As relações do Mercosul com Estados Unidos e China ante o deslocamento do centro dinâmico mundial
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Data de Publicação: | 2011 |
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Texto Completo: | http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/4495 |
Resumo: | A partir do reconhecimento das tensões globais provocadas pelo processo de deslocamento do centro dinâmico dos Estados Unidos para a China, este Comunicado tem como objetivo analisar o distanciamento das relações comerciais entre o Mercosul e o primeiro país e o aprofundamento dessa relação com o último, durante a última década (2000-2009). A situação recente do Investimento Direto Chinês nos países do Mercosul também será analisada a seguir. Por problemas na inconsistência dos dados de comércio reportados pela Venezuela ao sistema das Nações Unidas nos anos de 2007 e 2009, a composição utilizada dos Estados partes do Mercosul somente considerou os membros atualmente plenos, ou seja, Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. A constituição do Mercosul transcorreu durante a predominância hegemônica dos Estados Unidos, permeada pelo impulso das altas finanças globais comandadas pelo receituário neoliberal. A trajetória de ampla vulnerabilidade nas economias latino-americanas direcionou os esforços de integração do Mercosul fundamentalmente para as relações comerciais, não obstante esforços em outros sentidos. Antes da crise financeira internacional, a economia estadunidense apresentava sinais de certa decadência ante o seu esvaziamento produtivo e a relativa perda, ainda que mantida a condição de referência geral de valor, de importância do dólar. A partir de 2008, a diminuição de influência norte americana tornou-se mais evidente, sobretudo quando se considera o sucesso do milagre econômico chinês e a trajetória asiática de atrair de forma acelerada o dinamismo da acumulação global. |
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As relações do Mercosul com Estados Unidos e China ante o deslocamento do centro dinâmico mundialComunicados do Ipea 121 : As relações do Mercosul com Estados Unidos e China ante o deslocamento do centro dinâmico mundialIPEA::Comércio::Comércio Internacional::Comércio Internacional - Geral::Comércio ExteriorIPEA::Cooperação Internacional. Relações Internacionais::Relações Internacionais::Tipos de Relações Internacionais::Relações ExterioresIPEA::Finanças Públicas. Bancos. Relações Monetárias Internacionais::Moedas. Financiamento::Investimento::Investimentos DiretosIPEA::Cooperação Internacional. Relações Internacionais::Organizações Internacionais::Organizações Intergovernamentais::MERCOSURRelações internacionaisMercosulComércio internacionalA partir do reconhecimento das tensões globais provocadas pelo processo de deslocamento do centro dinâmico dos Estados Unidos para a China, este Comunicado tem como objetivo analisar o distanciamento das relações comerciais entre o Mercosul e o primeiro país e o aprofundamento dessa relação com o último, durante a última década (2000-2009). A situação recente do Investimento Direto Chinês nos países do Mercosul também será analisada a seguir. Por problemas na inconsistência dos dados de comércio reportados pela Venezuela ao sistema das Nações Unidas nos anos de 2007 e 2009, a composição utilizada dos Estados partes do Mercosul somente considerou os membros atualmente plenos, ou seja, Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. A constituição do Mercosul transcorreu durante a predominância hegemônica dos Estados Unidos, permeada pelo impulso das altas finanças globais comandadas pelo receituário neoliberal. A trajetória de ampla vulnerabilidade nas economias latino-americanas direcionou os esforços de integração do Mercosul fundamentalmente para as relações comerciais, não obstante esforços em outros sentidos. Antes da crise financeira internacional, a economia estadunidense apresentava sinais de certa decadência ante o seu esvaziamento produtivo e a relativa perda, ainda que mantida a condição de referência geral de valor, de importância do dólar. A partir de 2008, a diminuição de influência norte americana tornou-se mais evidente, sobretudo quando se considera o sucesso do milagre econômico chinês e a trajetória asiática de atrair de forma acelerada o dinamismo da acumulação global.19 p. : il.Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)Brasil. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Assessoria de Imprensa e Comunicação do Ipea (Ascom)Acioly, LucianaCalixtre, André BojikianCeratti, Rubem Kaipper2015-09-17T13:42:27Z2015-09-17T13:42:27Z2011-11-15Comunicados do Ipeainfo:eu-repo/semantics/publishedVersionapplication/pdfhttp://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/4495ark:/51990/00130000061d3http://www.ipea.gov.brreponame:Repositório Institucional da IPEA (RCIpea)instname:Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)instacron:IPEAEstados UnidosChinaInstituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)É permitida a reprodução e a exibição para uso educacional ou informativo, desde que respeitado o crédito ao autor original e citada a fonte (http://www.ipea.gov.br). Permitida a inclusão da obra em Repositórios ou Portais de Acesso Aberto, desde que fique claro para os usuários os termos de uso da obra e quem é o detentor dos direitos autorais, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Proibido o uso comercial ou com finalidades lucrativas em qualquer hipótese. Proibida a criação de obras derivadas. Proibida a tradução, inclusão de legendas ou voz humana. Para imagens estáticas e em movimento (vídeos e audiovisuais), ATENÇÃO: os direitos de imagem foram cedidos apenas para a obra original, formato de distribuição e repositório. Esta licença está baseada em estudos sobre a Lei Brasileira de Direitos Autorais (Lei 9.610/1998) e Tratados Internacionais sobre Propriedade Intelectual.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2020-11-13T14:56:33Zoai:repositorio.ipea.gov.br:11058/4495Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.ipea.gov.br/oai/requestsuporte@ipea.gov.bropendoar:2020-11-13T14:56:33Repositório Institucional da IPEA (RCIpea) - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)false |
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