Estudo de caso: viol?ncia obst?trica na perspectiva das egressas do programa ?Mulheres Mil? em Almenara, Minas Gerais

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Almeida, Uendel Gon?alves de
Data de Publicação: 2016
Tipo de documento: Dissertação
Idioma: por
Título da fonte: Repositório Institucional da UFVJM
Texto Completo: http://acervo.ufvjm.edu.br/jspui/handle/1/1437
Resumo: Sabe-se que a viol?ncia obst?trica caracteriza-se pela apropria??o do corpo em processos reprodutivos das mulheres pelos profissionais da sa?de. Este tipo de viola??o ao corpo feminino ocorre por meio de tratamento desumanizado, abuso da medicaliza??o e patologiza??o dos processos naturais, o que causa a perda da autonomia e capacidade de decis?o livre sobre seus corpos e sexualidade. Al?m disso, h? um impacto negativo na qualidade de vida das mulheres. Sendo assim, esta disserta??o tem como objetivo avaliar a exist?ncia de viol?ncia obst?trica entre mulheres atendidas pelo Programa Mulheres Mil, no munic?pio de Almenara, Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais. Neste sentido, o conhecimento adequado do planejamento para o parto ? um instrumento fundamental para decidir qual dos tipos ser? escolhido. Nesta pesquisa, buscou-se apresentar os melhores ou menos arriscados caminhos para o parto, por meio de entrevistas realizadas com vinte gestantes que falaram como se sentiram e foram tratadas pelo servi?o de sa?de, especificamente da enfermagem obst?trica e, tamb?m, por meio de revis?o bibliogr?fica, ao utilizar autores que estudaram a tem?tica defendida. O estudo ? transversal, com t?cnicas quantitativas e qualitativas. Atento ? proposta do curso de mestrado profissional interdisciplinar, buscou-se alinhar aos problemas reais encontrados pelo autor no dia a dia da pr?tica assistencial ?s gestantes, ao intuito de humaniza??o da assist?ncia prestada pelos profissionais da ?rea de sa?de. Diante dos dados colhidos na pesquisa, restou clara a necessidade de uma cartilha informativa a ser mantida nos postos e hospitais e tamb?m distribu?das entre as mulheres gestantes. Sabe-se tamb?m que toda mulher tem direito ao pr?-natal de qualidade e este tem como objetivo a sa?de e o bem-estar dela e do beb?. Por?m, ainda h? registros de casos de maus-tratos e omiss?o, inclusive na hora do parto. Com a interpreta??o dos dados coletados, constatou-se que h? falta de informa??es que devem ser prestadas ?s mulheres gr?vidas. Tamb?m foi poss?vel verificar que a cesariana vem sendo usada como uma pr?tica de programa??o da m?e, sem levar em conta a necessidade ou mesmo o que seria melhor para a crian?a. Muitas mulheres t?m optado por esse tipo de parto sem que os postos de sa?de ou hospitais lhes mostrem os riscos provenientes dessa pr?tica. As parturientes entrevistadas, al?m de n?o saberem as informa??es b?sicas acerca da obstetr?cia humanizada, desconheciam seus direitos sobre o assunto. Mas, ainda mais grave, alguns foram negados a elas, como o de ter um acompanhante. A forma mais eficaz de combate ? viol?ncia obst?trica ? despertando a popula??o para a exist?ncia dessa realidade. Desta forma, o acesso ? informa??o contribui para o empoderamento das mulheres, que podem ser v?timas do medo de denunciar quem praticou a viol?ncia. A humaniza??o do parto relaciona-se, esta forma, diretamente com a atua??o dos profissionais de sa?de que, por meio da a??o coletiva, interdisciplinar, e com respeito ? fisiologia materna, pretende minimizar as interven??es desnecess?rias por meio do reconhecimento social e cultural do parto e do suporte emocional oferecido ? parturiente e a sua fam?lia de modo a promover a cria??o de la?os na rela??o m?e-beb?.
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spelling Almeida, Uendel Gon?alves deDias, Ana Catarina PerezPaes, Silvia ReginaCambraia, Rosana PassosPena, ?rica DumontFirmes, Maria da Penha RodriguesUniversidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM)Dias, Ana Catarina Perez2017-08-14T16:53:08Z2017-08-14T16:53:08Z20162016-12-10ALMEIDA, Uendel Gon?alves de. Estudo de caso: viol?ncia obst?trica na perspectiva das egressas do programa ?Mulheres Mil? em Almenara, Minas Gerais. 2016. 109 p. Disserta??o (Mestrado Profissional) ? Programa de P?s-Gradua??o em Sa?de, Sociedade e Ambiente, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Diamantina, 2016.http://acervo.ufvjm.edu.br/jspui/handle/1/1437Sabe-se que a viol?ncia obst?trica caracteriza-se pela apropria??o do corpo em processos reprodutivos das mulheres pelos profissionais da sa?de. Este tipo de viola??o ao corpo feminino ocorre por meio de tratamento desumanizado, abuso da medicaliza??o e patologiza??o dos processos naturais, o que causa a perda da autonomia e capacidade de decis?o livre sobre seus corpos e sexualidade. Al?m disso, h? um impacto negativo na qualidade de vida das mulheres. Sendo assim, esta disserta??o tem como objetivo avaliar a exist?ncia de viol?ncia obst?trica entre mulheres atendidas pelo Programa Mulheres Mil, no munic?pio de Almenara, Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais. Neste sentido, o conhecimento adequado do planejamento para o parto ? um instrumento fundamental para decidir qual dos tipos ser? escolhido. Nesta pesquisa, buscou-se apresentar os melhores ou menos arriscados caminhos para o parto, por meio de entrevistas realizadas com vinte gestantes que falaram como se sentiram e foram tratadas pelo servi?o de sa?de, especificamente da enfermagem obst?trica e, tamb?m, por meio de revis?o bibliogr?fica, ao utilizar autores que estudaram a tem?tica defendida. O estudo ? transversal, com t?cnicas quantitativas e qualitativas. Atento ? proposta do curso de mestrado profissional interdisciplinar, buscou-se alinhar aos problemas reais encontrados pelo autor no dia a dia da pr?tica assistencial ?s gestantes, ao intuito de humaniza??o da assist?ncia prestada pelos profissionais da ?rea de sa?de. Diante dos dados colhidos na pesquisa, restou clara a necessidade de uma cartilha informativa a ser mantida nos postos e hospitais e tamb?m distribu?das entre as mulheres gestantes. Sabe-se tamb?m que toda mulher tem direito ao pr?-natal de qualidade e este tem como objetivo a sa?de e o bem-estar dela e do beb?. Por?m, ainda h? registros de casos de maus-tratos e omiss?o, inclusive na hora do parto. Com a interpreta??o dos dados coletados, constatou-se que h? falta de informa??es que devem ser prestadas ?s mulheres gr?vidas. Tamb?m foi poss?vel verificar que a cesariana vem sendo usada como uma pr?tica de programa??o da m?e, sem levar em conta a necessidade ou mesmo o que seria melhor para a crian?a. Muitas mulheres t?m optado por esse tipo de parto sem que os postos de sa?de ou hospitais lhes mostrem os riscos provenientes dessa pr?tica. As parturientes entrevistadas, al?m de n?o saberem as informa??es b?sicas acerca da obstetr?cia humanizada, desconheciam seus direitos sobre o assunto. Mas, ainda mais grave, alguns foram negados a elas, como o de ter um acompanhante. 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Henrique Henrique (jose.neves@ufvjm.edu.br) on 2017-08-04T17:24:50Z No. of bitstreams: 2 uendel_goncalves_almeida.pdf: 25566837 bytes, checksum: 8f4a43d5f5742febfd8e61390ac67e7c (MD5) license_rdf: 0 bytes, checksum: d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e (MD5)Approved for entry into archive by Rodrigo Martins Cruz (rodrigo.cruz@ufvjm.edu.br) on 2017-08-14T16:53:08Z (GMT) No. of bitstreams: 2 license_rdf: 0 bytes, checksum: d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e (MD5) uendel_goncalves_almeida.pdf: 25566837 bytes, checksum: 8f4a43d5f5742febfd8e61390ac67e7c (MD5)Made available in DSpace on 2017-08-14T16:53:08Z (GMT). No. of bitstreams: 2 license_rdf: 0 bytes, checksum: d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e (MD5) uendel_goncalves_almeida.pdf: 25566837 bytes, checksum: 8f4a43d5f5742febfd8e61390ac67e7c (MD5) Previous issue date: 2016Disserta??o (Mestrado Profissional) ? Programa de P?s-Gradua??o em Sa?de, Sociedade e Ambiente, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, 2016.It is known that obstetric violence is characterized by the appropriation of the body in the reproductive processes of women by health professionals. This type of violation to the female body occurs through dehumanized treatment, abuse of medicalization and pathologization of natural processes, which causes loss of autonomy and ability to decide freely on their bodies and sexuality. In addition, there is a negative impact on women's quality of life. Thus, this dissertation aims to evaluate the existence of obstetric violence among women attended by the Women Thousand Program, in the municipality of Almenara, Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais. In this sense, adequate knowledge of childbirth planning is a key tool in deciding which type to choose. In this research, we attempted to present the best or least risky ways of delivery, through interviews with twenty pregnant women who spoke about how they felt and were treated by the health service, specifically obstetric nursing, and also by means of a review Bibliographical, when using authors who studied the theme defended. The study is transversal, with quantitative and qualitative techniques. Aiming at the proposal of the interdisciplinary professional master's degree course, we sought to align with the real problems encountered by the author in the day-today practice of care for pregnant women, in order to humanize the care provided by health professionals. Given the data collected in the research, the need for an informative booklet to be maintained at the stations and hospitals and also distributed among pregnant women remained clear. It is also known that every woman has the right to prenatal quality and this is aimed at the health and well-being of her and the baby. However, there are still records of cases of maltreatment and omission, including at the time of delivery. With the interpretation of data collected, it was found that there is a lack of information that should be provided to pregnant women. It was also possible to verify that cesarean section has been used as a programming practice for the mother, regardless of the need or even what would be best for the child. Many women have opted for this type of delivery without the health posts or hospitals showing them the risks from this practice. The parturients interviewed, in addition to not knowing the basic information about humanized obstetrics, did not know their rights on the subject. But even more serious, some were denied to them, such as having an escort. The most effective way to combat obstetric violence is to awaken the population to the existence of this reality. In this way, access to information contributes to the empowerment of women, who may be victims of the fear of denouncing those who have committed violence. The humanization of childbirth is directly related to the work of health professionals who, through collective, interdisciplinary action and with respect to maternal physiology, seeks to minimize unnecessary interventions through the social and cultural recognition of childbirth And the emotional support offered to the woman and her family in order to promote the creation of bonds in the mother-baby relationship.Sabemos que la violencia obst?trica caracteriza por la apropiaci?n del cuerpo en los procesos reproductivos de las mujeres por parte de profesionales de la salud. Este tipo de violaci?n del cuerpo femenino se produce a trav?s del tratamiento deshumanizado, abuso de medicalizaci?n y patologizaci?n de los procesos naturales, lo que provoca la p?rdida de la autonom?a y la toma de decisiones sobre sus cuerpos y sexualidad libre. Adem?s, hay un impacto negativo en la calidad de vida de las mujeres. Por lo tanto, este trabajo tiene como objetivo evaluar la existencia de la violencia obst?trica entre mujeres atendidas en el Programa de mil mujeres, en el municipio de Almenara, Valle de Jequitinhonha, Minas Gerais. En este sentido, el conocimiento adecuado de la planificaci?n para el parto es una herramienta fundamental para decidir cuales ser?n elegidos tipos. En este estudio, hemos tratado de presentar los mejores y menos arriesgadas formas de entrega, a trav?s de entrevistas con veinte mujeres que contaron c?mo se sintieron y fueron tratados por el servicio de salud, en particular la obstetricia y tambi?n a trav?s opini?n literatura, utilizando los autores que han estudiado el tema defendidos. El estudio es transversal, con t?cnicas cuantitativas y cualitativas. Atento a la propuesta de la interdisciplinario grado de maestr?a profesional, se busc? alinear a los problemas reales encontrados por el autor en la pr?ctica del d?a a d?a la atenci?n a las mujeres embarazadas, a la humanizaci?n del orden proporcionada por profesionales de la salud. Antes de que los datos recogidos en la investigaci?n, sigue siendo una necesidad clara de un folleto informativo que se le mantenga en cl?nicas y hospitales, y tambi?n distribuye entre las mujeres embarazadas. Se sabe tambi?n que toda mujer tiene derecho a la calidad de la atenci?n prenatal y esto est? dirigido a la salud y su bienestar y el beb?. Sin embargo, a?n existen registros de casos de malos tratos y de omisi?n, incluso en el momento de la entrega. La interpretaci?n de los datos recogidos, se ha descubierto que existe una falta de informaci?n que debe proporcionarse a las mujeres embarazadas. Tambi?n se observ? que la ces?rea se utiliza como pr?ctica de programaci?n de la madre, independientemente de la necesidad o incluso lo que ser?a mejor para el ni?o. Muchas mujeres han optado por este tipo de parto sin los centros de salud u hospitales mostrarles los riesgos de esta pr?ctica. Las madres entrevistadas, y no saben la informaci?n b?sica sobre los obstetricia humanizados, desconocen sus derechos en la materia. Pero a?n m?s grave, algunos se les neg? a ellos, tales como tener un compa?ero. La manera m?s efectiva para combatir la violencia obst?trica est? despertando al p?blico de la existencia de esta realidad. Por lo tanto, el acceso a la informaci?n contribuye a la potenciaci?n de la mujer, que pueden ser v?ctimas del miedo a denunciar a aquellos que cometen violencia. La humanizaci?n del parto se refiere, esta forma directamente a la actuaci?n de los profesionales de la salud que, a trav?s colectiva, la acci?n interdisciplinaria, y con respecto a la fisiolog?a materna, tiene como objetivo minimizar las intervenciones innecesarias por el reconocimiento social y cultural del parto y el apoyo emocional ofreci? a la parturienta y su familia con el fin de promover el establecimiento de lazos en la relaci?n madre-beb?.porUFVJMA concess?o da licen?a deste item refere-se ao ? termo de autoriza??o impresso assinado pelo autor, assim como na licen?a Creative Commons, com as seguintes condi??es: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publica??o, autorizo a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e o IBICT a disponibilizar por meio de seus reposit?rios, sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei n? 9610/98, o texto integral da obra disponibilizada, conforme permiss?es assinaladas, para fins de leitura, impress?o e/ou download, a t?tulo de divulga??o da produ??o cient?fica brasileira, e preserva??o, a partir desta data.info:eu-repo/semantics/openAccessEstudo de caso: viol?ncia obst?trica na perspectiva das egressas do programa ?Mulheres Mil? em Almenara, Minas Geraisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisMulheresPartoViol?ncia obst?tricaWomenChildbirthObstetric violenceMujeresEntregaViolencia obst?tricareponame:Repositório Institucional da UFVJMinstname:Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM)instacron:UFVJMTEXTuendel_goncalves_almeida.pdf.txtuendel_goncalves_almeida.pdf.txtExtracted texttext/plain197664http://acervo.ufvjm.edu.br/jspui/bitstream/1/1437/6/uendel_goncalves_almeida.pdf.txta0af195a068e263fa6affd3348d81bb0MD56LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82157http://acervo.ufvjm.edu.br/jspui/bitstream/1/1437/5/license.txtc0fe10782d3e2994b7c028f47c86ff9eMD55CC-LICENSElicense_urllicense_urltext/plain; charset=utf-849http://acervo.ufvjm.edu.br/jspui/bitstream/1/1437/2/license_url4afdbb8c545fd630ea7db775da747b2fMD52license_textlicense_texttext/html; charset=utf-80http://acervo.ufvjm.edu.br/jspui/bitstream/1/1437/3/license_textd41d8cd98f00b204e9800998ecf8427eMD53license_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-80http://acervo.ufvjm.edu.br/jspui/bitstream/1/1437/4/license_rdfd41d8cd98f00b204e9800998ecf8427eMD54ORIGINALuendel_goncalves_almeida.pdfuendel_goncalves_almeida.pdfapplication/pdf25566837http://acervo.ufvjm.edu.br/jspui/bitstream/1/1437/1/uendel_goncalves_almeida.pdf8f4a43d5f5742febfd8e61390ac67e7cMD511/14372018-01-18 13:46:37.693oai:acervo.ufvjm.edu.br/jspui:1/1437TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKQW8gY29uY29yZGFyIGNvbSBlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCB2b2PDqihzKSBhdXRvcihlcykgb3UgdGl0dWxhcihlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRhIG9icmEgYXF1aSBkZXNjcml0YSBjb25jZWRlKG0pIArDoCBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkb3MgVmFsZXMgZG8gSmVxdWl0aW5ob25oYSBlIE11Y3VyaSwgZ2VzdG9yYSBkbyBSZXBvc2l0w7NyaW8sIGRlbm9taW5hZG8gUkkvVUZWSk0sIApvIGRpcmVpdG8gbsOjby1leGNsdXNpdm8gZGUgcmVwcm9kdXppciwgY29udmVydGVyIChjb21vIGRlZmluaWRvIGFiYWl4bykgZS9vdSBkaXN0cmlidWlyIG8gCmRvY3VtZW50byBkZXBvc2l0YWRvIGVtIGZvcm1hdG8gaW1wcmVzc28sIGVsZXRyw7RuaWNvIG91IGVtIHF1YWxxdWVyIG91dHJvIG1laW8uClZvY8OqKHMpIGNvbmNvcmRhKG0pIHF1ZSBhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRvcyBWYWxlcyBkbyBKZXF1aXRpbmhvbmhhIGUgTXVjdXJpLCAKZ2VzdG9yYSBkbyBSSS9VRlZKTSwgcG9kZSwgc2VtIGFsdGVyYXIgbyBjb250ZcO6ZG8sIGNvbnZlcnRlciBvIGFycXVpdm8gZGVwb3NpdGFkbyBhIHF1YWxxdWVyIG1laW8gb3UgCmZvcm1hdG8gY29tIGZpbnMgZGUgcHJlc2VydmHDp8Ojby4KVm9jw6oocykgdGFtYsOpbSBjb25jb3JkYShtKSBxdWUgYSBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkb3MgVmFsZXMgZG8gSmVxdWl0aW5ob25oYSBlIE11Y3VyaSwgCmdlc3RvcmEgZG8gUkkvVUZWSk0sIHBvZGUgbWFudGVyIG1haXMgZGUgdW1hIGPDs3BpYSBkZXN0ZSBkZXDDs3NpdG8gcGFyYSBmaW5zIGRlIHNlZ3VyYW7Dp2EsIGJhY2stdXAgZS9vdSBwcmVzZXJ2YcOnw6NvLgpWb2PDqihzKSBkZWNsYXJhKG0pIHF1ZSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRvIHNldSB0cmFiYWxobyDDqSBvcmlnaW5hbCBlIHF1ZSB2b2PDqihzKSBwb2RlKG0pIGNvbmNlZGVyIG9zIGRpcmVpdG9zIGNvbnRpZG9zIApuZXN0YSBsaWNlbsOnYSBlIG5vIFRlcm1vIGRlIEF1dG9yaXphw6fDo28gYSBzZXIgZW50cmVndWUuClZvY8OqKHMpIHRhbWLDqW0gZGVjbGFyYShtKSBxdWUgbyBlbnZpbyDDqSBkZSBzZXUgY29uaGVjaW1lbnRvIGUgbsOjbyBpbmZyaW5nZSBvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyAKZGUgb3V0cmEgcGVzc29hIG91IGluc3RpdHVpw6fDo28uCkNhc28gbyBkb2N1bWVudG8gYSBzZXIgZGVwb3NpdGFkbyBjb250ZW5oYSBtYXRlcmlhbCBwYXJhIG8gcXVhbCB2b2PDqihzKSBuw6NvIGRldMOpbSBhIHRpdHVsYXJpZGFkZSBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3JhaXMsCnZvY8OqKHMpIGRlY2xhcmEobSkgcXVlIG9idGV2ZSBhIHBlcm1pc3PDo28gaXJyZXN0cml0YSBkbyB0aXR1bGFyIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBkZSBjb25jZWRlciDDoCBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbApkb3MgVmFsZXMgZG8gSmVxdWl0aW5ob25oYSBlIE11Y3VyaSwgZ2VzdG9yYSBkbyBSSS9VRlZKTSwgb3MgZGlyZWl0b3MgcmVxdWVyaWRvcyBwb3IgZXN0YSBsaWNlbsOnYSBlIHF1ZSBvcyBtYXRlcmlhaXMgCmRlIHByb3ByaWVkYWRlIGRlIHRlcmNlaXJvcywgZXN0w6NvIGRldmlkYW1lbnRlIGlkZW50aWZpY2Fkb3MgZSByZWNvbmhlY2lkb3Mgbm8gdGV4dG8gb3UgY29udGXDumRvIGRhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvLgpDQVNPIE8gVFJBQkFMSE8gREVQT1NJVEFETyBURU5IQSBTSURPIEZJTkFOQ0lBRE8gT1UgQVBPSUFETyBQT1IgVU0gw5NSR8ODTywgUVVFIE7Dg08gQSBJTlNUSVRVScOHw4NPIERFU1RFIFJFUE9TSVTDk1JJTzogVk9Dw4ogREVDTEFSQSBURVIgQ1VNUFJJRE8gVE9ET1MgT1MgRElSRUlUT1MgREUgUkVWSVPDg08gRSBRVUFJU1FVRVIgT1VUUkFTIE9CUklHQcOHw5VFUyBSRVFVRVJJREFTIApQRUxPUyBDT05UUkFUT1MgT1UgQUNPUkRPUy4gCk8gUkkvVUZWSk0gaWRlbnRpZmljYXLDoSBjbGFyYW1lbnRlIG8gc2V1KHMpIG5vbWUocykgY29tbyBhdXRvcihlcykgb3UgdGl0dWxhcihlcykgZG8gZGlyZWl0byBkZSAKYXV0b3IoZXMpIGRvIGRvY3VtZW50byBzdWJtZXRpZG8gZSBkZWNsYXJhIHF1ZSBuw6NvIGZhcsOhIHF1YWxxdWVyIGFsdGVyYcOnw6NvIGFsw6ltIGRhcyBwZXJtaXRpZGFzIHBvciBlc3RhIGxpY2Vuw6dhLgoKRepositório InstitucionalPUBhttp://acervo.ufvjm.edu.br/oai/requestrepositorio@ufvjm.edu.bropendoar:21452018-01-18T15:46:37Repositório Institucional da UFVJM - Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM)false
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Violencia obst?trica
description Sabe-se que a viol?ncia obst?trica caracteriza-se pela apropria??o do corpo em processos reprodutivos das mulheres pelos profissionais da sa?de. Este tipo de viola??o ao corpo feminino ocorre por meio de tratamento desumanizado, abuso da medicaliza??o e patologiza??o dos processos naturais, o que causa a perda da autonomia e capacidade de decis?o livre sobre seus corpos e sexualidade. Al?m disso, h? um impacto negativo na qualidade de vida das mulheres. Sendo assim, esta disserta??o tem como objetivo avaliar a exist?ncia de viol?ncia obst?trica entre mulheres atendidas pelo Programa Mulheres Mil, no munic?pio de Almenara, Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais. Neste sentido, o conhecimento adequado do planejamento para o parto ? um instrumento fundamental para decidir qual dos tipos ser? escolhido. Nesta pesquisa, buscou-se apresentar os melhores ou menos arriscados caminhos para o parto, por meio de entrevistas realizadas com vinte gestantes que falaram como se sentiram e foram tratadas pelo servi?o de sa?de, especificamente da enfermagem obst?trica e, tamb?m, por meio de revis?o bibliogr?fica, ao utilizar autores que estudaram a tem?tica defendida. O estudo ? transversal, com t?cnicas quantitativas e qualitativas. Atento ? proposta do curso de mestrado profissional interdisciplinar, buscou-se alinhar aos problemas reais encontrados pelo autor no dia a dia da pr?tica assistencial ?s gestantes, ao intuito de humaniza??o da assist?ncia prestada pelos profissionais da ?rea de sa?de. Diante dos dados colhidos na pesquisa, restou clara a necessidade de uma cartilha informativa a ser mantida nos postos e hospitais e tamb?m distribu?das entre as mulheres gestantes. Sabe-se tamb?m que toda mulher tem direito ao pr?-natal de qualidade e este tem como objetivo a sa?de e o bem-estar dela e do beb?. Por?m, ainda h? registros de casos de maus-tratos e omiss?o, inclusive na hora do parto. Com a interpreta??o dos dados coletados, constatou-se que h? falta de informa??es que devem ser prestadas ?s mulheres gr?vidas. Tamb?m foi poss?vel verificar que a cesariana vem sendo usada como uma pr?tica de programa??o da m?e, sem levar em conta a necessidade ou mesmo o que seria melhor para a crian?a. Muitas mulheres t?m optado por esse tipo de parto sem que os postos de sa?de ou hospitais lhes mostrem os riscos provenientes dessa pr?tica. As parturientes entrevistadas, al?m de n?o saberem as informa??es b?sicas acerca da obstetr?cia humanizada, desconheciam seus direitos sobre o assunto. Mas, ainda mais grave, alguns foram negados a elas, como o de ter um acompanhante. A forma mais eficaz de combate ? viol?ncia obst?trica ? despertando a popula??o para a exist?ncia dessa realidade. Desta forma, o acesso ? informa??o contribui para o empoderamento das mulheres, que podem ser v?timas do medo de denunciar quem praticou a viol?ncia. A humaniza??o do parto relaciona-se, esta forma, diretamente com a atua??o dos profissionais de sa?de que, por meio da a??o coletiva, interdisciplinar, e com respeito ? fisiologia materna, pretende minimizar as interven??es desnecess?rias por meio do reconhecimento social e cultural do parto e do suporte emocional oferecido ? parturiente e a sua fam?lia de modo a promover a cria??o de la?os na rela??o m?e-beb?.
publishDate 2016
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