Doença de Graves-Basedow

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Andrade, Vicente Florentino Castaldo
Data de Publicação: 2012
Tipo de documento: Dissertação
Idioma: por
Título da fonte: Repositório Institucional da UFPR
Texto Completo: http://hdl.handle.net/1884/26224
Resumo: Resumo: O estudo em questao teve por objetivo analisar criticamente os fatores prognosticos de remissao da Doenca de Graves-Basedow (DG) tratada clinicamente. Trinta e um pacientes portadores de DG em tratamento clinico (DAT associada ou nao a T4) por pelo menos 12 meses ( 12-45 meses; media } DP= 24,2 }7,4 meses ), clinica e laboratorialmente eutireoideanos, foram avaliados prospectivamente por 3- 36 meses ( 18,2 } 9,2 meses) a partir da suspensao do tratamento. A terapeutica foi suspensa apos a realizacao dos seguintes exames: Prova do TRH com dosagem de TSH ( basal, 30 f e 60 f ), T3-total e T3-livre ( basal e 120 f ); TRAb; tireoglobulina serica; cintilografia/captacao( 131I ) de tireoide (%) e calculo ultrassonografico do volume tireoideano ( mL ). O periodo minimo para um paciente ser considerado em remissao foi 6 meses. Dez pacientes recidivaram da doenca (23%), constituindo o Grupo I - Recidiva e vinte e um pacientes entraram em remissao ( 67%), constituindo o Grupo II - Remissao. A analise comparativa dos parametros estudados, entre Grupo I vs. Grupo II, mostrou diferenca estatisticamente significativa (P< 0,05 ) para a tireoglobulina serica ( 48,5 } 56,9 vs. 20,1 } 16,3; P=0,01 - Teste Mann-Withney ) e Tempo de Tratamento ( 29,2 } 9,3 vs. 21,9 } 5,12; P= 0,04 - Teste t Student ). A terapeutica combinada ( DAT + T4 ) aparentemente mostrou influenciar o resultado final do tratamento ( P= 0,02; Teste Exato de Fisher). O TSH basal ( ƒÊUI/mL ) e seu incremento apos estimulo com TRH, o T3 -total basal ( ng/dL ) e incremento apos estimulo com TRH , o T3- livre basal ( pg/mL ) e incremento apos estimulo com TRH, o TRAb ( U/L ) e o volume tireoideano ( mL ) nao apresentaram diferenca significativa. Contudo, a sensibilidade e especificidade do TRAb ( 50% e 87%,respectivamente ) e da tireoglobulina serica ( 50% e 85,7%, espectivamente ) foram comparaveis. Os valores preditivo positivo e negativo da tireoglobulina serica foram 62,5% e 78,2%, respectivamente; para o TRAb, esses valores foram 55,7% e 77%, respectivamente. Concluimos que nenhum parametro clinico ou laboratorial atualmente disponivel e perfeito em caracterizar a remissao ou recidiva da DG apos o periodo habitual de tratamento, mas a tireoglobulina serica e o TRAb podem ser uteis em identificar aqueles pacientes com maior probalidade de recidiva; o tempo para obtencao do eutireoidismo correlacionou-se inversamente com a chance de obtencao de remissao prolongada da doenca apos o termino do tratamento e pode refletir maior dificuldade de obtencao do controle clinico da doenca nesses pacientes. A terapeutica combinada pode influenciar positivamente o resultado final do tratamento clinico da DG. O incremento do T3-livre apos estimulo com TRH nao parece ser um bom indicador para suspensao do tratamento em pacientes com DG.
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