Efeito da fadiga mental, da estimulação cerebral e da associação de ambas no desempenho físico e em variáveis psicofisiológicas durante atividades aeróbicas prolongadas

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Eduardo Macedo Penna
Data de Publicação: 2019
Tipo de documento: Tese
Idioma: por
Título da fonte: Repositório Institucional da UFMG
Texto Completo: http://hdl.handle.net/1843/30476
Resumo: A fadiga mental é um estado psicobiológico caracterizado pela queda do desempenho cognitivo, e pode ser provocada por períodos prolongados de tarefas que envolvam uma elevada demanda cognitiva. Tem sido demonstrado que ela também é capaz de alterar o desempenho físico, principalmente por meio da alteração em variáveis perceptivas ligadas ao desempenho humano. Para neutralizar o possível efeito deletério da fadiga mental no desempenho físico, diversas intervenções são apontadas, que podem ser crônicas ou agudas. Dentre elas, destaca-se a estimulação cerebral que é capaz de reduzir variáveis perceptivas ao longo de uma tarefa física ou cognitiva prolongada. A presente tese teve como objetivo estabelecer relações entre a estimulação cerebral, por meio da estimulação transcraniana por corrente contínua, e a fadiga mental. Em uma série de 3 artigos, atletas e indivíduos destreinados foram expostos a um protocolo de fadiga mental (estudos 1, 2 e 3) e a estimulação cerebral em diferentes áreas (estudos 2 e 3) com o objetivo de testar se a fadiga mental afeta o desempenho nessas diferentes populações, se a estimulação cerebral de diferentes áreas é capaz de anular o possível efeito deletério provocado pela fadiga mental, e se a estimulação cerebral em diferentes áreas é capaz de melhorar o desempenho nessas populações. No estudo 1 foi identificado que a fadiga mental foi capaz de reduzir o desempenho em jovens atletas de natação. No estudo 2, o mesmo efeito não foi observado em atletas masters, e não foi identificada influência positiva na estimulação cerebral do Córtex Temporal no desempenho físico. Contudo, após uma abordagem qualitativa, os atletas reportaram uma maior dificuldade em se manterem concentrados ao longo da prova quando mentalmente fadigados, o que repercutiu em outras variáveis psicológicas e comportamentais, e que provavelmente a capacidade de se auto motivar ao longo da prova impediu a observação da queda do desempenho. No estudo 3, a fadiga mental também não foi capaz de alterar o desempenho de indivíduos destreinados e a estimulação cerebral tanto do córtex pré-frontal, quanto do córtex motor primário não foi eficiente em melhorar o desempenho tampouco melhorar as respostas perceptivas ao longo do desempenho. Discussões a respeito da especificidade da população mais vulnerável aos efeitos deletérios da fadiga mental, assim como quanto aos efeitos positivos da estimulação cerebral (em suas diferentes regiões corticais) foram desenvolvidas. Conclui-se que a fadiga mental é capaz de alterar o desempenho de populações específicas, e que provavelmente ela está relacionada com alterações perceptivas, principalmente relacionadas com a diminuição da capacidade de concentração ao longo da prova. De forma semelhante, a estimulação cerebral pode ser capaz de alterar o desempenho de populações específicas, e que essa alteração também parece estar ligada com a estimulação de áreas específicas do córtex cerebral.
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A presente tese teve como objetivo estabelecer relações entre a estimulação cerebral, por meio da estimulação transcraniana por corrente contínua, e a fadiga mental. Em uma série de 3 artigos, atletas e indivíduos destreinados foram expostos a um protocolo de fadiga mental (estudos 1, 2 e 3) e a estimulação cerebral em diferentes áreas (estudos 2 e 3) com o objetivo de testar se a fadiga mental afeta o desempenho nessas diferentes populações, se a estimulação cerebral de diferentes áreas é capaz de anular o possível efeito deletério provocado pela fadiga mental, e se a estimulação cerebral em diferentes áreas é capaz de melhorar o desempenho nessas populações. No estudo 1 foi identificado que a fadiga mental foi capaz de reduzir o desempenho em jovens atletas de natação. No estudo 2, o mesmo efeito não foi observado em atletas masters, e não foi identificada influência positiva na estimulação cerebral do Córtex Temporal no desempenho físico. Contudo, após uma abordagem qualitativa, os atletas reportaram uma maior dificuldade em se manterem concentrados ao longo da prova quando mentalmente fadigados, o que repercutiu em outras variáveis psicológicas e comportamentais, e que provavelmente a capacidade de se auto motivar ao longo da prova impediu a observação da queda do desempenho. No estudo 3, a fadiga mental também não foi capaz de alterar o desempenho de indivíduos destreinados e a estimulação cerebral tanto do córtex pré-frontal, quanto do córtex motor primário não foi eficiente em melhorar o desempenho tampouco melhorar as respostas perceptivas ao longo do desempenho. Discussões a respeito da especificidade da população mais vulnerável aos efeitos deletérios da fadiga mental, assim como quanto aos efeitos positivos da estimulação cerebral (em suas diferentes regiões corticais) foram desenvolvidas. Conclui-se que a fadiga mental é capaz de alterar o desempenho de populações específicas, e que provavelmente ela está relacionada com alterações perceptivas, principalmente relacionadas com a diminuição da capacidade de concentração ao longo da prova. De forma semelhante, a estimulação cerebral pode ser capaz de alterar o desempenho de populações específicas, e que essa alteração também parece estar ligada com a estimulação de áreas específicas do córtex cerebral.Mental fatigue is a psychobiological state characterized by impairments in cognitive performance and can be triggered by prolonged periods of high cognitive demand tasks. It has been shown that MF is also capable of reducing physical performance, mainly through the change in perceptual variables linked to human performance. To counteract the possible deleterious effect of MF on physical performance, several interventions have been proposed, which may be chronic or acute. Among them, the cerebral stimulation, which is able to reduce perceptual variables during prolonged physical or cognitive task stands out. The aim of this thesis was to establish relations between brain stimulation, through transcranial direct current stimulation, and mental fatigue. In a series of 3 experiments, athletes and untrained individuals were exposed to a protocol of mental fatigue and brain stimulation in different areas with the objective of testing whether mental fatigue affects performance in these different populations, and if brain stimulation of different areas is capable of counteracts the deleterious effect caused by MF. Furthermore, whether brain stimulation in different areas is capable of improving performance in these populations. In study 1 it was identified that mental fatigue was able to reduce performance in young swimming athletes. In study 2, the same effect was not observed in master’s athletes, and no positive effect on Temporal Cortex cerebral stimulation in physical performance was identified. However, after a qualitative approach, athletes reported a higher difficulty in staying focused during the test when mentally fatigued, which had repercussions on other psychological and behavioral variables, and that the ability to self-motivate throughout the swimming performance was important to maintain the performance level. In study 3, MF was also unable to alter the performance of untrained individuals, and brain stimulation of both the prefrontal cortex and the primary motor cortex was not effective in improving performance nor improving perceptual responses over performance. Discussions regarding the specificity of the population most vulnerable to the deleterious effects of MF, as well as the positive effects of brain stimulation (in their different cortical regions), were developed. It is concluded that mental fatigue is capable of altering the performance of specific populations and that it is probably related to perceptual alterations, mainly related to the decrease of the capacity of concentration throughout the test. Similarly, brain stimulation may be able to alter the performance of specific populations, and that this alteration also seems to be linked to the stimulation of specific areas of the cerebral cortex.porUniversidade Federal de Minas GeraisPrograma de Pós-Graduação em Ciências do EsporteUFMGBrasilEEF - DEPARTAMENTO DE ESPORTEShttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/info:eu-repo/semantics/openAccessDesempenho humanoDesempenho físicoFadiga mentalETCCNataçãoCiclismoEfeito da fadiga mental, da estimulação cerebral e da associação de ambas no desempenho físico e em variáveis psicofisiológicas durante atividades aeróbicas prolongadasinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisreponame:Repositório Institucional da UFMGinstname:Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)instacron:UFMGORIGINALEduardo Macedo Penna_final.pdfEduardo Macedo Penna_final.pdfAbertoapplication/pdf2019510https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/30476/1/Eduardo%20Macedo%20Penna_final.pdf884c400a9fae2c71868fb1aac8bcba2fMD51CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-8811https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/30476/2/license_rdfcfd6801dba008cb6adbd9838b81582abMD52LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82119https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/30476/3/license.txt34badce4be7e31e3adb4575ae96af679MD53TEXTEduardo Macedo Penna_final.pdf.txtEduardo Macedo Penna_final.pdf.txtExtracted texttext/plain231207https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/30476/4/Eduardo%20Macedo%20Penna_final.pdf.txt79cc90f0883c4b4a66c998ea40be0c2aMD541843/304762019-11-14 12:48:38.77oai:repositorio.ufmg.br:1843/30476TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEgRE8gUkVQT1NJVMOTUklPIElOU1RJVFVDSU9OQUwgREEgVUZNRwoKQ29tIGEgYXByZXNlbnRhw6fDo28gZGVzdGEgbGljZW7Dp2EsIHZvY8OqIChvIGF1dG9yIChlcykgb3UgbyB0aXR1bGFyIGRvcyBkaXJlaXRvcyBkZSBhdXRvcikgY29uY2VkZSBhbyBSZXBvc2l0w7NyaW8gSW5zdGl0dWNpb25hbCBkYSBVRk1HIChSSS1VRk1HKSBvIGRpcmVpdG8gbsOjbyBleGNsdXNpdm8gZSBpcnJldm9nw6F2ZWwgZGUgcmVwcm9kdXppciBlL291IGRpc3RyaWJ1aXIgYSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIChpbmNsdWluZG8gbyByZXN1bW8pIHBvciB0b2RvIG8gbXVuZG8gbm8gZm9ybWF0byBpbXByZXNzbyBlIGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIGZvcm1hdG9zIMOhdWRpbyBvdSB2w61kZW8uCgpWb2PDqiBkZWNsYXJhIHF1ZSBjb25oZWNlIGEgcG9sw610aWNhIGRlIGNvcHlyaWdodCBkYSBlZGl0b3JhIGRvIHNldSBkb2N1bWVudG8gZSBxdWUgY29uaGVjZSBlIGFjZWl0YSBhcyBEaXJldHJpemVzIGRvIFJJLVVGTUcuCgpWb2PDqiBjb25jb3JkYSBxdWUgbyBSZXBvc2l0w7NyaW8gSW5zdGl0dWNpb25hbCBkYSBVRk1HIHBvZGUsIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gY29udGXDumRvLCB0cmFuc3BvciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gcGFyYSBxdWFscXVlciBtZWlvIG91IGZvcm1hdG8gcGFyYSBmaW5zIGRlIHByZXNlcnZhw6fDo28uCgpWb2PDqiB0YW1iw6ltIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBJbnN0aXR1Y2lvbmFsIGRhIFVGTUcgcG9kZSBtYW50ZXIgbWFpcyBkZSB1bWEgY8OzcGlhIGRlIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gcGFyYSBmaW5zIGRlIHNlZ3VyYW7Dp2EsIGJhY2stdXAgZSBwcmVzZXJ2YcOnw6NvLgoKVm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgYSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIMOpIG9yaWdpbmFsIGUgcXVlIHZvY8OqIHRlbSBvIHBvZGVyIGRlIGNvbmNlZGVyIG9zIGRpcmVpdG9zIGNvbnRpZG9zIG5lc3RhIGxpY2Vuw6dhLiBWb2PDqiB0YW1iw6ltIGRlY2xhcmEgcXVlIG8gZGVww7NzaXRvIGRlIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gbsOjbywgcXVlIHNlamEgZGUgc2V1IGNvbmhlY2ltZW50bywgaW5mcmluZ2UgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGUgbmluZ3XDqW0uCgpDYXNvIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBjb250ZW5oYSBtYXRlcmlhbCBxdWUgdm9jw6ogbsOjbyBwb3NzdWkgYSB0aXR1bGFyaWRhZGUgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzLCB2b2PDqiBkZWNsYXJhIHF1ZSBvYnRldmUgYSBwZXJtaXNzw6NvIGlycmVzdHJpdGEgZG8gZGV0ZW50b3IgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIHBhcmEgY29uY2VkZXIgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgZGEgVUZNRyBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EsIGUgcXVlIGVzc2UgbWF0ZXJpYWwgZGUgcHJvcHJpZWRhZGUgZGUgdGVyY2Vpcm9zIGVzdMOhIGNsYXJhbWVudGUgaWRlbnRpZmljYWRvIGUgcmVjb25oZWNpZG8gbm8gdGV4dG8gb3Ugbm8gY29udGXDumRvIGRhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBvcmEgZGVwb3NpdGFkYS4KCkNBU08gQSBQVUJMSUNBw4fDg08gT1JBIERFUE9TSVRBREEgVEVOSEEgU0lETyBSRVNVTFRBRE8gREUgVU0gUEFUUk9Dw41OSU8gT1UgQVBPSU8gREUgVU1BIEFHw4pOQ0lBIERFIEZPTUVOVE8gT1UgT1VUUk8gT1JHQU5JU01PLCBWT0PDiiBERUNMQVJBIFFVRSBSRVNQRUlUT1UgVE9ET1MgRSBRVUFJU1FVRVIgRElSRUlUT1MgREUgUkVWSVPDg08gQ09NTyBUQU1Cw4lNIEFTIERFTUFJUyBPQlJJR0HDh8OVRVMgRVhJR0lEQVMgUE9SIENPTlRSQVRPIE9VIEFDT1JETy4KCk8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgZGEgVUZNRyBzZSBjb21wcm9tZXRlIGEgaWRlbnRpZmljYXIgY2xhcmFtZW50ZSBvIHNldSBub21lKHMpIG91IG8ocykgbm9tZXMocykgZG8ocykgZGV0ZW50b3IoZXMpIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBkYSBwdWJsaWNhw6fDo28sIGUgbsOjbyBmYXLDoSBxdWFscXVlciBhbHRlcmHDp8OjbywgYWzDqW0gZGFxdWVsYXMgY29uY2VkaWRhcyBwb3IgZXN0YSBsaWNlbsOnYS4KCg==Repositório de PublicaçõesPUBhttps://repositorio.ufmg.br/oaiopendoar:2019-11-14T15:48:38Repositório Institucional da UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)false
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