Análise da seroprevalência da infecção pelo HIV1 e HIV2 em mulheres residentes numa área da cidade de Lisboa

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Teles, Louise da Cunha
Data de Publicação: 1991
Outros Autores: Guerreiro, Delfim, Lourenço, Maria Helena, Santos-Ferreira, Maria Odette, Victorino, Rui M. M.
Tipo de documento: Artigo
Idioma: por
Título da fonte: Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal (Repositórios Cientìficos)
Texto Completo: http://hdl.handle.net/10451/30142
Resumo: Os autores apresentam os resultados de um estudo de seroprevalência da infecção pelo HIV1 (Vírus da Imunodeficiência Humana Tipo 1) e pelo HIV2 (tipo II) em mulheres em idade fértil frequentando uma consulta de Planeamento Familiar e uma consulta de Cuidados Pré-Natais que serve uma população urbana de duas freguesias da cidade de Lisboa em que cerca de 7% é de origem Africana. Foi adoptado um protocolo de trabalho com características de estudo anónimo mas em que se previa a possibilidade da colheita de segunda amostra para confirmação de resultados (modelo non linked). Foram registados através de inquérito os elementos de ordem social e epidemiológica sendo realizado exame clínico a todas as participantes no estudo (1390). Esta fase foi seguida de colheita de amostras de sangue para estudos seroepidemiológicos relacionados com várias infecções virais incluindo o HIV e o HIV2. Foi comparada a população que compareceu (75%) com a que não compareceu á realização de análises verificando-se não haver em geral diferenças significativas entre os dois grupos no que refere a um conjunto de características epidemiológicas, sociais e clínicas. Foram considerados seropositivos para o HIV, os casos com anticorpos anti-HIV detectados por ELISA e confirmados por Western Blot revelando anticorpos contra as três proteínas (env, core e gag) e com resultados igualmente positivos pelos dois métodos em segunda amostra de sangue recolhida subsequentemente. As prevalências de infecção foram quer para o HIV quer para o 111V2 de 0.29% (total 0.58%) na população estudada, sendo a prevalência de HIV 2 de 1 .45% na população de origem Africana. Os seis casos seropositivos detectados incluíam um caso de toxicodependência, um caso de prostituição, um caso de origem Africana, não havendo nos três restantes factores de risco para além da existência de parceiros sexuais múltiplos em duas mulheres. As características clínicas, epidemiológicas e imunológicas dos casos seropositivos são descritas e discute-se a importância da prevalência encontrada. Finalmente salienta-se a relevância da análise e discussão detalhadas, antes do início de qualquer programa de rastreio da infecção pelo HIV, das vantagens, inconvenientes e limitações dos protocolos a usar no contexto da situação concreta do Centro e Comunidade em questão.
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Esta fase foi seguida de colheita de amostras de sangue para estudos seroepidemiológicos relacionados com várias infecções virais incluindo o HIV e o HIV2. Foi comparada a população que compareceu (75%) com a que não compareceu á realização de análises verificando-se não haver em geral diferenças significativas entre os dois grupos no que refere a um conjunto de características epidemiológicas, sociais e clínicas. Foram considerados seropositivos para o HIV, os casos com anticorpos anti-HIV detectados por ELISA e confirmados por Western Blot revelando anticorpos contra as três proteínas (env, core e gag) e com resultados igualmente positivos pelos dois métodos em segunda amostra de sangue recolhida subsequentemente. As prevalências de infecção foram quer para o HIV quer para o 111V2 de 0.29% (total 0.58%) na população estudada, sendo a prevalência de HIV 2 de 1 .45% na população de origem Africana. Os seis casos seropositivos detectados incluíam um caso de toxicodependência, um caso de prostituição, um caso de origem Africana, não havendo nos três restantes factores de risco para além da existência de parceiros sexuais múltiplos em duas mulheres. As características clínicas, epidemiológicas e imunológicas dos casos seropositivos são descritas e discute-se a importância da prevalência encontrada. Finalmente salienta-se a relevância da análise e discussão detalhadas, antes do início de qualquer programa de rastreio da infecção pelo HIV, das vantagens, inconvenientes e limitações dos protocolos a usar no contexto da situação concreta do Centro e Comunidade em questão.A seroprevalence study of HIV 1 and HIV 2 infection in women attending a Family Planning and an Antenatal Clinic was done in an area of the City of Lisbon where 7% of the population is of African origin. The protocol of study was of non linked type although with the possibility of colecting a second sample of blood for confirmation of results. Epidemiological, social and clinical data were collected from 1390 women and this was followed by the collection of a blood sample for the seroepidemiological study of HIV 1 and HIV 2 in the population that was submited to blood tests (75%) was compared to the one that missed the test and it was found that no important differences were present between the two. The criteria for HIV1 or HIV 2 positive results were the presence of a positive ELISA test confirmed by an Western Blot revealing antibodies against the three proteins env, core and gag. For a test to be considered positive results by both methods had to be found in a second sample collected later. The prevalences of infection were of 0.29% for HIV 1 and 0.29% for HIV 2 although the prevalence of HIV 2 in the population of African origin was higher (1.45%). The six seropositive cases detected included a drug addict, one prostitute, one case of African origin and two cases with multiple sexual partners. The clinical, epidemiological and immunological features of the seropositive cases are presented and the prevalence found is discussed in the context of other portuguese data. The importance of discussing in detail the advantages and disadvantages of the different protocols of seroprevalence studies in the context of a given Center and Community before starting the screening programmes is stressed.Repositório da Universidade de LisboaTeles, Louise da CunhaGuerreiro, DelfimLourenço, Maria HelenaSantos-Ferreira, Maria OdetteVictorino, Rui M. M.2017-12-20T13:03:20Z19911991-01-01T00:00:00Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/articleapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/10451/30142porActa Médica Portuguesa. 1991;4(2):64-701646-0758info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal (Repositórios Cientìficos)instname:Agência para a Sociedade do Conhecimento (UMIC) - FCT - Sociedade da Informaçãoinstacron:RCAAP2023-11-08T16:22:47Zoai:repositorio.ul.pt:10451/30142Portal AgregadorONGhttps://www.rcaap.pt/oai/openaireopendoar:71602024-03-19T21:45:54.162157Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal (Repositórios Cientìficos) - Agência para a Sociedade do Conhecimento (UMIC) - FCT - Sociedade da Informaçãofalse
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