A influência do autoconceito no exercício da parentalidade em progenitores de crianças sinalizadas e não sinalizadas pelas comissões de proteção de crianças e jovens
Autor(a) principal: | |
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Data de Publicação: | 2018 |
Tipo de documento: | Dissertação |
Idioma: | por |
Título da fonte: | Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal (Repositórios Cientìficos) |
Texto Completo: | http://hdl.handle.net/11328/2162 |
Resumo: | Evidências empíricas sugerem o papel determinante do autoconceito para a forma como exercemos os diferentes papéis sociais, e, consequentemente para a compreensão das trajetórias desenvolvimentais individuais. O presente estudo teve como objetivo comparar progenitores de crianças sinalizadas por uma Comissão de Proteção de Crianças e Jovens com progenitores de crianças não sinalizadas relativamente aos seus níveis de autoconceito e indicadores de parentalidade de risco de mau trato infantil e verificar o efeito preditor do autoconceito nas atitudes parentais de risco em ambos os grupos (e amostra total). A amostra contemplou 216 progenitores, sendo 83 progenitores sinalizados pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens e 133 progenitores não sinalizados. Os instrumentos aplicados foram: o Questionário Sociodemográfico, o AAPI- 2 - Inventário para Pais Adultos- Adolescentes (versão Portuguesa, Lopes & Brandão, 2005), para avaliar crenças e atitudes face à parentalidade, e o ICAC- Inventário de Auto Conceito (Vaz Serra, 1985), destinado para avaliar aspetos emocionais e sociais do autoconceito. Os resultados obtidos indicam que: a) não existem diferenças estatisticamente significativas entre os progenitores de crianças sinalizadas e não sinalizadas pela CPCJ em termos do seu autoconceito e crenças e atitudes face à parentalidade; b) quer na amostra de progenitores de crianças sinalizadas quer na amostra de progenitores de crianças não sinalizadas o autoconceito permite predizer as atitudes parentais de risco: nos progenitores de crianças sinalizadas, menores níveis de autoconceito permitem predizer expectativas mais inapropriadas face à criança, nos progenitores de crianças não sinalizadas menores níveis de autoconceito permitem predizer uma menor empatia face às necessidades da criança e uma maior inversão de papéis de responsabilidade entre a criança e os progenitores. Conclui-se então que o autoconceito desempenha um importante papel no exercício da parentalidade. |
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A influência do autoconceito no exercício da parentalidade em progenitores de crianças sinalizadas e não sinalizadas pelas comissões de proteção de crianças e jovensAutoconceitoParentalidade de riscoCPCJSelf-conceptRisk parentingPsychologyEvidências empíricas sugerem o papel determinante do autoconceito para a forma como exercemos os diferentes papéis sociais, e, consequentemente para a compreensão das trajetórias desenvolvimentais individuais. O presente estudo teve como objetivo comparar progenitores de crianças sinalizadas por uma Comissão de Proteção de Crianças e Jovens com progenitores de crianças não sinalizadas relativamente aos seus níveis de autoconceito e indicadores de parentalidade de risco de mau trato infantil e verificar o efeito preditor do autoconceito nas atitudes parentais de risco em ambos os grupos (e amostra total). A amostra contemplou 216 progenitores, sendo 83 progenitores sinalizados pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens e 133 progenitores não sinalizados. Os instrumentos aplicados foram: o Questionário Sociodemográfico, o AAPI- 2 - Inventário para Pais Adultos- Adolescentes (versão Portuguesa, Lopes & Brandão, 2005), para avaliar crenças e atitudes face à parentalidade, e o ICAC- Inventário de Auto Conceito (Vaz Serra, 1985), destinado para avaliar aspetos emocionais e sociais do autoconceito. Os resultados obtidos indicam que: a) não existem diferenças estatisticamente significativas entre os progenitores de crianças sinalizadas e não sinalizadas pela CPCJ em termos do seu autoconceito e crenças e atitudes face à parentalidade; b) quer na amostra de progenitores de crianças sinalizadas quer na amostra de progenitores de crianças não sinalizadas o autoconceito permite predizer as atitudes parentais de risco: nos progenitores de crianças sinalizadas, menores níveis de autoconceito permitem predizer expectativas mais inapropriadas face à criança, nos progenitores de crianças não sinalizadas menores níveis de autoconceito permitem predizer uma menor empatia face às necessidades da criança e uma maior inversão de papéis de responsabilidade entre a criança e os progenitores. Conclui-se então que o autoconceito desempenha um importante papel no exercício da parentalidade.Empirical evidence suggests the determining role of self-concept in the way we exercise the different social roles, and consequently in the understanding of individual developmental trajectories. The present study aimed to compare the parents of children signaled by a Commission for the Protection of Children and Young People with parents of unmanaged children regarding their levels of self - concept and indicators of parenting risk of child maltreatment and to verify the predictive effect of self - risk parental attitudes in both groups (and total sample). The sample contemplated 216 parents, 83 of them being progenitors signaled in the commission of protection of children and young people and 133 progenitors of the community sample. After obtaining the informed consent of the parents, the research protocol was applied consisting of a Sociodemographic Questionnaire, the AAPI- 2 - Inventory for Adult Parents – Adolescents (Portuguese Version, Lopes & Brandão, 2005), which assesses beliefs about high-risk parental attitudes and behaviors; and ICAC - Auto Concept Inventory (Vaz Serra, 1985) whose objective is to measure the emotional and social aspects of selfconcept. The results indicate that: a) there are no statistically significant differences between the parents of children signaled and not signaled by CPCJ in terms of their self-concept and beliefs and attitudes towards parenthood; b) in the sample of parents of signaled children and in the sample of parents of unlabeled children, self-concept allows to predict parental at risk: in the parents of signaled children, lower levels of self-concept allow predicting more inappropriate expectations regarding the child in the parents of unrecognized children, lower levels of self-concept allow predicting less empathy with the child's needs and a greater inversion of roles of responsibility between the child and the parents. It is concluded that self-concept plays an important role in the exercise of parenting.2018-05-07T10:33:35Z2018-05-072018-03-10T00:00:00Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfCunha, J. R. S. (2018). A influência do autoconceito no exercício da parentalidade em progenitores de crianças sinalizadas e não sinalizadas pelas comissões de proteção de crianças e jovens. (Dissertação de Mestrado), Universidade Portucalense, Portugal. Disponível no Repositório UPT, http://hdl.handle.net/11328/2162http://hdl.handle.net/11328/2162Cunha, J. R. S. (2018). A influência do autoconceito no exercício da parentalidade em progenitores de crianças sinalizadas e não sinalizadas pelas comissões de proteção de crianças e jovens. (Dissertação de Mestrado), Universidade Portucalense, Portugal. 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