Dieta de Penelope superciliaris Spix, 1825 (aves, cracidae) em um fragmento de mata semidecídua de altitude no sudeste brasileiro

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Zaca, William
Data de Publicação: 2003
Tipo de documento: Dissertação
Idioma: por
Título da fonte: Repositório Institucional da UFU
Texto Completo: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/26819
http://dx.doi.org/10.14393/ufu.di.2003.2
Resumo: A ecologia alimentar dos vertebrados frugívoros é importante, pois deles depende o estabelecimento demográfico da maioria das espécies de plantas. Este estudo teve por objetivos identificar, estimar e caracterizar a dieta de Penelope superciliaris, bem como verificar o potencial de germinação de sementes de frutos ingeridos por essas aves. A pesquisa foi desenvolvida no período de março de 1999 a outubro de 2000 em um fragmento mata semidesidua no Parque Municipal do Itapetinga, em Atibaia, SP. Para observação da dieta das aves foram utilizados os métodos transecto percorrido, árvore-focal, além de,coletas de amostras fecais em diferentes ambientes presentes na área de estudo. A diversidade mensal das espécies de frutos encontrados nas amostras fecais foi verificada pelo índice de Diversidade de Simpson. Entre abril e outubro de 2002 foram realizados/experimentos de germinação, com aves mantidas em cativeiro. Diferenças sazonais na dieta e nas taxas de germinação entre sementes controle e tratamento e características morfológicas de frutos mais consumidos foram comparadas pelo teste X2. Foram obtidos 25 registros de alimentação (feeding-bouts) e 23 contatos com Penelope superciliaris. O maior número de registros de alimentação e contatos se deu no interior da mata em alturas entre 5,1 a 10 m. Penelope superciliaris consumiu frutos em todos os meses de estudo (x2 = 3,16; p > 0,05) e o consumo de folhas e flores apresentou dois picos nas estações secas (x2 = 61,42; p < 0,001). A dieta de Penelope. superciliaris foi composta por frutos de 52 espécies de plantas pertencentes a 27 famílias, além de folhas e flores. As famílias Myrtaceae, Rubiaceae e Solanaceae foram as mais bem representadas nas amostras fecais. O número de espécies encontradas mensalmente nas amostras fecais variou de um a nove, e a diversidade (índice de Simpsom) variou de um a seis, sendo que nos meses de abril, maio e dezembro de 1999 e janeiro de 2000 a diversidade de sementes foi baixa em relação ao número de espécies. As sementes mais encontradas nas amostras fecais pertenciam a frutos do tipo drupóide (57,65%) e bacóide (26,67%), havendo um predomínio significativo pelo primeiro (x2 = 29,02; p < 0,05); e de cor vermelha (43,53%) e preta (38,82%) (x2 = 0,68; p > 0,05). As sementes das espécies Ficus enormis, Miconia cinnamomifolia e Aegiphila sellowiana apresentaram altas taxas de germinação, após a passagem pelo tubo digestório de Penelope superciliaris, enquanto Psychotria sessilis e Didymopanax angustissimum apresentaram menores índices, tendo a última apresentado maior taxa para as sementes controle. Penelope superciliaris apresenta preferência por áreas florestadas e possui uma grande plasticidade alimentar, refletida pelo alto número de espécies incluídas em sua dieta. As altas taxas de germinação das espécies que passaram pelo tudo digestório das aves indicam que elas podem ser consideradas potenciais dispersoras de tais plantas.
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Para observação da dieta das aves foram utilizados os métodos transecto percorrido, árvore-focal, além de,coletas de amostras fecais em diferentes ambientes presentes na área de estudo. A diversidade mensal das espécies de frutos encontrados nas amostras fecais foi verificada pelo índice de Diversidade de Simpson. Entre abril e outubro de 2002 foram realizados/experimentos de germinação, com aves mantidas em cativeiro. Diferenças sazonais na dieta e nas taxas de germinação entre sementes controle e tratamento e características morfológicas de frutos mais consumidos foram comparadas pelo teste X2. Foram obtidos 25 registros de alimentação (feeding-bouts) e 23 contatos com Penelope superciliaris. O maior número de registros de alimentação e contatos se deu no interior da mata em alturas entre 5,1 a 10 m. Penelope superciliaris consumiu frutos em todos os meses de estudo (x2 = 3,16; p > 0,05) e o consumo de folhas e flores apresentou dois picos nas estações secas (x2 = 61,42; p < 0,001). A dieta de Penelope. superciliaris foi composta por frutos de 52 espécies de plantas pertencentes a 27 famílias, além de folhas e flores. As famílias Myrtaceae, Rubiaceae e Solanaceae foram as mais bem representadas nas amostras fecais. O número de espécies encontradas mensalmente nas amostras fecais variou de um a nove, e a diversidade (índice de Simpsom) variou de um a seis, sendo que nos meses de abril, maio e dezembro de 1999 e janeiro de 2000 a diversidade de sementes foi baixa em relação ao número de espécies. As sementes mais encontradas nas amostras fecais pertenciam a frutos do tipo drupóide (57,65%) e bacóide (26,67%), havendo um predomínio significativo pelo primeiro (x2 = 29,02; p < 0,05); e de cor vermelha (43,53%) e preta (38,82%) (x2 = 0,68; p > 0,05). As sementes das espécies Ficus enormis, Miconia cinnamomifolia e Aegiphila sellowiana apresentaram altas taxas de germinação, após a passagem pelo tubo digestório de Penelope superciliaris, enquanto Psychotria sessilis e Didymopanax angustissimum apresentaram menores índices, tendo a última apresentado maior taxa para as sementes controle. Penelope superciliaris apresenta preferência por áreas florestadas e possui uma grande plasticidade alimentar, refletida pelo alto número de espécies incluídas em sua dieta. As altas taxas de germinação das espécies que passaram pelo tudo digestório das aves indicam que elas podem ser consideradas potenciais dispersoras de tais plantas.The feeding ecology of the frugivorous vertebrates is important, because they are responsible for the demographic establishment of most plant species. This study had the following objectives: identify, estimate and characterize the diet of Penelope superciliaris, as well as verify the potential of seed germination of the fruits ingested by those birds. The research was developed from March 1999 to October 2000 in a fragment of semideciduous altitudinal forest in the Parque Municipal do Itapetinga, in the Atibaia Municipality, São Paulo State. The diet of the birds were observed through walking transects and focal-tree methods besides collections of fecal samples in different environments of the study area. The monthly diversity of fruit species found in the fecal samples was verifíed by the Simpson diversity index. Between April and October 2002 germination experiments were accomplished with captive birds. Seasonai differences in the diet and in the germination rates between control and treated seeds and morphological characteristics of consumed fruits were compared using Chi-Square test. Twenty-fíve feeding-bouts and 23 contacts with Penelope superciliaris were obtained in the study area. The largest number of feeding-bouts and contacts were registered inside the forest in heights ranging from 5.1 to 10 m. Penelope superciliaris consumed fruits in all months (y2 = 3.16; p > 0.05) and the consumption of leaves and flowers presented two picks in the dry season (y2 = 61.42; p < 0.001). The diet of P. superciliaris was composed by fruits of 52 species of plants belonging to 27 families, besides leaves and flowers. The families Myrtaceae, Rubiaceae and Solanaceae were the most represented in the fecal samples. The number of species found monthly in the fecal samples varied from one to nine, and the diversity (Simpsom Index) varied from one to six. In April May and December 1999 and January 2000 the diversity of seeds was low in relation to the number of species. The seeds more frequently found in the fecal samples belonged to fruits of drupe (57.65%) and berry (26.67%) types, having a signifícant predominance for the first (y2 = 29.02; p < 0.05); and of red color (43.53%) and black (38.82%) (y2 = 0.68; p > 0.05). The seeds of the species Ficus enormis, Miconia cinnamomifolia and Aegiphila sellowiana presented high germination rates, after passing through the digestive tract of Penelope superciliaris, while Psychotria sessilis and Didymopanax angustissimum presented smaller rates, having the Iast species the large it rate for the control seeds. Penelope superciliaris prefers forest areas and has a great feeding flexibility, shown by the high number of plant species included in its diet. The high rates of seed germination of the species after gut treatment by the birds indicate that they can be considered potential seed dispersers of such plants.Dissertação (Mestrado)porUniversidade Federal de UberlândiaPrograma de Pós-graduação em Ecologia e Conservação de Recursos NaturaisBrasilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/us/info:eu-repo/semantics/openAccessCNPQ::CIENCIAS BIOLOGICASPenelope supercilarisCracidaeFrugivoriaDispersão de sementesGerminação de sementesPenelope supercilarisCracidaeFrugivorySeed dispersaiSeed germinationDieta de Penelope superciliaris Spix, 1825 (aves, cracidae) em um fragmento de mata semidecídua de altitude no sudeste brasileiroDieta de Penélope superciliaris Spix, 1825 (aves, cracídeos) em um fragmento de mata semidecídua de altitude no sudeste brasileiroinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisPedroni, Fernandohttp://lattes.cnpq.br/0654056884383505Silva, Wesley RodriguesMarçal Junior, Oswaldohttp://lattes.cnpq.br/7029150188669774Zaca, William35reponame:Repositório Institucional da UFUinstname:Universidade Federal de Uberlândia (UFU)instacron:UFUORIGINALDietaPenelopeSuperciliaris.pdfDietaPenelopeSuperciliaris.pdfapplication/pdf3980842https://repositorio.ufu.br/bitstream/123456789/26819/1/DietaPenelopeSuperciliaris.pdf90002aaa3f7357a05e65233dd9deb237MD51CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-8811https://repositorio.ufu.br/bitstream/123456789/26819/2/license_rdf9868ccc48a14c8d591352b6eaf7f6239MD52LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81792https://repositorio.ufu.br/bitstream/123456789/26819/3/license.txt48ded82ce41b8d2426af12aed6b3cbf3MD53TEXTDietaPenelopeSuperciliaris.pdf.txtDietaPenelopeSuperciliaris.pdf.txtExtracted texttext/plain58870https://repositorio.ufu.br/bitstream/123456789/26819/4/DietaPenelopeSuperciliaris.pdf.txteaba4287cbcbe141d96aafa51060a181MD54THUMBNAILDietaPenelopeSuperciliaris.pdf.jpgDietaPenelopeSuperciliaris.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1295https://repositorio.ufu.br/bitstream/123456789/26819/5/DietaPenelopeSuperciliaris.pdf.jpg6d52b37c1e3c9f4bf71e41b6ff509d60MD55123456789/268192019-08-27 03:08:01.637oai:repositorio.ufu.br:123456789/26819w4kgbmVjZXNzw6FyaW8gY29uY29yZGFyIGNvbSBhIGxpY2Vuw6dhIGRlIGRpc3RyaWJ1acOnw6NvIG7Do28tZXhjbHVzaXZhLCBhbnRlcyBxdWUgbyBkb2N1bWVudG8gcG9zc2EgYXBhcmVjZXIgbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvLiBQb3IgZmF2b3IsIGxlaWEgYSBsaWNlbsOnYSBhdGVudGFtZW50ZS4gQ2FzbyBuZWNlc3NpdGUgZGUgYWxndW0gZXNjbGFyZWNpbWVudG8gZW50cmUgZW0gY29udGF0byBhdHJhdsOpcyBkbyBlLW1haWwgIHJlcG9zaXRvcmlvQHVmdS5ici4KCkxJQ0VOw4dBIERFIERJU1RSSUJVScOHw4NPIE7Dg08tRVhDTFVTSVZBCgpBbyBhc3NpbmFyIGUgZW50cmVnYXIgZXN0YSBsaWNlbsOnYSwgby9hIFNyLi9TcmEuIChhdXRvciBvdSBkZXRlbnRvciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IpOgoKYSkgQ29uY2VkZSDDoCBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkZSBVYmVybMOibmRpYSBvIGRpcmVpdG8gbsOjby1leGNsdXNpdm8gZGUgcmVwcm9kdXppciwgY29udmVydGVyIChjb21vIGRlZmluaWRvIGFiYWl4byksIGNvbXVuaWNhciBlL291IGRpc3RyaWJ1aXIgbyBkb2N1bWVudG8gZW50cmVndWUgKGluY2x1aW5kbyBvIHJlc3Vtby9hYnN0cmFjdCkgZW0gZm9ybWF0byBkaWdpdGFsIG91IGltcHJlc3NvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpby4KCmIpIERlY2xhcmEgcXVlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlIMOpIHNldSB0cmFiYWxobyBvcmlnaW5hbCwgZSBxdWUgZGV0w6ltIG8gZGlyZWl0byBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4gRGVjbGFyYSB0YW1iw6ltIHF1ZSBhIGVudHJlZ2EgZG8gZG9jdW1lbnRvIG7Do28gaW5mcmluZ2UsIHRhbnRvIHF1YW50byBsaGUgw6kgcG9zc8OtdmVsIHNhYmVyLCBvcyBkaXJlaXRvcyBkZSBxdWFscXVlciBvdXRyYSBwZXNzb2Egb3UgZW50aWRhZGUuCgpjKSBTZSBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZSBjb250w6ltIG1hdGVyaWFsIGRvIHF1YWwgbsOjbyBkZXTDqW0gb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IsIGRlY2xhcmEgcXVlIG9idGV2ZSBhdXRvcml6YcOnw6NvIGRvIGRldGVudG9yIGRvcyBkaXJlaXRvcyBkZSBhdXRvciBwYXJhIGNvbmNlZGVyIMOgIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRlIFViZXJsw6JuZGlhIG9zIGRpcmVpdG9zIHJlcXVlcmlkb3MgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EsIGUgcXVlIGVzc2UgbWF0ZXJpYWwgY3Vqb3MgZGlyZWl0b3Mgc8OjbyBkZSB0ZXJjZWlyb3MgZXN0w6EgY2xhcmFtZW50ZSBpZGVudGlmaWNhZG8gZSByZWNvbmhlY2lkbyBubyB0ZXh0byBvdSBjb250ZcO6ZG8gZG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlLgoKU2UgbyBkb2N1bWVudG8gZW50cmVndWUgw6kgYmFzZWFkbyBlbSB0cmFiYWxobyBmaW5hbmNpYWRvIG91IGFwb2lhZG8gcG9yIG91dHJhIGluc3RpdHVpw6fDo28gcXVlIG7Do28gYSBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkZSBVYmVybMOibmRpYSwgZGVjbGFyYSBxdWUgY3VtcHJpdSBxdWFpc3F1ZXIgb2JyaWdhw6fDtWVzIGV4aWdpZGFzIHBlbG8gcmVzcGVjdGl2byBjb250cmF0byBvdSBhY29yZG8uCgpBIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRlIFViZXJsw6JuZGlhIGlkZW50aWZpY2Fyw6EgY2xhcmFtZW50ZSBvKHMpIHNldShzKSBub21lKHMpIGNvbW8gbyhzKSBhdXRvcihlcykgb3UgZGV0ZW50b3IgKGVzKSBkb3MgZGlyZWl0b3MgZG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlLCBlIG7Do28gZmFyw6EgcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhw6fDo28sIHBhcmEgYWzDqW0gZGFzIHBlcm1pdGlkYXMgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EuCg==Repositório InstitucionalONGhttp://repositorio.ufu.br/oai/requestdiinf@dirbi.ufu.bropendoar:2024-04-26T14:50:07.887995Repositório Institucional da UFU - Universidade Federal de Uberlândia (UFU)false
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