A relação médico-doente: breve revisão da antiguidade à atualidade

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Dario, Paulo
Data de Publicação: 2019
Tipo de documento: Artigo
Idioma: por
Título da fonte: Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal (Repositórios Cientìficos)
Texto Completo: http://hdl.handle.net/10400.21/11838
Resumo: Introdução: Podemos referir que a comunicação pode e deve ser vista como um dos principais ingredientes dos cuidados médicos. Neste trabalho de revisão é avaliado o estabelecimento da relação entre o médico e o doente, relação esta que permite que duas pessoas, anteriormente desconhecidas entre si, estabeleçam uma ligação que permita um grau de intimidade suficiente que possibilite o conhecimento do doente como um todo, bem como permita a participação deste no estabelecimento das metas e objetivos para o atingimento do seu estado de saúde. Materiais e Métodos: Usados para a realização deste sucinto artigo de revisão, foi realizada uma pesquisa bibliográfica na PUBMED, tendo sido usadas as palavras-chave definidas como base no MeSH. As bases da relação médico-doente assentam em 4 pilares: a confiança, o conhecimento, o respeito e a lealdade, tendo estes elementos um forte impacto nesta relação e na sua natureza, chegando mesmo a ter impacto nos resultados do tratamento no doente. Os modelos de relação médico-doente consistem em três modelos-base: a) o modelo de atividade-passividade; b) o de orientação-cooperação; e, c) o de participação mútua, envolvendo diferentes níveis de participação do doente na tomada de decisão e na participação na escolha dos tratamentos. Os modelos de prática médica: da antiguidade aos dias de hoje passaram por uma transição ao longo dos anos. Nos primórdios, era predominantemente centrada em um modelo de atividade-passividade até ao modelo vigente nos dias de hoje, o modelo de participação mútua. Observações finais: Podemos verificar que os componentes da comunicação identificados como sendo mais eficazes, podem ser usados como base para o desenvolvimento de currículos de educação médica bem como para programas de educação de doentes.
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spelling A relação médico-doente: breve revisão da antiguidade à atualidadeThe doctor-patient relationship: brief review of antiquity to present daysRelação médico-doenteRevelação da verdadeDireito do doenteDoctor-patient relationshipTruth disclosurePatient rightsIntrodução: Podemos referir que a comunicação pode e deve ser vista como um dos principais ingredientes dos cuidados médicos. Neste trabalho de revisão é avaliado o estabelecimento da relação entre o médico e o doente, relação esta que permite que duas pessoas, anteriormente desconhecidas entre si, estabeleçam uma ligação que permita um grau de intimidade suficiente que possibilite o conhecimento do doente como um todo, bem como permita a participação deste no estabelecimento das metas e objetivos para o atingimento do seu estado de saúde. Materiais e Métodos: Usados para a realização deste sucinto artigo de revisão, foi realizada uma pesquisa bibliográfica na PUBMED, tendo sido usadas as palavras-chave definidas como base no MeSH. As bases da relação médico-doente assentam em 4 pilares: a confiança, o conhecimento, o respeito e a lealdade, tendo estes elementos um forte impacto nesta relação e na sua natureza, chegando mesmo a ter impacto nos resultados do tratamento no doente. Os modelos de relação médico-doente consistem em três modelos-base: a) o modelo de atividade-passividade; b) o de orientação-cooperação; e, c) o de participação mútua, envolvendo diferentes níveis de participação do doente na tomada de decisão e na participação na escolha dos tratamentos. Os modelos de prática médica: da antiguidade aos dias de hoje passaram por uma transição ao longo dos anos. Nos primórdios, era predominantemente centrada em um modelo de atividade-passividade até ao modelo vigente nos dias de hoje, o modelo de participação mútua. Observações finais: Podemos verificar que os componentes da comunicação identificados como sendo mais eficazes, podem ser usados como base para o desenvolvimento de currículos de educação médica bem como para programas de educação de doentes.ABSTRACT - Introduction: we can say that communication can and should be seen as one of the main ingredients of medical care. This review work evaluates the establishment of the relationship between the doctor and the patient, a relationship that allows two people previously unknown to each other to establish a connection that allows a sufficient degree of intimacy that enables the knowledge of the patient as a whole as well as his participation in the establishment of the goals and objectives for the attainment of his state of health. Materials and Methods: Used for the accomplishment of this succinct review article, they consisted of a bibliographic search in PUBMED, using the keywords defined based on MeSH. The bases of doctor-patient relationship are based on four pillars: trust, knowledge, respect and loyalty, these elements having a strong impact on the doctor-patient relationship and the nature of this relationship, even having an impact on treatment results of the patient. The models of the physician-patient relationship consist of three basic models: a) the activity-passivity model; b) orientation-cooperation; and c) mutual participation involving different levels of patient participation in decision making and participation in the choice of treatments. The models of medical practice: from antiquity to the present have undergone a transition over the years. In the early days, it was predominantly centered on an activity-passivity model up to the current model, the model of mutual participation. Final observations: We can verify that the components of communication identified as being more effective can be used as a basis for the development of medical education curricula as well as for patient education programs.Universidade de São PauloRCIPLDario, Paulo2020-06-13T14:33:06Z2019-072019-07-01T00:00:00Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/articleapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/10400.21/11838porDario P. A relação médico-doente: breve revisão da antiguidade à atualidade. Rev Medicina. 2019;98(3):216-21.10.11606/issn.1679-9836.v98i3p216-221info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal (Repositórios Cientìficos)instname:Agência para a Sociedade do Conhecimento (UMIC) - FCT - Sociedade da Informaçãoinstacron:RCAAP2023-08-03T10:03:35Zoai:repositorio.ipl.pt:10400.21/11838Portal AgregadorONGhttps://www.rcaap.pt/oai/openaireopendoar:71602024-03-19T20:20:00.741683Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal (Repositórios Cientìficos) - Agência para a Sociedade do Conhecimento (UMIC) - FCT - Sociedade da Informaçãofalse
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