A relação entre tecnologia e instituições em cadeias de valor do agronegócio
Autor(a) principal: | |
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Data de Publicação: | 2020 |
Tipo de documento: | Tese |
Idioma: | por |
Título da fonte: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
Texto Completo: | http://hdl.handle.net/10183/216448 |
Resumo: | O objetivo desta pesquisa é analisar como são determinadas as configurações de cadeias de valor a partir da relação entre tecnologia e instituições. Para isso, entende-se que a evolução do agronegócio não é um processo técnico individual, mas sim um processo coletivo que associa as soluções técnicas e o ambiente institucional. Logo, o desenvolvimento de novas tecnologias e novos produtos no agronegócio depende de um padrão mais dinâmico de microligações, baseadas na complementaridade de conhecimento e a dificuldade em lidar com cada vez mais conhecimentos torna o agronegócio um setor propício para análise de cadeia. O conceito de agronegócio como referencial teórico está, naturalmente, associado à noção de cadeia de valor. A cadeia surge como forma de corrigir institucionalmente as eventuais limitações tecnológicas das firmas. Mesmo considerando a tecnologia e as instituições, ao analisar apenas uma ou outra se abandona a ideia de causalidade e dependência existente nos princípios evolutivos da mudança tecnológica e institucional. Em outras palavras, é necessário compreender que tecnologia e instituições co-evoluem: tanto as tecnologias e suas mudanças são capazes de influenciar as instituições quanto as instituições e suas próprias mudanças influenciam a tecnologia. No entanto, a literatura existente, apesar de considerar a co-evolução, não oferece uma proposta formal da combinação dessas temáticas – tecnologia e instituições em cadeias de valor. Desta forma, entende-se que tecnologia e instituições não devem ser tratadas de forma desequilibrada ou separada: é necessária uma abordagem integradora. A abordagem integradora visa não apenas informar ou compreender uma determinada temática, mas sim analisar e sintetizar as relações no nexo tecnologia-instituições para avaliar seu comportamento e a configuração das cadeias de valor. Para atingir o objetivo proposto, utilizou-se uma pesquisa de múltiplos casos a partir da análise das cadeias de frangos, suínos e atum. Os resultados mostram que as cadeias de frangos e suínos possuem uma trajetória tecnológica baseada na diversificação e a cadeia do atum possui trajetória tecnológica baseada na produtividade. De um modo geral, percebeu-se que cadeias menos tecnológicas acabarão sendo menos institucionais, enquanto cadeias mais institucionais serão o reflexo natural de trajetórias tecnológicas mais complexas. |
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Avila, Ariane Mello SilvaZawislak, Paulo Antonio2020-12-11T04:12:30Z2020http://hdl.handle.net/10183/216448001120374O objetivo desta pesquisa é analisar como são determinadas as configurações de cadeias de valor a partir da relação entre tecnologia e instituições. Para isso, entende-se que a evolução do agronegócio não é um processo técnico individual, mas sim um processo coletivo que associa as soluções técnicas e o ambiente institucional. Logo, o desenvolvimento de novas tecnologias e novos produtos no agronegócio depende de um padrão mais dinâmico de microligações, baseadas na complementaridade de conhecimento e a dificuldade em lidar com cada vez mais conhecimentos torna o agronegócio um setor propício para análise de cadeia. O conceito de agronegócio como referencial teórico está, naturalmente, associado à noção de cadeia de valor. A cadeia surge como forma de corrigir institucionalmente as eventuais limitações tecnológicas das firmas. Mesmo considerando a tecnologia e as instituições, ao analisar apenas uma ou outra se abandona a ideia de causalidade e dependência existente nos princípios evolutivos da mudança tecnológica e institucional. Em outras palavras, é necessário compreender que tecnologia e instituições co-evoluem: tanto as tecnologias e suas mudanças são capazes de influenciar as instituições quanto as instituições e suas próprias mudanças influenciam a tecnologia. No entanto, a literatura existente, apesar de considerar a co-evolução, não oferece uma proposta formal da combinação dessas temáticas – tecnologia e instituições em cadeias de valor. Desta forma, entende-se que tecnologia e instituições não devem ser tratadas de forma desequilibrada ou separada: é necessária uma abordagem integradora. A abordagem integradora visa não apenas informar ou compreender uma determinada temática, mas sim analisar e sintetizar as relações no nexo tecnologia-instituições para avaliar seu comportamento e a configuração das cadeias de valor. Para atingir o objetivo proposto, utilizou-se uma pesquisa de múltiplos casos a partir da análise das cadeias de frangos, suínos e atum. Os resultados mostram que as cadeias de frangos e suínos possuem uma trajetória tecnológica baseada na diversificação e a cadeia do atum possui trajetória tecnológica baseada na produtividade. De um modo geral, percebeu-se que cadeias menos tecnológicas acabarão sendo menos institucionais, enquanto cadeias mais institucionais serão o reflexo natural de trajetórias tecnológicas mais complexas.The goal of this research is to analyze how the configurations of value chains are determined based on the relationship between technology and institutions. For this purpose, it is understood that the evolution of agribusiness is not an individual technical process, but a collective process that associates technical solutions and the institutional environment. The development of new technologies and new products in agribusiness depends on a more dynamic pattern of micro-connections, based on the complementarity of knowledge and the difficulty in dealing with more and more knowledge makes agribusiness a favorable sector for chain analysis. The concept of agribusiness as a theoretical framework is, of course, associated with the notion of value chain. The chain appears as a way to institutionally correct any technological limitations of firms. Even considering technology and institutions, when analyzing only one or the other, the idea of causality and dependence existing in the evolutionary principles of technological and institutional change is abandoned. In other words, it is necessary to understand that technology and institutions co-evolve: both technologies and their changes are capable of influencing institutions and institutions and their own changes influence technology. However, the existing literature, despite considering co-evolution, does not offer a formal proposal for the combination of these themes - technology and institutions in value chains. Thus, it is understood that technology and institutions should not be treated in an unbalanced or separate way: an integrative approach is necessary. The integrative approach aims not only to inform or understand a specific theme, but to analyze and synthesize the relationships in the technology-institutions nexus to assess their behavior and the configuration of value chains. To achieve the proposed objective, a multiple case study was used based on the analysis of the poultry, swine and tuna chains. The results show that the poultry and swine chains have a technological trajectory based on diversification and the tuna chain has a technological trajectory based on productivity. In general, it was realized that less technological chains will end up being less institutional, while more institutional chains will be the natural reflection of more complex technological trajectories.application/pdfporCadeia de valorAgronegócioTecnologiaTechnologyInstitutionsValue chainA relação entre tecnologia e instituições em cadeias de valor do agronegócioinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulEscola de AdministraçãoPrograma de Pós-Graduação em AdministraçãoPorto Alegre, BR-RS2020doutoradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001120374.pdf.txt001120374.pdf.txtExtracted Texttext/plain450151http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/216448/2/001120374.pdf.txtefc4e9c168608809ea384b22f5b5e7a1MD52ORIGINAL001120374.pdfTexto completoapplication/pdf2279182http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/216448/1/001120374.pdf6c17e46b6ffd76a164f27348f2651686MD5110183/2164482020-12-12 05:21:31.335736oai:www.lume.ufrgs.br:10183/216448Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br||lume@ufrgs.bropendoar:18532020-12-12T07:21:31Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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