O papel da eferocitose mediada por macrófagos nas infecções causadas por protozoários

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Coelho, Laryssa Fabiano do Rosário
Data de Publicação: 2022
Tipo de documento: Trabalho de conclusão de curso
Idioma: por
Título da fonte: Repositório Institucional da UFRJ
Texto Completo: http://hdl.handle.net/11422/18294
Resumo: As doenças causadas por protozoários possuem um grande impacto na saúde pública, principalmente em países subdesenvolvidos e em desenvolvimento, onde os sistemas de saúde não possuem estrutura adequada para lidar com essas infecções. A Doença de Chagas, por exemplo, é responsável por aproximadamente 14 mil óbitos por ano. O sistema imunitário desempenha um importante papel no controle das infecções causadas por protozoários. Um dos principais mecanismos efetores na resposta imune inata é o processo de fagocitose, especialmente por macrófagos. A fagocitose auxilia no processo de apresentação de antígeno e consequentemente na ativação de linfócitos e no desenvolvimento de uma resposta efetora da imunidade adaptativa. Entretanto, muitos desses parasitas são resistentes às estratégias microbicidas do fagócito, sendo capazes de sobreviver e se multiplicar dentro das células hospedeiras e, por isso, ativam uma resposta imune adaptativa contra esses patógenos. A resposta protetora é mediada principalmente por macrófagos ativados por citocinas derivadas de células Th1, como IFN-γ. Outra estratégia utilizada por estes protozoários intracelulares é a capacidade de modular o metabolismo da célula hospedeira e induzir ou postergar a apoptose dessas células a fim de favorecer a infecção. A morte celular por apoptose é um processo de destruição celular altamente programado e controlado, sendo importante para diversos processos do organismo, como renovação tecidual e desenvolvimento imunológico. A principal molécula sinalizadora de apoptose é a fosfatidilserina que normalmente está localizada na parte interna da membrana de células viáveis. Durante o processo de apoptose, a fosfatidilserina é externalizada e funciona como um sinal “eat-me” para fagócitos. Os macrófagos expressam uma diversidade de receptores que são capazes de reconhecer a fosfatidilserina, com o objetivo de internalizar essas células apoptóticas através do processo de eferocitose. Os receptores de eferocitose são expressos de forma diferencial nas células e divergem na forma de interação com as células apoptóticas e as vias de sinalização ativadas pelas células que as expressam. De maneira geral, a eferocitose regula negativamente os macrófagos podendo deixá-los permissivos à infecção. Dessa forma, o objetivo do trabalho é entender, através de uma revisão integrativa da literatura, o impacto da eferocitose na resposta mediada por macrófagos. Para isso foram selecionados descritores e operadores booleanos que guiaram a busca na base de dados Embase, da revista Elsevier. De 156 artigos obtidos, 12 foram selecionados após leitura dos resumos. Os resultados mostram que a eferocitose e a modulação de macrófagos é um mecanismo presente em todas as infecções parasitárias analisadas (Malária, Doença de Chagas e Leishmaniose) e que o histórico imunológico e genético dos hospedeiros é um fator crucial para o desfecho da infecção.
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