PREVALÊNCIA DE HIPOTIREOIDISMO EM PACIENTES COM FIBROMIALGIA

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Góes, Suelen Meira
Data de Publicação: 2017
Outros Autores: Leite, Neiva, Cieslak, Fabrício, Paiva, Eduardo
Tipo de documento: Artigo
Idioma: por
Título da fonte: Fisioterapia em Movimento
Texto Completo: https://periodicos.pucpr.br/fisio/article/view/19115
Resumo: O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência de hipotireoidismo em mulheres com fibromialgia (SFM), verificando a presença de comorbidades e a prática de exercícios físicos (EF). Participaram do estudo 88 mulheres com diagnóstico de SFM, entre 28 e 75 anos de idade, selecionadas por conveniência a partir das pacientes acompanhadas no Ambulatório de Reumatologia do Hospital de Clínicas de Curitiba. Utilizou-se instrumento com validação de conteúdo, mediante entrevista semi-estruturada conduzida por um avaliador, abrangendo questões referentes ao histórico familiar, sintomas dolorosos, percepção de sono, hábitos diários e EF, comorbidades e tratamento. Todas as informações foram obtidas a partir do auto-relato das pacientes. Os dados foram analisados considerando as pacientes com hipotireoidismo e sem hipotireoidismo, com nível de significância p < 0,05. Nesta pesquisa, a prevalência de hipotireoidismo entre as mulheres com fibromialgia (17,05%) foi ligeiramente maior do que na população em geral (10%). As pacientes com hipotireoidismo apresentaram significativamente maior proporção de cefaléia (p= 0,047) e maior tendência aos distúrbios osteomusculares (p=0,0076) em relação às pacientes sem o hipotireoidismo. Os sintomas de ansiedade (13,33%), depressão (53,33%) e fadiga (33,33%) foram relatados em maior proporção entre as mulheres com hipotireoidismo em comparação às mulheres sem hipotireoidismo (12,33%, 34,25%, 20,55% respectivamente), sem diferenças estatísticas entre os grupos. Verificou-se que 33,33% das mulheres com o hipotireoidismo não praticavam EF regulares e isso também ocorreu em 47,65% das pacientes sem esta comorbidade. A relação entre a SFM e disfunção tireoidiana ainda não está muito clara, evidenciando a necessidade da realização de estudos prospectivos.
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