A constituição e a materialização do discurso ecológico em reportagens da mídia impressa brasileira

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: SILVA, Severino Rodrigues da
Data de Publicação: 2016
Tipo de documento: Dissertação
Idioma: por
Título da fonte: Repositório Institucional da UFPE
dARK ID: ark:/64986/0013000002v44
Texto Completo: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/18761
Resumo: O presente trabalho analisa a constituição e a materialização do discurso ecológico em reportagens da mídia impressa brasileira. Bastante atual, esse discurso, que se volta para a preservação dos recursos naturais e para a relação entre homem e natureza, parece ser ainda pouco explorado no campo dos estudos discursivos, disso decorre, então, a relevância desta pesquisa. Ao longo, portanto, desta nossa pesquisa de linha discursiva, buscamos respostas para o seguinte questionamento: Como se constitui e se materializa o discurso ecológico em reportagens da mídia impressa brasileira? Para tanto, partimos da análise das capas e reportagens das revistas Veja e Carta Capital acerca dos dois grandes eventos promovidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) e sediados no Rio de Janeiro: as Conferências das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, mais conhecidas como Eco-92 e Rio+20. Para analisar de modo pertinente o nosso corpus, temos como objetivos específicos: 1) averiguar como o discurso ecológico se constitui na mídia impressa brasileira, mais especificamente no dizer de Veja e Carta Capital; 2) refletir como o gênero reportagem inscreve o discurso ecológico dentro da esfera midiática; 3) discutir como condições sociais e histórias de produção diferentes materializam o mesmo discurso de formas distintas; 4) refletir sobre as atualizações e/ou reconfigurações que o discurso ecológico apresente após vinte anos da Eco-92. Nosso embasamento teórico, ancorou-se na Análise do Discurso de Linha Francesa desenvolvida por Maingueneau (1997, 2006, 2008a, 2008b, 2010, 2011) e nas pesquisas sobre o discurso das mídias do semiolinguista Charaudeau (2006). A partir disso, nossos estudos se pautaram, principalmente, na investigação de como o primado do interdiscurso, a semântica global e a prática intersemiótica possibilitariam o entendimento dos efeitos de sentido encontrados nas materialidades linguísticas analisadas. A fim de compreendermos a historicidade do discurso ecológico, ainda recorremos ao trabalho de Carvalho (2011). A investigação mostrou que o discurso ecológico, ao longo do tempo, passou por atualizações e modificações. Se, no começo das primeiras manifestações a favor do verde, o ser humano era colocado como principal agressor e à margem das preocupações ambientais, passados vinte anos, o tom radical desse discurso se atenuou e o ser humano juntamente com sua condição social de vida passou a ser também cerne dessas preocupações. Antes, preservar a natureza das ações do homem; hoje, preservar a natureza e o próprio homem.
id UFPE_829998964d32a54fe511b4d5430bdd6a
oai_identifier_str oai:repositorio.ufpe.br:123456789/18761
network_acronym_str UFPE
network_name_str Repositório Institucional da UFPE
repository_id_str 2221
spelling SILVA, Severino Rodrigues dahttp://lattes.cnpq.br/7150475680838039http://lattes.cnpq.br/3140964910953390RODRIGUES, Siane Gois Cavalcanti2017-05-10T15:40:27Z2017-05-10T15:40:27Z2016-02-16https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/18761ark:/64986/0013000002v44O presente trabalho analisa a constituição e a materialização do discurso ecológico em reportagens da mídia impressa brasileira. Bastante atual, esse discurso, que se volta para a preservação dos recursos naturais e para a relação entre homem e natureza, parece ser ainda pouco explorado no campo dos estudos discursivos, disso decorre, então, a relevância desta pesquisa. Ao longo, portanto, desta nossa pesquisa de linha discursiva, buscamos respostas para o seguinte questionamento: Como se constitui e se materializa o discurso ecológico em reportagens da mídia impressa brasileira? Para tanto, partimos da análise das capas e reportagens das revistas Veja e Carta Capital acerca dos dois grandes eventos promovidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) e sediados no Rio de Janeiro: as Conferências das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, mais conhecidas como Eco-92 e Rio+20. Para analisar de modo pertinente o nosso corpus, temos como objetivos específicos: 1) averiguar como o discurso ecológico se constitui na mídia impressa brasileira, mais especificamente no dizer de Veja e Carta Capital; 2) refletir como o gênero reportagem inscreve o discurso ecológico dentro da esfera midiática; 3) discutir como condições sociais e histórias de produção diferentes materializam o mesmo discurso de formas distintas; 4) refletir sobre as atualizações e/ou reconfigurações que o discurso ecológico apresente após vinte anos da Eco-92. Nosso embasamento teórico, ancorou-se na Análise do Discurso de Linha Francesa desenvolvida por Maingueneau (1997, 2006, 2008a, 2008b, 2010, 2011) e nas pesquisas sobre o discurso das mídias do semiolinguista Charaudeau (2006). A partir disso, nossos estudos se pautaram, principalmente, na investigação de como o primado do interdiscurso, a semântica global e a prática intersemiótica possibilitariam o entendimento dos efeitos de sentido encontrados nas materialidades linguísticas analisadas. A fim de compreendermos a historicidade do discurso ecológico, ainda recorremos ao trabalho de Carvalho (2011). A investigação mostrou que o discurso ecológico, ao longo do tempo, passou por atualizações e modificações. Se, no começo das primeiras manifestações a favor do verde, o ser humano era colocado como principal agressor e à margem das preocupações ambientais, passados vinte anos, o tom radical desse discurso se atenuou e o ser humano juntamente com sua condição social de vida passou a ser também cerne dessas preocupações. Antes, preservar a natureza das ações do homem; hoje, preservar a natureza e o próprio homem.CNPQEl presente trabajo analiza la constitución y la materialización del discurso ecológico en reportajes de la prensa brasileña. Muy actual, ese discurso, que se vuelta hacía la preservación de los recursos naturales y la relación entre hombres y naturaleza, parece aún ser poco explorado en el campo de los estudios discursivos, por eso la pertinencia de esta pesquisa de línea discursiva que tiene la siguiente pregunta: ¿Cómo se constituye y se materializa el discurso ecológico en reportajes de la prensa brasileña? Por lo tanto, partimos del análisis de reportajes de las revistas Veja y Carta Capital acerca de los dos grandes eventos promovidos por la Organización de las Naciones Unidas (ONU) e ocurridos en la ciudad del Rio de Janeiro: las Conferencias de las Naciones Unidas sobre Medio Ambiente y Desenvolvimiento, conocidas como Eco-92 e Rio+20. Para analizar de modo pertinente nuestro objeto, tuvimos como objetivos específicos: 1) averiguar como el discurso ecológico se constituye en la prensa brasileña, específicamente en el decir de Veja y Carta Capital; 2) reflejar como el género reportaje presenta el discurso ecológico dentro de la esfera periodística; 3) discutir como las condiciones sociales e históricas de producción materializan el mismo discurso de modos distintos; 4) reflejar acerca de las actualizaciones y/o reconfiguraciones que el discurso ecológico presenta después de veinte años de la Eco-92. Nuestro embasamiento teórico se ancoró en la Análisis del Discurso Francesa hecha por Maingueneau (1997, 2006, 2008a, 2008b, 2010, 2011) y en las pesquisas acerca del discurso de los medios de comunicación del semiolingüista Charaudeau (2006). En seguida, nuestros estudios se pautaran, sobretodo, en la investigación de como el primado del interdiscurso, la semántica global y la práctica intersemiótica posibilitarían la comprensión de los efectos de sentido encontrados en las materialidades lingüísticas investigadas. A fin de comprender la historicidad del discurso ecológico aún recorrimos al trabajo de Carvalho (2011). La investigación mostró que el discurso ecológico a lo largo del tiempo pasó por actualizaciones y modificaciones. Si en el principio con las primeras manifestaciones en favor del verde el ser humano era colocado como principal agresor y se quedaba de lado en las preocupaciones ambientales, después de veinte años, el tono radical de ese discurso se atenuó y el ser humano juntamente con su condición social de vida pasó a ser también cerne de esas preocupaciones. Anteriormente, preservar la naturaleza de las agresiones humanas; ahora, preservar la naturaleza y también el propio hombre.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em LetrasUFPEBrasilAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessDiscurso ecológicoMídia impressa brasileiraInterdiscursoSemântica globalPráticas intersemióticasDiscurso ecológicoPrensa brasileñaInterdiscursoSemántica globalPrácticas intersemióticasA constituição e a materialização do discurso ecológico em reportagens da mídia impressa brasileirainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPETHUMBNAILDissert_Severino-BC.pdf.jpgDissert_Severino-BC.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1231https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/18761/5/Dissert_Severino-BC.pdf.jpgac6a72e66793c2cd1374152d54bd106bMD55ORIGINALDissert_Severino-BC.pdfDissert_Severino-BC.pdfapplication/pdf4981775https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/18761/1/Dissert_Severino-BC.pdf26fa4998291dbb0482641a4d3b79f6fcMD51CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-81232https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/18761/2/license_rdf66e71c371cc565284e70f40736c94386MD52LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82311https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/18761/3/license.txt4b8a02c7f2818eaf00dcf2260dd5eb08MD53TEXTDissert_Severino-BC.pdf.txtDissert_Severino-BC.pdf.txtExtracted texttext/plain231441https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/18761/4/Dissert_Severino-BC.pdf.txt81af5c6b91c8b72e1183411e27524664MD54123456789/187612019-10-25 18:01:13.353oai:repositorio.ufpe.br:123456789/18761TGljZW7Dp2EgZGUgRGlzdHJpYnVpw6fDo28gTsOjbyBFeGNsdXNpdmEKClRvZG8gZGVwb3NpdGFudGUgZGUgbWF0ZXJpYWwgbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgKFJJKSBkZXZlIGNvbmNlZGVyLCDDoCBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkZSBQZXJuYW1idWNvIChVRlBFKSwgdW1hIExpY2Vuw6dhIGRlIERpc3RyaWJ1acOnw6NvIE7Do28gRXhjbHVzaXZhIHBhcmEgbWFudGVyIGUgdG9ybmFyIGFjZXNzw612ZWlzIG9zIHNldXMgZG9jdW1lbnRvcywgZW0gZm9ybWF0byBkaWdpdGFsLCBuZXN0ZSByZXBvc2l0w7NyaW8uCgpDb20gYSBjb25jZXNzw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhIG7Do28gZXhjbHVzaXZhLCBvIGRlcG9zaXRhbnRlIG1hbnTDqW0gdG9kb3Mgb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IuCl9fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fXwoKTGljZW7Dp2EgZGUgRGlzdHJpYnVpw6fDo28gTsOjbyBFeGNsdXNpdmEKCkFvIGNvbmNvcmRhciBjb20gZXN0YSBsaWNlbsOnYSBlIGFjZWl0w6EtbGEsIHZvY8OqIChhdXRvciBvdSBkZXRlbnRvciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMpOgoKYSkgRGVjbGFyYSBxdWUgY29uaGVjZSBhIHBvbMOtdGljYSBkZSBjb3B5cmlnaHQgZGEgZWRpdG9yYSBkbyBzZXUgZG9jdW1lbnRvOwpiKSBEZWNsYXJhIHF1ZSBjb25oZWNlIGUgYWNlaXRhIGFzIERpcmV0cml6ZXMgcGFyYSBvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBJbnN0aXR1Y2lvbmFsIGRhIFVGUEU7CmMpIENvbmNlZGUgw6AgVUZQRSBvIGRpcmVpdG8gbsOjbyBleGNsdXNpdm8gZGUgYXJxdWl2YXIsIHJlcHJvZHV6aXIsIGNvbnZlcnRlciAoY29tbyBkZWZpbmlkbyBhIHNlZ3VpciksIGNvbXVuaWNhciBlL291IGRpc3RyaWJ1aXIsIG5vIFJJLCBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZSAoaW5jbHVpbmRvIG8gcmVzdW1vL2Fic3RyYWN0KSBlbSBmb3JtYXRvIGRpZ2l0YWwgb3UgcG9yIG91dHJvIG1laW87CmQpIERlY2xhcmEgcXVlIGF1dG9yaXphIGEgVUZQRSBhIGFycXVpdmFyIG1haXMgZGUgdW1hIGPDs3BpYSBkZXN0ZSBkb2N1bWVudG8gZSBjb252ZXJ0w6otbG8sIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gc2V1IGNvbnRlw7pkbywgcGFyYSBxdWFscXVlciBmb3JtYXRvIGRlIGZpY2hlaXJvLCBtZWlvIG91IHN1cG9ydGUsIHBhcmEgZWZlaXRvcyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBwcmVzZXJ2YcOnw6NvIChiYWNrdXApIGUgYWNlc3NvOwplKSBEZWNsYXJhIHF1ZSBvIGRvY3VtZW50byBzdWJtZXRpZG8gw6kgbyBzZXUgdHJhYmFsaG8gb3JpZ2luYWwgZSBxdWUgZGV0w6ltIG8gZGlyZWl0byBkZSBjb25jZWRlciBhIHRlcmNlaXJvcyBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4gRGVjbGFyYSB0YW1iw6ltIHF1ZSBhIGVudHJlZ2EgZG8gZG9jdW1lbnRvIG7Do28gaW5mcmluZ2Ugb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgb3V0cmEgcGVzc29hIG91IGVudGlkYWRlOwpmKSBEZWNsYXJhIHF1ZSwgbm8gY2FzbyBkbyBkb2N1bWVudG8gc3VibWV0aWRvIGNvbnRlciBtYXRlcmlhbCBkbyBxdWFsIG7Do28gZGV0w6ltIG9zIGRpcmVpdG9zIGRlCmF1dG9yLCBvYnRldmUgYSBhdXRvcml6YcOnw6NvIGlycmVzdHJpdGEgZG8gcmVzcGVjdGl2byBkZXRlbnRvciBkZXNzZXMgZGlyZWl0b3MgcGFyYSBjZWRlciDDoApVRlBFIG9zIGRpcmVpdG9zIHJlcXVlcmlkb3MgcG9yIGVzdGEgTGljZW7Dp2EgZSBhdXRvcml6YXIgYSB1bml2ZXJzaWRhZGUgYSB1dGlsaXrDoS1sb3MgbGVnYWxtZW50ZS4gRGVjbGFyYSB0YW1iw6ltIHF1ZSBlc3NlIG1hdGVyaWFsIGN1am9zIGRpcmVpdG9zIHPDo28gZGUgdGVyY2Vpcm9zIGVzdMOhIGNsYXJhbWVudGUgaWRlbnRpZmljYWRvIGUgcmVjb25oZWNpZG8gbm8gdGV4dG8gb3UgY29udGXDumRvIGRvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZTsKZykgU2UgbyBkb2N1bWVudG8gZW50cmVndWUgw6kgYmFzZWFkbyBlbSB0cmFiYWxobyBmaW5hbmNpYWRvIG91IGFwb2lhZG8gcG9yIG91dHJhIGluc3RpdHVpw6fDo28gcXVlIG7Do28gYSBVRlBFLMKgZGVjbGFyYSBxdWUgY3VtcHJpdSBxdWFpc3F1ZXIgb2JyaWdhw6fDtWVzIGV4aWdpZGFzIHBlbG8gcmVzcGVjdGl2byBjb250cmF0byBvdSBhY29yZG8uCgpBIFVGUEUgaWRlbnRpZmljYXLDoSBjbGFyYW1lbnRlIG8ocykgbm9tZShzKSBkbyhzKSBhdXRvciAoZXMpIGRvcyBkaXJlaXRvcyBkbyBkb2N1bWVudG8gZW50cmVndWUgZSBuw6NvIGZhcsOhIHF1YWxxdWVyIGFsdGVyYcOnw6NvLCBwYXJhIGFsw6ltIGRvIHByZXZpc3RvIG5hIGFsw61uZWEgYykuCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212019-10-25T21:01:13Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false
dc.title.pt_BR.fl_str_mv A constituição e a materialização do discurso ecológico em reportagens da mídia impressa brasileira
title A constituição e a materialização do discurso ecológico em reportagens da mídia impressa brasileira
spellingShingle A constituição e a materialização do discurso ecológico em reportagens da mídia impressa brasileira
SILVA, Severino Rodrigues da
Discurso ecológico
Mídia impressa brasileira
Interdiscurso
Semântica global
Práticas intersemióticas
Discurso ecológico
Prensa brasileña
Interdiscurso
Semántica global
Prácticas intersemióticas
title_short A constituição e a materialização do discurso ecológico em reportagens da mídia impressa brasileira
title_full A constituição e a materialização do discurso ecológico em reportagens da mídia impressa brasileira
title_fullStr A constituição e a materialização do discurso ecológico em reportagens da mídia impressa brasileira
title_full_unstemmed A constituição e a materialização do discurso ecológico em reportagens da mídia impressa brasileira
title_sort A constituição e a materialização do discurso ecológico em reportagens da mídia impressa brasileira
author SILVA, Severino Rodrigues da
author_facet SILVA, Severino Rodrigues da
author_role author
dc.contributor.authorLattes.pt_BR.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/7150475680838039
dc.contributor.advisorLattes.pt_BR.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/3140964910953390
dc.contributor.author.fl_str_mv SILVA, Severino Rodrigues da
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv RODRIGUES, Siane Gois Cavalcanti
contributor_str_mv RODRIGUES, Siane Gois Cavalcanti
dc.subject.por.fl_str_mv Discurso ecológico
Mídia impressa brasileira
Interdiscurso
Semântica global
Práticas intersemióticas
Discurso ecológico
Prensa brasileña
Interdiscurso
Semántica global
Prácticas intersemióticas
topic Discurso ecológico
Mídia impressa brasileira
Interdiscurso
Semântica global
Práticas intersemióticas
Discurso ecológico
Prensa brasileña
Interdiscurso
Semántica global
Prácticas intersemióticas
description O presente trabalho analisa a constituição e a materialização do discurso ecológico em reportagens da mídia impressa brasileira. Bastante atual, esse discurso, que se volta para a preservação dos recursos naturais e para a relação entre homem e natureza, parece ser ainda pouco explorado no campo dos estudos discursivos, disso decorre, então, a relevância desta pesquisa. Ao longo, portanto, desta nossa pesquisa de linha discursiva, buscamos respostas para o seguinte questionamento: Como se constitui e se materializa o discurso ecológico em reportagens da mídia impressa brasileira? Para tanto, partimos da análise das capas e reportagens das revistas Veja e Carta Capital acerca dos dois grandes eventos promovidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) e sediados no Rio de Janeiro: as Conferências das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, mais conhecidas como Eco-92 e Rio+20. Para analisar de modo pertinente o nosso corpus, temos como objetivos específicos: 1) averiguar como o discurso ecológico se constitui na mídia impressa brasileira, mais especificamente no dizer de Veja e Carta Capital; 2) refletir como o gênero reportagem inscreve o discurso ecológico dentro da esfera midiática; 3) discutir como condições sociais e histórias de produção diferentes materializam o mesmo discurso de formas distintas; 4) refletir sobre as atualizações e/ou reconfigurações que o discurso ecológico apresente após vinte anos da Eco-92. Nosso embasamento teórico, ancorou-se na Análise do Discurso de Linha Francesa desenvolvida por Maingueneau (1997, 2006, 2008a, 2008b, 2010, 2011) e nas pesquisas sobre o discurso das mídias do semiolinguista Charaudeau (2006). A partir disso, nossos estudos se pautaram, principalmente, na investigação de como o primado do interdiscurso, a semântica global e a prática intersemiótica possibilitariam o entendimento dos efeitos de sentido encontrados nas materialidades linguísticas analisadas. A fim de compreendermos a historicidade do discurso ecológico, ainda recorremos ao trabalho de Carvalho (2011). A investigação mostrou que o discurso ecológico, ao longo do tempo, passou por atualizações e modificações. Se, no começo das primeiras manifestações a favor do verde, o ser humano era colocado como principal agressor e à margem das preocupações ambientais, passados vinte anos, o tom radical desse discurso se atenuou e o ser humano juntamente com sua condição social de vida passou a ser também cerne dessas preocupações. Antes, preservar a natureza das ações do homem; hoje, preservar a natureza e o próprio homem.
publishDate 2016
dc.date.issued.fl_str_mv 2016-02-16
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2017-05-10T15:40:27Z
dc.date.available.fl_str_mv 2017-05-10T15:40:27Z
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/18761
dc.identifier.dark.fl_str_mv ark:/64986/0013000002v44
url https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/18761
identifier_str_mv ark:/64986/0013000002v44
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil
http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
info:eu-repo/semantics/openAccess
rights_invalid_str_mv Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil
http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
eu_rights_str_mv openAccess
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Pernambuco
dc.publisher.program.fl_str_mv Programa de Pos Graduacao em Letras
dc.publisher.initials.fl_str_mv UFPE
dc.publisher.country.fl_str_mv Brasil
publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Pernambuco
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UFPE
instname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
instacron:UFPE
instname_str Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
instacron_str UFPE
institution UFPE
reponame_str Repositório Institucional da UFPE
collection Repositório Institucional da UFPE
bitstream.url.fl_str_mv https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/18761/5/Dissert_Severino-BC.pdf.jpg
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/18761/1/Dissert_Severino-BC.pdf
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/18761/2/license_rdf
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/18761/3/license.txt
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/18761/4/Dissert_Severino-BC.pdf.txt
bitstream.checksum.fl_str_mv ac6a72e66793c2cd1374152d54bd106b
26fa4998291dbb0482641a4d3b79f6fc
66e71c371cc565284e70f40736c94386
4b8a02c7f2818eaf00dcf2260dd5eb08
81af5c6b91c8b72e1183411e27524664
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
repository.mail.fl_str_mv attena@ufpe.br
_version_ 1815172704311967744