Preditores de transtornos mentais comuns e do uso de psicofármacos em docentes universitários

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Gabriela Di Donato
Data de Publicação: 2021
Tipo de documento: Dissertação
Idioma: por
Título da fonte: Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Texto Completo: https://doi.org/10.11606/D.22.2021.tde-12052022-145037
Resumo: O objetivo do presente estudo foi identificar, entre os docentes de diferentes unidades de ensino de uma universidade pública paulista, a prevalência e fatores associados aos Transtornos Mentais Comuns (TMC) e consumo de psicofármacos. Trata-se de estudo epidemiológico, transversal e de caráter correlacional-descritivo, desenvolvido em um Campus Universitário de uma universidade pública, localizado no interior paulista. O total de 252 docentes participaram do estudo. Foram utilizados os seguintes instrumentos para a coleta online de dados: questionário sobre dados sociodemográficos, econômicos, histórico de saúde, trabalho docente e uso de psicofármacos; o Self-Reporting Questionnaire - (SRQ-20) para estimar a prevalência de TMC, a Escala de Estresse no trabalho - (ETT) para avaliar a presença de estresse e o Teste para Identificação de Problemas Relacionados ao Álcool (AUDIT). Para análise dos dados referentes aos TMC e uso de psicofármacos como variáveis desfecho, foram realizadas análises univariadas e modelos de regressão logística multivariada, sendo consideradas significativas as associações com valor de p <0,05. A prevalência de TMC foi de 18,7% e a de uso de psicofármacos 13%. Na análise univariada houve associação entre TMC e transtornos mentais/ distúrbios do sono, uso de psicofármacos, uso de antidepressivos, situação conjugal, filhos e atividade física. No modelo de regressão logística para predição de TMC, foram identificados como fatores de risco a ausência de companheiro, de filhos e da prática de atividade física. Na análise univariada, identificou-se associação entre uso de psicofármacos e as variáveis problemas clínicos de saúde, uso de medicamentos não psicofármacos, quantidade de medicamentos utilizados, orientação sexual, área de conhecimento do curso que o docente ministra aula, uso de medicamentos para o trato urinário e hormônios sexuais e para o trato alimentar e metabolismo, diagnóstico de transtorno mental/distúrbios do sono e TMC. No modelo de regressão logística para predição do uso de psicofármacos, foram fatores de risco: orientação sexual homossexual, ministrar aulas na área de ciências biológicas, uso de medicamentos para o trato urinário e hormônios sexuais, apresentar diagnóstico de transtorno mental/distúrbios do sono e ser positivo para TMC. Os preditores para TMC e uso de psicofármacos em docentes universitários identificados nesta pesquisa podem subsidiar intervenções mais efetivas voltadas para proteção à saúde e prevenção de agravos nestes profissionais, bem como medidas para promoção de mudanças no contexto do trabalho universitário.
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spelling info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis Preditores de transtornos mentais comuns e do uso de psicofármacos em docentes universitários Predictors of common mental disorders and the use of psychotropic drugs in university professors 2021-12-01Adriana Inocenti MiassoWendy Ann CarswellLuiz Jorge PedrãoPaulo Celso Prado Telles FilhoGabriela Di DonatoUniversidade de São PauloEnfermagem PsiquiáticaUSPBR Docentes Education higher Ensino superior Faculty Mental disorders Psicotrópicos Psychotropic drugs Transtornos mentais Universidade Universities O objetivo do presente estudo foi identificar, entre os docentes de diferentes unidades de ensino de uma universidade pública paulista, a prevalência e fatores associados aos Transtornos Mentais Comuns (TMC) e consumo de psicofármacos. Trata-se de estudo epidemiológico, transversal e de caráter correlacional-descritivo, desenvolvido em um Campus Universitário de uma universidade pública, localizado no interior paulista. O total de 252 docentes participaram do estudo. Foram utilizados os seguintes instrumentos para a coleta online de dados: questionário sobre dados sociodemográficos, econômicos, histórico de saúde, trabalho docente e uso de psicofármacos; o Self-Reporting Questionnaire - (SRQ-20) para estimar a prevalência de TMC, a Escala de Estresse no trabalho - (ETT) para avaliar a presença de estresse e o Teste para Identificação de Problemas Relacionados ao Álcool (AUDIT). Para análise dos dados referentes aos TMC e uso de psicofármacos como variáveis desfecho, foram realizadas análises univariadas e modelos de regressão logística multivariada, sendo consideradas significativas as associações com valor de p <0,05. A prevalência de TMC foi de 18,7% e a de uso de psicofármacos 13%. Na análise univariada houve associação entre TMC e transtornos mentais/ distúrbios do sono, uso de psicofármacos, uso de antidepressivos, situação conjugal, filhos e atividade física. No modelo de regressão logística para predição de TMC, foram identificados como fatores de risco a ausência de companheiro, de filhos e da prática de atividade física. Na análise univariada, identificou-se associação entre uso de psicofármacos e as variáveis problemas clínicos de saúde, uso de medicamentos não psicofármacos, quantidade de medicamentos utilizados, orientação sexual, área de conhecimento do curso que o docente ministra aula, uso de medicamentos para o trato urinário e hormônios sexuais e para o trato alimentar e metabolismo, diagnóstico de transtorno mental/distúrbios do sono e TMC. No modelo de regressão logística para predição do uso de psicofármacos, foram fatores de risco: orientação sexual homossexual, ministrar aulas na área de ciências biológicas, uso de medicamentos para o trato urinário e hormônios sexuais, apresentar diagnóstico de transtorno mental/distúrbios do sono e ser positivo para TMC. Os preditores para TMC e uso de psicofármacos em docentes universitários identificados nesta pesquisa podem subsidiar intervenções mais efetivas voltadas para proteção à saúde e prevenção de agravos nestes profissionais, bem como medidas para promoção de mudanças no contexto do trabalho universitário. The aim of this study was to identify, among faculty members from different teaching units of a public university in São Paulo, the prevalence and factors associated with Common Mental Disorders (CMD) and consumption of psychotropic drugs. This is an epidemiological, cross-sectional and correlational-descriptive study, developed on a University Campus of a public university, located in the interior of São Paulo. A total of 252 faculty members participated in the study. The following instruments were used for online data collection: a questionnaire on sociodemographic, economic, health history, teaching work and use of psychoactive drugs; the Self-Reporting Questionnaire - (SRQ- 20) to estimate the prevalence of CMD, the Work Stress Scale - (ETT) to assess the presence of stress and the Test for Identification of Alcohol Related Problems (AUDIT). Univariate analyzes and multivariate logistic regression models were used to analyze data related to CMD and use of psychotropic drugs as outcome variables, with associations with a p value <0.05 being considered significant. The prevalence of CMD was 18.7% and the use of psychotropic drugs 13%. In the univariate analysis, there was an association between CMD and mental disorders and sleep disorders, use of psychotropic drugs, use of antidepressants, marital status, children and physical activity. In the logistic regression model for predicting CMD, the absence of a partner, children and the practice of physical activity were identified as risk factors. In the univariate analysis, an association was identified between the use of psychotropic drugs and the variables clinical health problems, use of non-psychotropic drugs, number of drugs used, sexual orientation, area of knowledge of the course that the teacher teaches, use of drugs for the urinary tract and sex hormones and for the alimentary tract and metabolism, diagnosis of mental disorder / sleep disorder and CMD. In the logistic regression model for predicting the use of psychoactive drugs, the following risk factors were: homosexual sexual orientation, teaching classes in the area of biological sciences, use of medication for the urinary tract and sex hormones, presenting a diagnosis of mental disorder / sleep disorder and be positive for CMD. The predictors for CMD and use of psychotropic drugs in faculty members identified in this research can support more effective interventions aimed at protecting health and preventing injuries in these professionals, as well as measures to promote changes in the context of university work. https://doi.org/10.11606/D.22.2021.tde-12052022-145037info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USP2023-12-21T18:46:56Zoai:teses.usp.br:tde-12052022-145037Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212023-12-22T12:32:48.276757Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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