Práticas integrativas e complementares na promoção da saúde em contexto de pandemia COVID-19

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Stipkovic, Giuliano Citrini
Data de Publicação: 2023
Outros Autores: Carnevalle, Claudia Vieira, Vieira, Carolina Letícia Zilli, Presoto, Lucia Helena, Rodrigues, Camila Candido, da Silva, Claudia Borim, Marcelino, Cristiane
Tipo de documento: Artigo
Idioma: por
Título da fonte: Brazilian Journal of Health Review
Texto Completo: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/58061
Resumo:  O comportamento para a saúde está relacionado ao  autocontrole, tomada de decisão, condições socioafetivas e econômicas e a regulação do bem estar  aonde impacta na qualidade de vida biopsicossocial. A qualidade de vida é considerada como promotora da saúde. Neste contexto, as Práticas Integrativas e Complementares [PICs], na literatura, vem demonstrando evidências para serem aplicadas na promoção da saúde com ou sem complemento às terapêuticas biomédicas. Entretanto, relacionado aos efeitos na promoção da saúde, em função de diversos grupos e delineamentos, não há consenso nos resultados dos componentes da saúde que as PICs agem onde são descritos benefícios na regulação do humor, redução do estresse, controle da dor, promoção do bem-estar e melhora no estilo de vida. Notou-se também que pesquisa com o público jovem adulto, em estratégias de saúde, no Brasil, são poucos. Neste sentido, o objetivo desta pesquisa foi verificar a relação entre as Práticas Integrativas e Complementares e a percepção do bem-estar, das funções do pensamento e da autoestima associadas ao impacto da emoção no estabelecimento de medidas comportamentais em saúde. Método: Aplicou-se o WHOQOL-100: Domínio Psicológico (facetas: Sentimentos Positivos/Pensamento, Aprendizagem.../Autoestima/ImagemCorporal e Aparência/Sentimentos Negativos) em 28 praticantes das PICs e em 35 não praticantes com característica Survey e delineamento correlacional com comparação entre grupos utilizando o software SPSS. Foi utilizado o teste t student para verificar a diferença entre as médias do WHOQOL-100 (pvalor <0,05). Foi também questionado a ambos os grupos se concordavam sobre a interação comportamento saudável e emoção. Como viés de resultado notamos a necessidade de ampliar o número da amostra e delinear subgrupos das PICs. Resultados e Discussão: o grupo praticante obteve média superior em (1) Sentimentos Positivos, (2) Pensamento, aprendizagem, memória e concentração, (3) Autoestima e (4) Imagem Corporal e Aparência. As práticas demonstraram associação com as facetas  relacionadas à promoção da saúde, exceto em sentimentos negativos. A maioria dos participantes perceberam a influência da emoção na tomada de decisão para o comportamento saudável. Considerando que as PICs não demonstraram diferença na faceta  Sentimentos Negativos recomenda-se observação em relação aos efeitos da pandemia na saúde mental dos jovens adultos. Também há possibilidade das limitações das PICs no enfrentamento diretivo no descontentamento e problemas de saúde mental. Sendo assim, estudos necessitam ser ampliados. Por fim, as PICs podem ser consideradas técnicas de promoção à saúde integral e um método de regulação de humor, mas é necessário verificar os componentes associados para delinear ferramentas para a manutenção do estilo de vida e comportamento para a saúde.
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