous height, crypt depth, decreased MPO activity, reduced concentrations of IL-1. In addition, dexamethasone, but not metoclopramide, was able to reverse the delay in gastric emptying and increase in intestinal transit. Conclusion: The intestinal mucositis induced by irinotecan was able to cause gastrointestinal dismotility and inflammatory response with the participation of KC and IL1 which is associated with delay gastric emptying and gastrointestinal transit and acceleration of intestinal transit. It is also concluded that dexamethasone, but not metoclopramide, reduced the inflammatory response and modulated in part the gastrointestinal dismotility associated with irinotecan-induced intestinal mucositis.Conselho Nacional de Desenvolvimento CientÃfico e TecnolÃgicohttp://www.teses.ufc.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=4751application/pdfinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCinstname:Universidade Federal do Cearáinstacron:UFC2019-01-21T11:17:48Zmail@mail.com -
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