Idosos atendidos em serviços de urgência e emergência no Brasil: um estudo para vítimas de quedas e de acidentes de trânsito

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Mariana Goncalves de Freitas
Data de Publicação: 2015
Tipo de documento: Dissertação
Idioma: por
Título da fonte: Repositório Institucional da UFMG
Texto Completo: http://hdl.handle.net/1843/BUBD-A4YHS7
Resumo: O envelhecimento populacional é um fenômeno de ocorrência mundial e impacta a organização da sociedade, incluindo os serviços de saúde, que devem estar atentos às especificidades do cuidado a essa população. As quedas e os acidentes de trânsitos, principalmente os atropelamentos, são importantes causas de acidentes em idosos e levam ao aumento da morbimortalidade, diminuição da capacidade funcional e institucionalização precoce. Este trabalho teve por objetivo caracterizar os perfis de idosos vítimas de acidentes de trânsito e de quedas a partir de dados do Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA), de modo a conhecer melhor o problema e possibilitar a adoção de políticas de saúde. Foi utilizado o VIVA Inquérito, conduzido em serviços selecionados de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS) nas capitais do Brasil e no Distrito Federal, em 2011. Para a formação de agrupamentos de casos para cada tipo de acidente foi utilizado o procedimento two-step cluster, implementado no Programa SPSS. Do total de 2463 idosos registrados no VIVA Inquérito, 1965 (79,8%) sofreram quedas e 498 (20,2%) foram vítimas de acidentes de trânsito. Dentre os idosos que sofreram quedas, 1812 foram agrupados em quatro clusters (C): C1 (12,5%), no qual todos tinham ao menos uma deficiência, C2 (34,1%), no qual os idosos eram da raça/cor não branca e com queda na residência, C3 (26,9%), com maior proporção de idosos jovens e ativos, e C4 (26,5%), com maior proporção de idosos com 80 anos e mais e de raça/cor branca. Entre os casos de acidentes de trânsito, 446 (89,5%) idosos foram agrupados em dois clusters: C1 (62,3%) formado por idosos mais jovens, ativos, condutores ou passageiros; e C2 (37,7%) composto por idosos de idades mais avançadas, pedestres e com desfechos mais severos. Os demais idosos não foram agrupados totalizando 205 casos. As vítimas de quedas foram principalmente mulheres, com baixa escolaridade e sem trabalho na época do acidente; já as vítimas de acidente de trânsito eram principalmente homens, mais jovens. Para quedas e acidentes de trânsito a maior proporção dos casos ocorreu na zona urbana. A proporção de ocorrência de fratura, traumatismo, corte/laceração e entorse/luxação foi semelhante tanto nas vítimas de quedas, quanto de acidentes de trânsito, demonstrando a importância de não minimizar o risco para quedas. Os clusters formados permitem adoção de medidas focalizadas de prevenção, atenção e promoção da saúde para a redução da vulnerabilidade no idoso.
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Entre os casos de acidentes de trânsito, 446 (89,5%) idosos foram agrupados em dois clusters: C1 (62,3%) formado por idosos mais jovens, ativos, condutores ou passageiros; e C2 (37,7%) composto por idosos de idades mais avançadas, pedestres e com desfechos mais severos. Os demais idosos não foram agrupados totalizando 205 casos. As vítimas de quedas foram principalmente mulheres, com baixa escolaridade e sem trabalho na época do acidente; já as vítimas de acidente de trânsito eram principalmente homens, mais jovens. Para quedas e acidentes de trânsito a maior proporção dos casos ocorreu na zona urbana. A proporção de ocorrência de fratura, traumatismo, corte/laceração e entorse/luxação foi semelhante tanto nas vítimas de quedas, quanto de acidentes de trânsito, demonstrando a importância de não minimizar o risco para quedas. Os clusters formados permitem adoção de medidas focalizadas de prevenção, atenção e promoção da saúde para a redução da vulnerabilidade no idoso.Population ageing is a global phenomenon and impacts the organization of society, including health services, which should be challenged to promote the well-being and care to this population. Falls and transit accidents, mainly pedestrian collisions, are major causes of accidents in elderly and that increases morbidity and mortality, reduces functional capacity and lead to premature institutionalization. This study aimed to characterize the profiles of elderly victims of traffic accidents and falls from data of Surveillance System for Violence and Accidents (VIVA), in order to better understand the problem and enable the adoption of health policies. We used the VIVA Survey, conducted in selected emergency services of The Unified Health System (SUS) in the capitals of Brazil and the Federal District in 2011. In order to build the clusters of cases for each type of accident we used the two-step procedure cluster, using the SPSS software. Of 2463 elderly patients registered in the VIVA Survey, 1965 (79.8%) suffered falls; 498 (20.2%) were victims of traffic accidents. Of elderly who suffer falls, we grouped into four clusters (n=1812): Cluster 1 (12.5%), in which all elderly had at least one disability; Cluster 2 (34.1%), in which participants were non white and the falls took place in their residence; Cluster 3 (26.9%), with a higher proportion of young and active seniors; and Cluster 4 (26.5%), with a higher proportion of seniors (80 years old or older) and white. Among the cases of traffic accidents, 446 elderly were grouped into two clusters: Cluster 1 (62.3%), with younger seniors, active, drivers or passengers; and Cluster 2 (37.7%), composed of higher age seniors, pedestrians and with more severe outcomes. The other seniors were not grouped totalizing 205 cases. Victims of falls were mainly women with low schooling and without current job. The traffic accident victims were younger, mostly men. For falls and traffic accidents, the highest proportion of cases occurs in the urban environment. Complications were similar in both, victims of falls and traffic accidents. Clusters identified allowed adoption of targeted measures of prevention, care and health promotion.Universidade Federal de Minas GeraisUFMGIdosoAcidentes por quedas/estatísticas & dados numéricosCausas externasAcidentes de trânsitoServiços de saúde para idososSaúde do idosoCaracteristicas da populaçãoEnvelhecimentoAcidentes por quedasCausas externasAcidentes de trânsitoServiços de saúde para idososSaúde do idosoIdosos atendidos em serviços de urgência e emergência no Brasil: um estudo para vítimas de quedas e de acidentes de trânsitoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UFMGinstname:Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)instacron:UFMGORIGINALdisserta__o_mariana_freitas___volume_final_03.11.15.pdfapplication/pdf1159356https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/BUBD-A4YHS7/1/disserta__o_mariana_freitas___volume_final_03.11.15.pdf312b7a5f73dffcb7f21ed76b2dba2728MD51TEXTdisserta__o_mariana_freitas___volume_final_03.11.15.pdf.txtdisserta__o_mariana_freitas___volume_final_03.11.15.pdf.txtExtracted texttext/plain130446https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/BUBD-A4YHS7/2/disserta__o_mariana_freitas___volume_final_03.11.15.pdf.txt8c4ab8769c2252dc4b51044a6237c49bMD521843/BUBD-A4YHS72019-11-14 06:54:47.497oai:repositorio.ufmg.br:1843/BUBD-A4YHS7Repositório de PublicaçõesPUBhttps://repositorio.ufmg.br/oaiopendoar:2019-11-14T09:54:47Repositório Institucional da UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)false
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