Potenciais mecanismos de redução da toxicidade de microcistinas e sua utilização no tratamento da água

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Fernando Antonio Jardim
Data de Publicação: 2008
Tipo de documento: Tese
Idioma: por
Título da fonte: Repositório Institucional da UFMG
Texto Completo: http://hdl.handle.net/1843/TJAS-8UDHVX
Resumo: Muitos gêneros de cianobactérias que formam florações podem produzir microcistinas,potentes hepatotoxinas, que se tornou alvo de preocupações nas pesquisas queobjetivam produzir água potável. No Brasil, a hepatotoxina microcistina é produzidaprincipalmente por espécies de cianobactérias dos gêneros Microcystis e Radiocystis.Por ser um heptapeptídeo cíclico que possui um dieno, a molécula da microcistina émuito resistente à hidrólise química e até mesmo a fervura. Com isso há uma buscaconstante de soluções eficientes e de baixo custo para a remoção dessa cianotoxina daágua a ser tratada. Esse processo é mais eficiente, quando se consegue remover, nosprocessos de tratamento, a fração particulada intacta das células e a fração solúvel.Ainda que os processos convencionais de tratamento da água possam reduzir aconcentração de microcistina oriunda da fração particulada, a fração solúvel pode aindaconter elevadas concentrações dessa cianotoxina e passar pelos sistemas de tratamento.O presente trabalho apresenta os resultados de estudos obtidos em experimentosrealizados em escala de laboratório, nos quais inicialmente foram utilizadas amostras defloração e depois utilizadas amostras de cultura de Microcystis protocystis, produtora demicrocistina RR. O trabalho foi desenvolvido em duas etapas. A primeira objetivouestudar a redução da toxicidade da microcistina a partir de mudanças ocorridas emamostras de floração e posteriormente de cultura, expostas à luz e submetidas à pressão.Já a segunda etapa, objetivou aplicar os resultados obtidos nesse primeiro estudo,utilizando-se também em escala de bancada, coagulantes químicos, visando associar atécnica da exposição à luz e a de pressurização de amostras a uma importante etapa dotratamento da água, que é a etapa da coagulação. Avaliou-se também a concentração demicrocistina no lodo gerado durante o processo de sedimentação sendo tambémavaliadas técnicas de redução das concentrações de microcistina encontradas. Osexperimentos foram realizados com Microcystis protocystis produtora de microcistinaRR. Os resultados do trabalho, na primeira etapa, mostraram uma produção de peróxidode hidrogênio após o dano causado às células pela pressão induzida. Observou-setambém uma redução da concentração de ficocianina, sendo que não foram verificadasmodificações significativas para a clorofila a e o caroteno. A microcistina foidegradada com alterações nos picos do cromatograma e no espectro de absorção quandocomparados com os obtidos antes do tratamento. A dosagem letal aos camundongosaumentou aproximadamente 10 vezes após as amostras terem sido pressurizadas eexpostas à luz, mostrando uma conseqüente redução da toxicidade. As condiçõesexperimentais de exposição de culturas de cianobactérias ou de florações à luz e sob apressão, causaram uma retirada parcial da ficocianina e da microcistina das células. Aficocianina, após ser iluminada, foi foto-oxidada e ativou a produção das EAOs, quepor sua vez, causaram uma redução na toxicidade das microcistinas. Esse é um potencialmétodo para auxiliar o tratamento da água durante as florações de cianobactérias. Já nasegunda etapa, do teste com os três coagulantes, o que se mostrou mais eficiente naremoção de células e de microcistina foi o cloreto férrico. No tratamento do lodogerado, a exposição à luz por 12 horas, foi o processo que apresentou uma melhorremoção de microcistina.
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spelling Alessandra GianiCRISTINA CELIA SILVEIRA BRANDAOSandra Maria Feliciano de Oliveira e AzevedoMonica Maria Diniz LeaoFernando Antonio Jardim2019-08-13T20:10:30Z2019-08-13T20:10:30Z2008-12-10http://hdl.handle.net/1843/TJAS-8UDHVXMuitos gêneros de cianobactérias que formam florações podem produzir microcistinas,potentes hepatotoxinas, que se tornou alvo de preocupações nas pesquisas queobjetivam produzir água potável. No Brasil, a hepatotoxina microcistina é produzidaprincipalmente por espécies de cianobactérias dos gêneros Microcystis e Radiocystis.Por ser um heptapeptídeo cíclico que possui um dieno, a molécula da microcistina émuito resistente à hidrólise química e até mesmo a fervura. Com isso há uma buscaconstante de soluções eficientes e de baixo custo para a remoção dessa cianotoxina daágua a ser tratada. Esse processo é mais eficiente, quando se consegue remover, nosprocessos de tratamento, a fração particulada intacta das células e a fração solúvel.Ainda que os processos convencionais de tratamento da água possam reduzir aconcentração de microcistina oriunda da fração particulada, a fração solúvel pode aindaconter elevadas concentrações dessa cianotoxina e passar pelos sistemas de tratamento.O presente trabalho apresenta os resultados de estudos obtidos em experimentosrealizados em escala de laboratório, nos quais inicialmente foram utilizadas amostras defloração e depois utilizadas amostras de cultura de Microcystis protocystis, produtora demicrocistina RR. O trabalho foi desenvolvido em duas etapas. A primeira objetivouestudar a redução da toxicidade da microcistina a partir de mudanças ocorridas emamostras de floração e posteriormente de cultura, expostas à luz e submetidas à pressão.Já a segunda etapa, objetivou aplicar os resultados obtidos nesse primeiro estudo,utilizando-se também em escala de bancada, coagulantes químicos, visando associar atécnica da exposição à luz e a de pressurização de amostras a uma importante etapa dotratamento da água, que é a etapa da coagulação. Avaliou-se também a concentração demicrocistina no lodo gerado durante o processo de sedimentação sendo tambémavaliadas técnicas de redução das concentrações de microcistina encontradas. Osexperimentos foram realizados com Microcystis protocystis produtora de microcistinaRR. Os resultados do trabalho, na primeira etapa, mostraram uma produção de peróxidode hidrogênio após o dano causado às células pela pressão induzida. Observou-setambém uma redução da concentração de ficocianina, sendo que não foram verificadasmodificações significativas para a clorofila a e o caroteno. A microcistina foidegradada com alterações nos picos do cromatograma e no espectro de absorção quandocomparados com os obtidos antes do tratamento. A dosagem letal aos camundongosaumentou aproximadamente 10 vezes após as amostras terem sido pressurizadas eexpostas à luz, mostrando uma conseqüente redução da toxicidade. As condiçõesexperimentais de exposição de culturas de cianobactérias ou de florações à luz e sob apressão, causaram uma retirada parcial da ficocianina e da microcistina das células. Aficocianina, após ser iluminada, foi foto-oxidada e ativou a produção das EAOs, quepor sua vez, causaram uma redução na toxicidade das microcistinas. Esse é um potencialmétodo para auxiliar o tratamento da água durante as florações de cianobactérias. Já nasegunda etapa, do teste com os três coagulantes, o que se mostrou mais eficiente naremoção de células e de microcistina foi o cloreto férrico. No tratamento do lodogerado, a exposição à luz por 12 horas, foi o processo que apresentou uma melhorremoção de microcistina.Several bloom-forming cyanobacterial genera produce microcystin, a potenthepatotoxin, wich has turned a main concern for people who deal with water treatmentfor human consuption. In Brazil, hepatotoxins are produced especially by species of thegenera Microcystis and Radiocystis. Due to the presence of double bond in the ADDAamino acid, the microcystin molecule is very resistant to chemical hydrolysis and evento boiling. Therefore there is a constant search for effective solutions, at low cost, forthe removal of this cyanotoxin from the drinking water. Although the conventionalprocesses of water treatment can reduce the concentration of microcystins from theparticulate fraction, the soluble fractions can still contain high concentrations of thiscyanotoxin and pass through the treatment systems. The present work shows the resultsof experimentes carried out at a laboratory scale, using blooms samples and cultures ofthe cyanobacteria Microcystis protocystis, microcystin RR producer. The work wasdeveloped in two phases. The first one focused on studying the reduction of microcystintoxicity, based on changes occurred on blooms samples and cultures exposed to lightand submitted to pressure. The second stage focused on applying the results obtained inthe first study, on a bench-scale, with the addition of chemical coagulants. Theconcentration of microcystin in the sludge generated during the process of sedimentationwas also evaluated, as well as some techniques of reduction of these concentrations ofmicrocystin. The experiments were carried out with M. protocystis containing a highconcentration of microcystin. In the first stage, the results showed a production ofhydrogen peroxide after the damage caused to the cells by the induced pressure. Areduction of phycocyanin concentration was also noticed, however no significantmodifications occurred for chlorophyll a and carotene concentration. The microcystinwas degraded showing changes in the peaks of the chromatogram and in the absortionspectrum when compared to those obtained before the treatment. The lethal dosage tothe mice was increased by approximately 10 times after pressurization of the samplesand exposition to light, showing a reduction of toxicity. The experimental conditionsprovided cellular lysis, with the consequent releasing of phycocyanin and microcystin.The phycocyanin, under illumination, was photo-oxidized and activated the productionof ROSs, which caused a reduction of microcystin toxicity. These results seem toindicate the influence of ROS´s in the reduction of microcystin toxicity and suggest apotential method for water treatment during the occurrence of cyanobacteria blooms. Inthe second stage of the experiments with the three coagulants, is was observed that theferric chloride was the most efficient for the removal of cells and of microcystin.Finnaly, for the treatment of the toxic sludge generated, the exposition to light during 12hours was the process that presented a better removal of microcystin.Universidade Federal de Minas GeraisUFMGBotânicaToxinas de cianobactériasÁgua PurificaçãoMicrocistinasFicocianinaFotoxidaçãoFotoxidação IFicocianinaMicrocistinasTratamento de águaCianobactériaPotenciais mecanismos de redução da toxicidade de microcistinas e sua utilização no tratamento da águainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UFMGinstname:Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)instacron:UFMGORIGINALfernandoajardim_tese_2008.pdfapplication/pdf5153414https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/TJAS-8UDHVX/1/fernandoajardim_tese_2008.pdf253c5ceb6b797ecf7e021ac353057d55MD51TEXTfernandoajardim_tese_2008.pdf.txtfernandoajardim_tese_2008.pdf.txtExtracted texttext/plain161677https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/TJAS-8UDHVX/2/fernandoajardim_tese_2008.pdf.txt8949353415c23e48b7fb1b19744cf84dMD521843/TJAS-8UDHVX2019-11-14 15:30:27.886oai:repositorio.ufmg.br:1843/TJAS-8UDHVXRepositório de PublicaçõesPUBhttps://repositorio.ufmg.br/oaiopendoar:2019-11-14T18:30:27Repositório Institucional da UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)false
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