Diagnóstico sorológico da leptospirose: benefício de amostra aguda tardia na confirmação de casos
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Data de Publicação: | 2011 |
Tipo de documento: | Dissertação |
Idioma: | por |
Título da fonte: | Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA) |
Texto Completo: | https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/7184 |
Resumo: | A confirmação da leptospirose utilizando o Teste de Aglutinação Microscópica (MAT) requer amostras da fase aguda e convalescente para identificar soroconversão ou aumento de quatro vezes nos títulos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que a coleta da amostra convalescente seja realizada ≥14 dias após a coleta da amostra aguda. No entanto, a dificuldade na coleta de amostras convalescentes impede a confirmação dos casos e é uma das principais causas para sub-notificação da leptospirose. Este estudo investigou a viabilidade da coleta de uma amostra de soro aguda tardia de casos internados com leptospirose e avaliou se a análise sorológica desta amostra pode melhorar a eficiência do protocolo de confirmação diagnóstica de leptospirose. De 2003 a 2009, uma vigilância hospitalar ativa em Salvador-Brasil, identificou prospectivamente pacientes hospitalizados com suspeita clínica da leptospirose. Três amostras de sangue foram coletadas para cada caso: uma amostra aguda precoce, uma amostra aguda tardia e uma amostra convalescente, coletadas respectivamente nas primeiras 24 horas após hospitalização, e 4 e ≥14 dias depois da coleta da primeira amostra. Os pacientes identificados tiveram o diagnóstico de leptospirose confirmado por soroconversão, aumento de quatro vezes de títulos, ou título único ≥1:800 no MAT. O desempenho diagnóstico do MAT e do ELISA IgM na avaliação combinada das amostras aguda precoce e aguda tardia foi comparado ao desempenho da avaliação das amostras aguda precoce e convalescente que segue a recomendação de testagem da OMS. Nós confirmamos 643 (68%) dos 938 casos suspeitos. A coleta de amostra convalescente foi possível para 63% dos pacientes confirmados, e 55% dos pacientes suspeitos. Em contraste, a amostra da fase aguda tardia foi coletada para 77% e 66% dos pacientes confirmados e suspeitos, respectivamente. Para os 302 casos confirmados que tiveram as três amostras de soro coletadas, a sensibilidade do MAT e do IgM-ELISA na análise das amostras aguda precoce e tardia foi de 97% (IC95%, 94-99%) e 96% (93-98%), respectivamente, em comparação aos resultados da análise das amostras aguda precoce e convalescente. Em contraste, considerando apenas as amostras agudas destes 302 pacientes, a sensibilidade do MAT e do IgM-ELISA foi de 44% (38-50%) e 75% (69-79%), respectivamente. Amostra aguda tardia e convalescente foi obtida dos casos suspeitos de leptospirose que evoluíram para óbito de 32% e 6%, respectivamente. Os resultados indicam que a coleta e o teste sorológico da amostra aguda tardia de pacientes hospitalizados por leptospirose é viável e melhora a eficiência dos atuais protocolos de confirmação laboratorial de casos de leptospirose. |
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Santos, Andréia Carvalho dosAthanazio, Daniel AbensurPedreira, Joice Neves ReisVeras, Patrícia Sampaio TavaresRibeiro, Guilherme de Sousa2013-10-18T19:05:14Z2013-10-18T19:05:14Z2011SANTOS, A. C. dos. Diagnóstico sorológico da leptospirose: benefício de amostra aguda tardia na confirmação de casos. 2011. 94 f. Dissertação (Mestrado em Biotecnologia e Medicina Investigativa) - Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz, Salvador, 2011.https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/7184A confirmação da leptospirose utilizando o Teste de Aglutinação Microscópica (MAT) requer amostras da fase aguda e convalescente para identificar soroconversão ou aumento de quatro vezes nos títulos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que a coleta da amostra convalescente seja realizada ≥14 dias após a coleta da amostra aguda. No entanto, a dificuldade na coleta de amostras convalescentes impede a confirmação dos casos e é uma das principais causas para sub-notificação da leptospirose. Este estudo investigou a viabilidade da coleta de uma amostra de soro aguda tardia de casos internados com leptospirose e avaliou se a análise sorológica desta amostra pode melhorar a eficiência do protocolo de confirmação diagnóstica de leptospirose. De 2003 a 2009, uma vigilância hospitalar ativa em Salvador-Brasil, identificou prospectivamente pacientes hospitalizados com suspeita clínica da leptospirose. Três amostras de sangue foram coletadas para cada caso: uma amostra aguda precoce, uma amostra aguda tardia e uma amostra convalescente, coletadas respectivamente nas primeiras 24 horas após hospitalização, e 4 e ≥14 dias depois da coleta da primeira amostra. Os pacientes identificados tiveram o diagnóstico de leptospirose confirmado por soroconversão, aumento de quatro vezes de títulos, ou título único ≥1:800 no MAT. O desempenho diagnóstico do MAT e do ELISA IgM na avaliação combinada das amostras aguda precoce e aguda tardia foi comparado ao desempenho da avaliação das amostras aguda precoce e convalescente que segue a recomendação de testagem da OMS. Nós confirmamos 643 (68%) dos 938 casos suspeitos. A coleta de amostra convalescente foi possível para 63% dos pacientes confirmados, e 55% dos pacientes suspeitos. Em contraste, a amostra da fase aguda tardia foi coletada para 77% e 66% dos pacientes confirmados e suspeitos, respectivamente. Para os 302 casos confirmados que tiveram as três amostras de soro coletadas, a sensibilidade do MAT e do IgM-ELISA na análise das amostras aguda precoce e tardia foi de 97% (IC95%, 94-99%) e 96% (93-98%), respectivamente, em comparação aos resultados da análise das amostras aguda precoce e convalescente. Em contraste, considerando apenas as amostras agudas destes 302 pacientes, a sensibilidade do MAT e do IgM-ELISA foi de 44% (38-50%) e 75% (69-79%), respectivamente. Amostra aguda tardia e convalescente foi obtida dos casos suspeitos de leptospirose que evoluíram para óbito de 32% e 6%, respectivamente. Os resultados indicam que a coleta e o teste sorológico da amostra aguda tardia de pacientes hospitalizados por leptospirose é viável e melhora a eficiência dos atuais protocolos de confirmação laboratorial de casos de leptospirose.Confirmation of leptospirosis with MAT requires evaluating acute and convalescent-phase sera samples to identify seroconversion or fourfold rise in titers. Current World Health Organization (WHO) protocols recommend that convalescent samples are collected with ≥14days after the acute sample collection. However, the difficulty in collecting convalescent samples hampers case confirmation and is a major cause for leptospirosis under-reporting. This study evaluated feasibility of collecting a late acute-sera sample from hospitalized cases of leptospirosis and determined to serological analysis of this sample can improve the efficiency of the protocol to confirm the diagnosis of leptospirosis. From 2003 to 2009, active hospital-based surveillance in Salvador-Brazil prospectively identified hospitalized cases of patients with clinical suspicion of leptospirosis. Three blood samples were collected for each case: an early acute sample, a sample of late acute and convalescent sample collected during the first 24 hours after hospitalization 4 and ≥ 14 days after the first sampling, respectively. The identified patients were diagnosed with leptospirosis by seroconversion, fourfold rise in titers, or a titer ≥1:800 in the MAT. The diagnostic performance of the MAT and IgM ELISA in the combined sample of early acute and late acute sample performance was compared to the early assessment of acute and convalescent samples following a WHO recommendation for testing. We confirmed the leptospirosis diagnosis in 643 (68%) of 938 suspected cases. Convalescent-phase samples were collected from 63% of the confirmed patients, but in only 55% of the suspected cases. In contrast, the late acute phase sample was collected for 77% and 66% of confirmed and suspected patients, respectively. Among the 302 confirmed cases which all three samples were obtained, the sensitivity of MAT and IgM-ELISA was 97% (IC95%, 94-99%) and 96% (93-98%), respectively, when results of early and late acute-phase samples were evaluated in comparison to the results of the early acute and convalescent samples. In contrast, the sensitivity of MAT and IgM-ELISA was 44% (38-50%) and 75% (69-79%), respectively, when only a single early acute-phase sample was evaluated. Late acute-phase and convalescent-phase samples were obtained from 32% and 6% of the suspected leptospirosis and deaths, respectively. These findings indicate that collection and serologic testing of a late-acute-phase sample among hospitalized patients with suspected leptospirosis may significantly increase the efficiency of protocols for laboratory case confirmation.Fundação Oswaldo Cruz. Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz. Salvador, BA, BrasilporCentro de Pesquisas Gonçalo MonizLeptospiroseDiagnóstico sorológicoTeste de microaglutinaçãoIgM ELISAAmostra aguda tardiaLeptospirosisSerological diagnosisMicroagglutination testIgM ELISALate acute-phase seraDiagnóstico sorológico da leptospirose: benefício de amostra aguda tardia na confirmação de casosinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis2011Departamento de Vice Diretoria e EnsinoFundação Oswaldo Cruz. Centro de Pesquisas Gonçalo MonizMestrado AcadêmicoSalvador/BAPrograma de Pós-Graduação em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativainfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)instname:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)instacron:FIOCRUZORIGINALAndréia Carvalho dos Santos. Diagnostico sorologico...2011.pdfAndréia Carvalho dos Santos. 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