Diferentes espessuras de gordura subcutânea no abate de cordeiros castrados e não castrados Santa inês e Dorper
Autor(a) principal: | |
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Data de Publicação: | 2024 |
Tipo de documento: | Tese |
Idioma: | por |
Título da fonte: | Repositório Institucional da UEL |
Texto Completo: | https://repositorio.uel.br/handle/123456789/15916 |
Resumo: | Resumo: Objetivou-se com este trabalho avaliar os parâmetros produtivos, componentes sanguíneos, características de carcaça e qualidade da carne de cordeiros Santa Inês e Dorper, castrados e não castrados, terminados em confinamento e abatidos com diferentes espessuras de gordura subcutânea (EGS) avaliadas por ultrassonografia in vivo Foram utilizados 69 cordeiros machos de dois grupos genéticos, sendo 34 Santa Inês e 35 Dorper Destes, metade de cada grupo foi castrado Os abates e tempo de confinamento foram da seguinte forma: Dorper com mm de EGS: 27 dias; Santa Inês com mm EGS: 39 dias; Santa Inês e Dorper com 3 mm EGS: 84 dias e Santa Inês e Dorper com 6 mm de EGS: 13 dias de confinamento Não houve diferença no ganho de peso diário (GMDP) entre raças, obtendo médias de ,265 kg dia-1 para os cordeiros Santa Inês e ,263 kg dia-1 para Dorper Para a condição sexual, animais não castrados (GMDP=,28 kg) ganharam mais peso do que os castrados (GMDP=,248 kg) A velocidade de crescimento foi maior nos machos não castrados, devido a ação anabólica do hormônio testosterona O consumo de MS e nutrientes aumentou de acordo com o aumento da EGS (P<,1), sendo mais expressivo em animais abatidos com 6 mm de EGS, os quais apresentaram pior conversão alimentar (6,6) Animais não castrados apresentaram maiores valores finais de testosterona do que os castrados (2,69 vs ,51 ng mL-1) Triglicerídeos, colesterol e uréia apresentaram resultados dentro dos valores de referência para a espécie ovina Os cordeiros Dorper apresentaram-se 22% superiores ao valor de conformação subjetiva e 15,73% a mais de valor de acabamento subjetivo em relação à Santa Inês Cordeiros Dorper depositaram mais gordura que o Santa Inês, sendo que no abate pretendido com 6 mm EGS, apresentou 7,34 mm contra 3,61 mm de EGM do Santa Inês, com mesma idade e tempo de confinamento Quanto maior EGS, maior foi o peso corporal final dos animais (mm=29,25 kg; 3mm=41,66; 6 mm=55,33 kg) A carne ficou mais escura (L*=4,92 para 36,23), menos avermelhada (a*= 5,32 para 14,77) e menos amarelada (b*=11,33 a 9,45) entre as espessuras de mm e 6 mm Incrementou-se maior quantidade de extrato etéreo na carne conforme se aumentou a EGS ao abate, ou seja, em animais mais velhos e com maior peso corporal ( mm=27,29; 3 mm=29,45; 6 mm=42,7) A EGS de 6 mm afetou negativamente a carne na análise sensorial, aumentando os sabores desagradáveis e causando uma redução na aceitação pelos provadores A medida real de EGS tomada em ultrassonografia apresentou alta correlação positiva com a medida tomada no músculo (EGM) demonstrando a possibilidade de utilização in vivo para predição real da EGM, além de ter alta correlação positiva com a conformação e acabamento Recomenda-se o abate de cordeiros Santa Inês e Dorper com 3 mm de gordura subcutânea |
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Diferentes espessuras de gordura subcutânea no abate de cordeiros castrados e não castrados Santa inês e DorperCarne ovinaQualidadeOvinoCarcaçaProdução animalQualityLambAnimal productionVeterinary ultrasonographyMeat - CuttingLamb (Meat)Resumo: Objetivou-se com este trabalho avaliar os parâmetros produtivos, componentes sanguíneos, características de carcaça e qualidade da carne de cordeiros Santa Inês e Dorper, castrados e não castrados, terminados em confinamento e abatidos com diferentes espessuras de gordura subcutânea (EGS) avaliadas por ultrassonografia in vivo Foram utilizados 69 cordeiros machos de dois grupos genéticos, sendo 34 Santa Inês e 35 Dorper Destes, metade de cada grupo foi castrado Os abates e tempo de confinamento foram da seguinte forma: Dorper com mm de EGS: 27 dias; Santa Inês com mm EGS: 39 dias; Santa Inês e Dorper com 3 mm EGS: 84 dias e Santa Inês e Dorper com 6 mm de EGS: 13 dias de confinamento Não houve diferença no ganho de peso diário (GMDP) entre raças, obtendo médias de ,265 kg dia-1 para os cordeiros Santa Inês e ,263 kg dia-1 para Dorper Para a condição sexual, animais não castrados (GMDP=,28 kg) ganharam mais peso do que os castrados (GMDP=,248 kg) A velocidade de crescimento foi maior nos machos não castrados, devido a ação anabólica do hormônio testosterona O consumo de MS e nutrientes aumentou de acordo com o aumento da EGS (P<,1), sendo mais expressivo em animais abatidos com 6 mm de EGS, os quais apresentaram pior conversão alimentar (6,6) Animais não castrados apresentaram maiores valores finais de testosterona do que os castrados (2,69 vs ,51 ng mL-1) Triglicerídeos, colesterol e uréia apresentaram resultados dentro dos valores de referência para a espécie ovina Os cordeiros Dorper apresentaram-se 22% superiores ao valor de conformação subjetiva e 15,73% a mais de valor de acabamento subjetivo em relação à Santa Inês Cordeiros Dorper depositaram mais gordura que o Santa Inês, sendo que no abate pretendido com 6 mm EGS, apresentou 7,34 mm contra 3,61 mm de EGM do Santa Inês, com mesma idade e tempo de confinamento Quanto maior EGS, maior foi o peso corporal final dos animais (mm=29,25 kg; 3mm=41,66; 6 mm=55,33 kg) A carne ficou mais escura (L*=4,92 para 36,23), menos avermelhada (a*= 5,32 para 14,77) e menos amarelada (b*=11,33 a 9,45) entre as espessuras de mm e 6 mm Incrementou-se maior quantidade de extrato etéreo na carne conforme se aumentou a EGS ao abate, ou seja, em animais mais velhos e com maior peso corporal ( mm=27,29; 3 mm=29,45; 6 mm=42,7) A EGS de 6 mm afetou negativamente a carne na análise sensorial, aumentando os sabores desagradáveis e causando uma redução na aceitação pelos provadores A medida real de EGS tomada em ultrassonografia apresentou alta correlação positiva com a medida tomada no músculo (EGM) demonstrando a possibilidade de utilização in vivo para predição real da EGM, além de ter alta correlação positiva com a conformação e acabamento Recomenda-se o abate de cordeiros Santa Inês e Dorper com 3 mm de gordura subcutâneaTese (Doutorado em Ciência Animal) - Universidade Estadual de Londrina, Centro de Ciências Agrárias, Programa de Pós-Graduação em Ciência AnimalAbstract: The objective of this study was to evaluate the productive parameters, blood components, carcass characteristics and meat quality of lambs Santa Ines and Dorper, castrated and uncastrated, finished in confinement and slaughtered with different of subcutaneous fat thicknesses (SFT) evaluated by in vivo ultrasonography Are used sixty nine male lambs of two genetic groups, being thirty four Santa Ines and thirty five Dorper Of these, half of each group was castrated The slaughtering and confinement times were as follows: Dorper with mm SFT: twenty seven days; Santa Ines with mm SFT: thirty nine days; Santa Ines and Dorper with 3 mm SFT: eighty four days and Santa Ines and Dorper with 6 mm SFT: one hundred and thirty days of confinement There was no difference in daily weight gain (DWG) for races, obtaining averages of 265 kg day-1for lambs Santa Ines and 263 kg day-1for Dorper For the sexual status, uncastrated animals (DWG = 28 kg) gained more weight than castrated animals (DWG = 248 kg) The growth rate is higher in uncastrated males due to the anabolic action of the hormone testosterone Consumption of DM and nutrients increased according to the increase in SFT, being more expressive for the animals slaughtered with 6 mm of SFT, which presented worse feed conversion (66) Uncastrated animals had higher final testosterone values than castrated animals (269 vs 51 ng mL-1) Triglycerides, cholesterol and urea presented results within the reference values for the ovine species Dorper presented a 22% higher value of subjective conformation and a 1573% higher value of subjective finishing in relation to Santa Ines Dorper lambs deposited more fat than Santa Ines, being that at the intended slaughter with 6 mm SFT, presented 734 mm against 361 mm of thickness of muscle fat (TMF) of Santa Ines, with the same age and confinement time The higher the SFT, the higher the final body weight of the animals (mm=2925 kg, 3mm=4166, 6 mm=5533 kg) The meat got darker (L*=492 to 3623), less reddish (a*=1532 to 1477) and less yellowish (b*= 1133 to 945) between the thicknesses of mm and 6 mm Increased amount of ethereal extract in the meat was increased as the SFT was increased to slaughter, that is, in older animals with higher body weight ( mm=2729, 3 mm=2945, 6 mm=427) The 6 mm SFT negatively affected the meat in the sensorial analysis, increasing the unpleasant flavors and causing a reduction in the acceptance of the tasters The actual measurement of SFT taken on ultrasonography showed a high positive correlation with the measurement of muscle (TMF) demonstrating the possibility of in vivo use for actual TMF prediction In addition to having a high positive correlation with the conformation and finishing It is recommended to slaughter lambs with 3 mm of subcutaneous fatRibeiro, Edson Luis de Azambuja [Orientador]Mizubuti, Ivone YurikaCunha Filho, Luiz Fernando Coelho daBumbieris Junior, Valter HarryPorto, Petrônio PinheiroFernandes Junior, Francisco2024-05-01T14:58:29Z2024-05-01T14:58:29Z2017.0023.02.2017info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://repositorio.uel.br/handle/123456789/15916porDoutoradoCiência AnimalCentro de Ciências AgráriasPrograma de Pós-graduação em Ciência AnimalLondrinareponame:Repositório Institucional da UELinstname:Universidade Estadual de Londrina (UEL)instacron:UELinfo:eu-repo/semantics/openAccess2024-07-12T04:20:14Zoai:repositorio.uel.br:123456789/15916Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.bibliotecadigital.uel.br/PUBhttp://www.bibliotecadigital.uel.br/OAI/oai2.phpbcuel@uel.br||opendoar:2024-07-12T04:20:14Repositório Institucional da UEL - Universidade Estadual de Londrina (UEL)false |
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Resumo: Objetivou-se com este trabalho avaliar os parâmetros produtivos, componentes sanguíneos, características de carcaça e qualidade da carne de cordeiros Santa Inês e Dorper, castrados e não castrados, terminados em confinamento e abatidos com diferentes espessuras de gordura subcutânea (EGS) avaliadas por ultrassonografia in vivo Foram utilizados 69 cordeiros machos de dois grupos genéticos, sendo 34 Santa Inês e 35 Dorper Destes, metade de cada grupo foi castrado Os abates e tempo de confinamento foram da seguinte forma: Dorper com mm de EGS: 27 dias; Santa Inês com mm EGS: 39 dias; Santa Inês e Dorper com 3 mm EGS: 84 dias e Santa Inês e Dorper com 6 mm de EGS: 13 dias de confinamento Não houve diferença no ganho de peso diário (GMDP) entre raças, obtendo médias de ,265 kg dia-1 para os cordeiros Santa Inês e ,263 kg dia-1 para Dorper Para a condição sexual, animais não castrados (GMDP=,28 kg) ganharam mais peso do que os castrados (GMDP=,248 kg) A velocidade de crescimento foi maior nos machos não castrados, devido a ação anabólica do hormônio testosterona O consumo de MS e nutrientes aumentou de acordo com o aumento da EGS (P<,1), sendo mais expressivo em animais abatidos com 6 mm de EGS, os quais apresentaram pior conversão alimentar (6,6) Animais não castrados apresentaram maiores valores finais de testosterona do que os castrados (2,69 vs ,51 ng mL-1) Triglicerídeos, colesterol e uréia apresentaram resultados dentro dos valores de referência para a espécie ovina Os cordeiros Dorper apresentaram-se 22% superiores ao valor de conformação subjetiva e 15,73% a mais de valor de acabamento subjetivo em relação à Santa Inês Cordeiros Dorper depositaram mais gordura que o Santa Inês, sendo que no abate pretendido com 6 mm EGS, apresentou 7,34 mm contra 3,61 mm de EGM do Santa Inês, com mesma idade e tempo de confinamento Quanto maior EGS, maior foi o peso corporal final dos animais (mm=29,25 kg; 3mm=41,66; 6 mm=55,33 kg) A carne ficou mais escura (L*=4,92 para 36,23), menos avermelhada (a*= 5,32 para 14,77) e menos amarelada (b*=11,33 a 9,45) entre as espessuras de mm e 6 mm Incrementou-se maior quantidade de extrato etéreo na carne conforme se aumentou a EGS ao abate, ou seja, em animais mais velhos e com maior peso corporal ( mm=27,29; 3 mm=29,45; 6 mm=42,7) A EGS de 6 mm afetou negativamente a carne na análise sensorial, aumentando os sabores desagradáveis e causando uma redução na aceitação pelos provadores A medida real de EGS tomada em ultrassonografia apresentou alta correlação positiva com a medida tomada no músculo (EGM) demonstrando a possibilidade de utilização in vivo para predição real da EGM, além de ter alta correlação positiva com a conformação e acabamento Recomenda-se o abate de cordeiros Santa Inês e Dorper com 3 mm de gordura subcutânea |
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