Interações medicamentosas potenciais: uma análise exploratória em Farmácia de oficina

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Oliveira, Ana Rita Primo Ferreira
Data de Publicação: 2021
Tipo de documento: Dissertação
Idioma: por
Título da fonte: Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal (Repositórios Cientìficos)
Texto Completo: http://hdl.handle.net/10400.22/19801
Resumo: Interações medicamentosas (IMs) podem ser definidas como sendo o resultado de qualquer modificação clinicamente relevante do efeito de um fármaco, pela utilização simultânea ou consecutiva de outro medicamento. Por sua vez, as interações medicamentosas potenciais (IMPs) ocorrem quando dois fármacos conhecidos por interagirem entre si são prescritos concomitantemente, independentemente de algum efeito nefasto na saúde do doente ocorrer. As IMPs antecedem necessariamente as IMs e são bastante mais prevalentes do que as mesmas, existindo evidências estatísticas que indicam que ocorrem diariamente centenas de IMPs, sendo um risco crescente para a saúde da população mundial e uma das mais importantes causas preveníveis de morbilidade e mortalidade. Deste modo, os objetivos principais do presente estudo passam pela análise e classificação de IMPs identificadas em farmácia comunitária, determinação das IMPsmais prevalentes e dos fármacos e mecanismos de ação mais associados a essas interações. Para isto, foram recolhidos dados referentes a prescrições médicas de doentes, em farmácias intervenientes na recolha de dados. A submissão de dados foi realizada através do preenchimento de um formulário online e durou 4 meses, sendo que durante esse período, 284 prescrições foram recolhidas e posteriormente analisadas. Assim, das receitas médicas recolhidas com mais do que um medicamento prescrito, 135 não apresentaram qualquer tipo de interação medicamentosa e 132 apresentaram pelo menos uma IMP, correspondendo a 47,5% da totalidade da amostra. O número de IMPs descritas na amostra é 288 sendo que mais de metade das mesmas são definidas como major e apenas 1,4% como minor. As mais prevalentes classes terapêuticas dos medicamentos envolvidos em IMPs foram a dos anti-hipertensores, seguida dos antidepressivos e antidiabéticos orais e, por sua vez, o fármaco mais vezes presente em IMPs demonstrou-se como sendo o ácido acetilsalicílico, seguido da metformina. Tendo isto em conta, apesar dos benefícios notórios associados à prescrição de múltiplos fármacos de modo a tratar ou controlar doenças e aumentar ou manter a qualidade de vida dos doentes, é importante realçar que a prescrição deve ser contrabalançada com os riscos que acarreta. Assim, no presente estudo a prevalência de IMPs demonstrou-se elevada, estando presente em cerca de 50% das prescrições recolhidas, e sendo as interações major as mais prevalentes. Espera-se que este trabalho propicie futuras investigações, quer do ponto de vista da análise das IMPs e IMs e do impacto das mesmas no sucesso terapêutico dos doentes, quer do delineamento de possíveis estratégias para ajudarem a minimizar a prevalência dessas interações entre fármacos.
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