Caracterização genética e distribuição espacial dos isolados de Mycobacterium leprae em região de baixa prevalência no Brasil

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Finardi, Amanda Juliane [UNESP]
Data de Publicação: 2016
Tipo de documento: Dissertação
Idioma: por
Título da fonte: Repositório Institucional da UNESP
Texto Completo: http://hdl.handle.net/11449/136382
Resumo: Desde 2005, São Paulo conseguiu eliminar a hanseníase como problema de saúde pública, no entanto, casos novos continuam a serem detectados em várias regiões do estado. Para entender sobre a estrutura populacional do Mycoabcterium leprae na região e utilizando clusterização como uma medida de transmissão recente, a genotipagem foi aplicada. Biópsias de pele de 128 casos de hanseníase de 15 Departamentos Regionais de Saúde foram submetidos à tipagem por MLVA e SNP. Nós obtivemos o genótipo completo para 95 isolados e 13 dos 16 VNTRs foram polimórficos. As repetições 12-5 e 18-8 tinham um número de cópias 6 ou 7 e 7 a 9, respectivamente, que são dificilmente observados em genótipos de outras regiões do país. Uma árvore construída por UPGMA demonstrou a existência de dois grandes grupos e essa separação parece ter ocorrido principalmente pelo STR 18-8, que apresentou 6-9 cópias somente no segundo grupo. Foi construída uma MST com 414 genótipos completos desse presente estudo juntamente com genótipos de outros estados do país que também demostraram dois grandes grupos. Parte das cepas de SP foram agrupadas com cepas do estado de MT e outras foram agrupadas próximas as cepas do RJ. Cepas de PE e CE, também foram agrupadas entre si. A análise de sequenciamento de SNP da região folP1 e rpoB apresentaram resistência à droga em 5 casos para folP1, sendo que em um desses casos, também para rpoB. Nossos dados sugerem que os dois grupos de M. leprae existentes no estado de SP surgiram a partir de dois ancestrais diferentes e que a tipagem por VNTR em hanseníase, pela exclusão de determinados marcadores, principalmente determinada por análise de SNP, pode auxiliar na filogenia. Nós observamos a predominância de 97% de SNP tipo 3, mas subtipagem adicional deverá ser realizada para verificar a associação com tipos de VNTR.
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