Análise comparativa da etiologia e mecanismo do AVC isquémico segundo a classificação da TOAST e a nova classificação da ASCO

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Serra, Paula Catarina Registo
Data de Publicação: 2010
Tipo de documento: Dissertação
Idioma: por
Título da fonte: Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal (Repositórios Cientìficos)
Texto Completo: http://hdl.handle.net/10400.6/2300
Resumo: Introdução: Em Portugal o Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a primeira causa de morte e gerador de elevada incapacidade. É prioritário apostar na sua prevenção pelo conhecimento e intervenção a nível dos factores de risco. A optimização na assistência a estes doentes pode ser facilitada pelo seu enquadramento em subgrupos com características clínicas, terapêuticas e prognósticas semelhantes. Uma abordagem sistematizada, rápida e eficaz pode ser conseguida pela aplicação de classificações de AVCs simultaneamente completas e práticas. São importantes estudos que analisem as vantagens e limitações das várias classificações na tentativa de se conseguir o mais possível uma aproximação à classificação ideal. Objectivos: Primário - efectuar a comparação da etiologia e mecanismo de AVC isquémico pela aplicação da classificação ASCO a uma população de doentes previamente classificados pela TOAST e avaliar as suas vantagens e limitações. Secundários - analisar os principais factores de risco segundo subtipo de AVC isquémico. Métodos: Estudo retrospectivo em 80 doentes com diagnóstico de AVC isquémico dos subtipos aterotrombótico, cardioembólico, lacunar e de causa indeterminada segundo a classificação TOAST. Analisou-se a informação clínica e exames complementares de diagnóstico de 20 doentes de cada subtipo e reclassificaram-se quanto à sua etiologia pela aplicação da classificação ASCO.Estudou-se também a prevalência de vários factores de risco por subtipo de AVC. Resultados: Verificou-se concordância diagnóstica entre as 2 classificações em 85% dos AVCs cardioembólicos, 75% dos aterotrombóticos, 65% dos lacunares e 0% nos de outras causas. Em 19% dos doentes não foi possível efectuar a comparação. Na análise de factores de risco cardiovasculares destaca-se a elevada prevalência de hipertensão arterial nos doentes com AVC aterotrombótico (95%) e de fibrilhação auricular em doentes com AVC cardioembólico (75%). Os hábitos tabágicos e alcoólicos eram mais prevalentes em doentes com AVCs aterotrombóticos, estando presentes em 58% e 63% destes doentes, respectivamente. 50% dos doentes com AVC aterotrombótico apresentavam estenose significativa homolateral no triplex carotídeo . A presença de leucoaraiose na tomografia computorizada/ressonância magnética foi idêntica em todos os subtipos, com prevalência de cerca de 40%. Os valores de proteína C reactiva encontravam-se elevados nos subtipos lacunar e de causa indeterminada. Conclusão: A ASCO é uma classificação mais completa que a TOAST, mas com critérios mais rígidos e pouco prática para a aplicação rotineira na clínica.
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São importantes estudos que analisem as vantagens e limitações das várias classificações na tentativa de se conseguir o mais possível uma aproximação à classificação ideal. Objectivos: Primário - efectuar a comparação da etiologia e mecanismo de AVC isquémico pela aplicação da classificação ASCO a uma população de doentes previamente classificados pela TOAST e avaliar as suas vantagens e limitações. Secundários - analisar os principais factores de risco segundo subtipo de AVC isquémico. Métodos: Estudo retrospectivo em 80 doentes com diagnóstico de AVC isquémico dos subtipos aterotrombótico, cardioembólico, lacunar e de causa indeterminada segundo a classificação TOAST. Analisou-se a informação clínica e exames complementares de diagnóstico de 20 doentes de cada subtipo e reclassificaram-se quanto à sua etiologia pela aplicação da classificação ASCO.Estudou-se também a prevalência de vários factores de risco por subtipo de AVC. Resultados: Verificou-se concordância diagnóstica entre as 2 classificações em 85% dos AVCs cardioembólicos, 75% dos aterotrombóticos, 65% dos lacunares e 0% nos de outras causas. Em 19% dos doentes não foi possível efectuar a comparação. Na análise de factores de risco cardiovasculares destaca-se a elevada prevalência de hipertensão arterial nos doentes com AVC aterotrombótico (95%) e de fibrilhação auricular em doentes com AVC cardioembólico (75%). Os hábitos tabágicos e alcoólicos eram mais prevalentes em doentes com AVCs aterotrombóticos, estando presentes em 58% e 63% destes doentes, respectivamente. 50% dos doentes com AVC aterotrombótico apresentavam estenose significativa homolateral no triplex carotídeo . A presença de leucoaraiose na tomografia computorizada/ressonância magnética foi idêntica em todos os subtipos, com prevalência de cerca de 40%. Os valores de proteína C reactiva encontravam-se elevados nos subtipos lacunar e de causa indeterminada. Conclusão: A ASCO é uma classificação mais completa que a TOAST, mas com critérios mais rígidos e pouco prática para a aplicação rotineira na clínica.Introduction: Stroke is the first cause of death in Portugal, and also generates high disability. Knowledge and intervention on risk factors is a priority. Optimizing assistance to these patients may be facilitated by assigning them into groups with similar clinical, therapeutic and prognostic features. A systematized, quick and effective approach may be achieved by applying stroke classifications both complete and practical. Studies that analyse advantages and limitations of several classifications are important in order to try to achieve as much as possible an approach to the ideal classification. Goals: Primary - Comparing ischemic stroke etiology and mechanism by applying the ASCO classification to a population of patients previously classified by TOAST and evaluate the advantages and limitations. Secondary - Analysing the main risk factors among ischemic stroke subtypes. Methods: Retrospective study of 80 patients with ischemic stroke diagnosis of atherothrombotic, cardioembolic, lacunar and undetermined etiology subtypes according to TOAST classification. The clinical data and the ancillary diagnostic tests results were evaluated on 20 patients of each subtype and their etiology was reclassified by applying the ASCO classification. It was also studied the prevalence of several risk factors among stroke subtypes Results: The diagnostic agreement between both classifications was 85% for cardioembolic strokes, 75% for atherothrombotic, 65% for the lacunar ones and 0% for other causes. On 19% of the patients, the comparison could not be made. Analysis of cardiovascular risk factors showed a high prevalence of hypertension on patients with atherothrombotic stroke (95%) and of atrial fibrillation on patients with cardioembolic stroke (75%). Smoke and alcohol consumption habits were more prevalent among patients with atherothrombotic stoke, being present on 58% and 63% of this patients respectively. 50% of atherothrombotic stroke patients presented significant homolateral carotid artery stenosis on ultrasound examination. Prevalence of leukoaraiosis on computed tomography/magnetic resonance was similar on all stroke subtypes (40%). Mean values of C reactive protein were raised on lacunar and undetermined subtypes of stroke. Conclusion: ASCO classification is more complete than TOAST but with more rigid criteria and not practical to be applied on routine clinical practice.Alvarez Pérez, Francisco JoséuBibliorumSerra, Paula Catarina Registo2014-09-18T15:55:33Z201020102010-01-01T00:00:00Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/10400.6/2300porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal (Repositórios Cientìficos)instname:Agência para a Sociedade do Conhecimento (UMIC) - FCT - Sociedade da Informaçãoinstacron:RCAAP2023-12-15T09:38:16Zoai:ubibliorum.ubi.pt:10400.6/2300Portal AgregadorONGhttps://www.rcaap.pt/oai/openaireopendoar:71602024-03-20T00:44:00.106867Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal (Repositórios Cientìficos) - Agência para a Sociedade do Conhecimento (UMIC) - FCT - Sociedade da Informaçãofalse
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