Critérios de projeto para incineradores e aterros sanitários de lixo em função das suas emissões gasosas

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Silva, Danielle da
Data de Publicação: 2007
Outros Autores: Mantovanelli, Rafaela, Amorim, Verônica dos Santos
Tipo de documento: Trabalho de conclusão de curso
Idioma: por
Título da fonte: Repositório Institucional da UFRJ
Texto Completo: http://hdl.handle.net/11422/18002
Resumo: Até o ano 2000, não se cogitava utilizar a energia do lixo, que é renovável, para atender às demandas de energia no Brasil. Até hoje, muitos brasileiros consideram que os aterros de lixo são seguros e não poluem, como se as emissões de gases e vapores não existissem, porque não são visíveis. Cada vazadouro de lixo (lixão, aterro controlado ou sanitário) é um imenso reator químico múltiplo, onde ocorrem espontaneamente vários processos subterrâneos e invisíveis de digestão anaeróbica (análogos à atividade intestinal dos animais superiores), combustão, pirólise e gasificação de forma incontrolável e silenciosa. Muitas pessoas acreditam que uma usina incineradora de lixo polui o ambiente, porém diversos estudos de países do Hemisfério Norte indicam que várias atividades cotidianas como acender cigarros, fogueiras em jardins, churrascos, utilizar automóveis, vans, ônibus; motocicletas; tratores; caminhões, assim como as ocorrências esporádicas de incêndios florestais, queima de pneus e montes de lixo e operação de fornos crematórios, também poluem a atmosfera, e poucos reclamam ou sabem disso. O estado de desconhecimento do grande público, dos gestores e, até mesmo, de alguns estudiosos da destinação final do lixo, que incluem dezenas de resíduos perigosos à saúde e ao ambiente, tornou-se a motivação principal para reunir os critérios de projeto para incineradores e aterros. As dificuldades para encontrar dados científicos e tecnológicos sobre as emissões gasosas dos aterros e incineradores de lixo porventura existentes no Brasil tornaram imprescindível a elaboração de um documento básico que possa servir de base para estudos e projetos de empreendimentos vinculados à destinação segura do lixo. Foram reunidos diversos critérios tecnológicos que esclarecem como é viável reduzir ou eliminar poluentes tóxicos das emissões gasosas de instalações industriais químicas e das usinas incineradoras de lixo. Na Europa, sabe-se que os aterros constituem a pior opção de destinação final do lixo, ao passo que a compostagem e reciclagem são aceitas porque reduzem a poluição e as demandas de energia da sociedade industrial. Na Alemanha, desde 1º de junho de 2005 os resíduos não-tratados deixaram de ser destinados a aterros. No Brasil conhece-se, no momento, apenas uma usina termoelétrica de lixo operando em caráter de demonstração nas instalações localizadas no campus da UFRJ. Estão sendo instaladas usinas para o aproveitamento da energia do biogás gerado em aterros. Em 18 países europeus existem cerca de 304 usinas de incineração, 96% das quais produzem ou recuperam energia do lixo. Em bases anuais, a Europa tem uma capacidade para tratar 50,2 milhões de toneladas de lixos doméstico e correlatos.
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Até hoje, muitos brasileiros consideram que os aterros de lixo são seguros e não poluem, como se as emissões de gases e vapores não existissem, porque não são visíveis. Cada vazadouro de lixo (lixão, aterro controlado ou sanitário) é um imenso reator químico múltiplo, onde ocorrem espontaneamente vários processos subterrâneos e invisíveis de digestão anaeróbica (análogos à atividade intestinal dos animais superiores), combustão, pirólise e gasificação de forma incontrolável e silenciosa. Muitas pessoas acreditam que uma usina incineradora de lixo polui o ambiente, porém diversos estudos de países do Hemisfério Norte indicam que várias atividades cotidianas como acender cigarros, fogueiras em jardins, churrascos, utilizar automóveis, vans, ônibus; motocicletas; tratores; caminhões, assim como as ocorrências esporádicas de incêndios florestais, queima de pneus e montes de lixo e operação de fornos crematórios, também poluem a atmosfera, e poucos reclamam ou sabem disso. 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Na Europa, sabe-se que os aterros constituem a pior opção de destinação final do lixo, ao passo que a compostagem e reciclagem são aceitas porque reduzem a poluição e as demandas de energia da sociedade industrial. Na Alemanha, desde 1º de junho de 2005 os resíduos não-tratados deixaram de ser destinados a aterros. No Brasil conhece-se, no momento, apenas uma usina termoelétrica de lixo operando em caráter de demonstração nas instalações localizadas no campus da UFRJ. Estão sendo instaladas usinas para o aproveitamento da energia do biogás gerado em aterros. Em 18 países europeus existem cerca de 304 usinas de incineração, 96% das quais produzem ou recuperam energia do lixo. Em bases anuais, a Europa tem uma capacidade para tratar 50,2 milhões de toneladas de lixos doméstico e correlatos.porUniversidade Federal do Rio de JaneiroUFRJBrasilEscola de QuímicaCNPQ::ENGENHARIAS::ENGENHARIA SANITARIA::SANEAMENTO BASICO::RESIDUOS SOLIDOS, DOMESTICOS E INDUSTRIAISEmissões gasosasIncineradores de lixoAterros sanitáriosUsinas termoelétricas de lixoResíduos sólidos urbanosCritérios de projeto para incineradores e aterros sanitários de lixo em função das suas emissões gasosasinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/bachelorThesisabertoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFRJinstname:Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)instacron:UFRJLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81853http://pantheon.ufrj.br:80/bitstream/11422/18002/2/license.txtdd32849f2bfb22da963c3aac6e26e255MD52ORIGINALDSilva.pdfDSilva.pdfapplication/pdf6012386http://pantheon.ufrj.br:80/bitstream/11422/18002/1/DSilva.pdf130cd68859ae6591fe2f5fa6e901f147MD5111422/180022023-11-30 00:05:05.248oai:pantheon.ufrj.br:11422/18002TElDRU7Dh0EgTsODTy1FWENMVVNJVkEgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08KCkFvIGFzc2luYXIgZSBlbnRyZWdhciBlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCB2b2PDqihzKSBvKHMpIGF1dG9yKGVzKSBvdSBwcm9wcmlldMOhcmlvKHMpIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBjb25jZWRlKG0pIGFvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBQYW50aGVvbiBkYSBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkbyBSaW8gZGUgSmFuZWlybyAoVUZSSikgbyBkaXJlaXRvIG7Do28gLSBleGNsdXNpdm8gZGUgcmVwcm9kdXppciwgY29udmVydGVyIChjb21vIGRlZmluaWRvIGFiYWl4byksIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZSAoaW5jbHVpbmRvIG8gcmVzdW1vKSBlbSB0b2RvIG8gbXVuZG8sIGVtIGZvcm1hdG8gZWxldHLDtG5pY28gZSBlbSBxdWFscXVlciBtZWlvLCBpbmNsdWluZG8sIG1hcyBuw6NvIGxpbWl0YWRvIGEgw6F1ZGlvIGUvb3UgdsOtZGVvLgoKVm9jw6ogY29uY29yZGEgcXVlIGEgVUZSSiBwb2RlLCBzZW0gYWx0ZXJhciBvIGNvbnRlw7pkbywgdHJhZHV6aXIgYSBhcHJlc2VudGHDp8OjbyBkZSBxdWFscXVlciBtZWlvIG91IGZvcm1hdG8gY29tIGEgZmluYWxpZGFkZSBkZSBwcmVzZXJ2YcOnw6NvLgoKVm9jw6ogdGFtYsOpbSBjb25jb3JkYSBxdWUgYSBVRlJKIHBvZGUgbWFudGVyIG1haXMgZGUgdW1hIGPDs3BpYSBkZXNzYSBzdWJtaXNzw6NvIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrLXVwIGUgcHJlc2VydmHDp8OjbyBkaWdpdGFsLgoKRGVjbGFyYSBxdWUgbyBkb2N1bWVudG8gZW50cmVndWUgw6kgc2V1IHRyYWJhbGhvIG9yaWdpbmFsLCBlIHF1ZSB2b2PDqiB0ZW0gbyBkaXJlaXRvIGRlIGNvbmNlZGVyIG9zIGRpcmVpdG9zIGNvbnRpZG9zIG5lc3RhIGxpY2Vuw6dhLiBWb2PDqiB0YW1iw6ltIGRlY2xhcmEgcXVlIGEgc3VhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvLCBjb20gbyBtZWxob3IgZGUgc2V1cyBjb25oZWNpbWVudG9zLCBuw6NvIGluZnJpbmdpIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIHRlcmNlaXJvcy4KClNlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlIGNvbnTDqW0gbWF0ZXJpYWwgZG8gcXVhbCB2b2PDqiBuw6NvIHRlbSBkaXJlaXRvcyBkZSBhdXRvciwgZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGEgcGVybWlzc8OjbyBpcnJlc3RyaXRhIGRvIGRldGVudG9yIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBlIGNvbmNlZGUgYSBVRlJKIG9zIGRpcmVpdG9zIHJlcXVlcmlkb3MgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EsIGUgcXVlIGVzc2UgbWF0ZXJpYWwgZGUgcHJvcHJpZWRhZGUgZGUgdGVyY2Vpcm9zIGVzdMOhIGNsYXJhbWVudGUgaWRlbnRpZmljYWRvIGUgcmVjb25oZWNpZG8gbm8gdGV4dG8gb3UgY29udGXDumRvIGRhIHN1Ym1pc3PDo28uCgpTZSBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZSDDqSBiYXNlYWRvIGVtIHRyYWJhbGhvIHF1ZSBmb2ksIG91IHRlbSBzaWRvIHBhdHJvY2luYWRvIG91IGFwb2lhZG8gcG9yIHVtYSBhZ8OqbmNpYSBvdSBvdXRybyhzKSBvcmdhbmlzbW8ocykgcXVlIG7Do28gYSBVRlJKLCB2b2PDqiBkZWNsYXJhIHF1ZSBjdW1wcml1IHF1YWxxdWVyIGRpcmVpdG8gZGUgUkVWSVPDg08gb3UgZGUgb3V0cmFzIG9icmlnYcOnw7VlcyByZXF1ZXJpZGFzIHBvciBjb250cmF0byBvdSBhY29yZG8uCgpBIFVGUkogaXLDoSBpZGVudGlmaWNhciBjbGFyYW1lbnRlIG8ocykgc2V1KHMpIG5vbWUocykgY29tbyBhdXRvcihlcykgb3UgcHJvcHJpZXTDoXJpbyhzKSBkYSBzdWJtaXNzw6NvLCBlIG7Do28gZmFyw6EgcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhw6fDo28sIHBhcmEgYWzDqW0gZGFzIHBlcm1pdGlkYXMgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EsIG5vIGF0byBkZSBzdWJtaXNzw6NvLgo=Repositório de PublicaçõesPUBhttp://www.pantheon.ufrj.br/oai/requestopendoar:2023-11-30T03:05:05Repositório Institucional da UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)false
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