Expansão da cana-de-açúcar no estado de São Paulo e efeitos na estrutura fundiária, entre 2006 e 2017, sob o protocolo agroambiental do setor sucroenergético paulista

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Mardegan, Gláucia Elisa [UNESP]
Data de Publicação: 2023
Tipo de documento: Tese
Idioma: por
Título da fonte: Repositório Institucional da UNESP
Texto Completo: http://hdl.handle.net/11449/243792
Resumo: Na busca por energias renováveis e mais ecológicas, o etanol despontou como possível solução. No entanto, o cultivo de sua matéria-prima, a cana-de-açúcar, trouxe indagações e preocupações sobre as consequências ambientais, econômicas e sociais, principalmente a partir dos primórdios da década de 1970. Isso ocorreu porque o cultivo e a colheita não eram benéficos ao meio ambiente e aos trabalhadores envolvidos no corte de cana. Com o objetivo de consolidar o etanol como combustível renovável e ecologicamente correto, principalmente para atender ao mercado internacional, especialmente o europeu, os empresários do setor sucroenergético e o Governo do Estado de São Paulo acordaram o Protocolo Agroambiental do Setor Sucroenergético. Esse acordo tinha a finalidade de acabar com as queimadas relacionadas ao setor e utilizar menos água no processo industrial. O objetivo deste trabalho é caracterizar os efeitos concentradores da expansão canavieira, entre 2006 e 2017, sob a vigência do Protocolo Agroambiental do Setor Sucroenergético, na estrutura fundiária da agricultura de São Paulo e de suas regiões, considerando a delimitação das Regiões Geográficas Imediatas. Para alcançar este objetivo, foram usados dados dos Censos Agropecuários de 2006 e 2017 para analisar a estratificação das propriedades, o uso da terra, a condição legal da terra e os Anuários da Cana de 2006, 2012 e 2016 para apresentar a espacialização das Unidades Agroindustriais Sucroenergéticas e sua intensificação da mecanização e tecnificação do setor, acompanhadas da expansão das Unidades Agroindústrias Sucroenergéticas (UAS) e da cana-de-açúcar no território rural paulista. Isso trouxe consequências como a diminuição do uso da terra por outros itens agrícolas, além da concentração de terras, nas regiões em que a cana-de-açúcar predomina
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No entanto, o cultivo de sua matéria-prima, a cana-de-açúcar, trouxe indagações e preocupações sobre as consequências ambientais, econômicas e sociais, principalmente a partir dos primórdios da década de 1970. Isso ocorreu porque o cultivo e a colheita não eram benéficos ao meio ambiente e aos trabalhadores envolvidos no corte de cana. Com o objetivo de consolidar o etanol como combustível renovável e ecologicamente correto, principalmente para atender ao mercado internacional, especialmente o europeu, os empresários do setor sucroenergético e o Governo do Estado de São Paulo acordaram o Protocolo Agroambiental do Setor Sucroenergético. Esse acordo tinha a finalidade de acabar com as queimadas relacionadas ao setor e utilizar menos água no processo industrial. O objetivo deste trabalho é caracterizar os efeitos concentradores da expansão canavieira, entre 2006 e 2017, sob a vigência do Protocolo Agroambiental do Setor Sucroenergético, na estrutura fundiária da agricultura de São Paulo e de suas regiões, considerando a delimitação das Regiões Geográficas Imediatas. Para alcançar este objetivo, foram usados dados dos Censos Agropecuários de 2006 e 2017 para analisar a estratificação das propriedades, o uso da terra, a condição legal da terra e os Anuários da Cana de 2006, 2012 e 2016 para apresentar a espacialização das Unidades Agroindustriais Sucroenergéticas e sua intensificação da mecanização e tecnificação do setor, acompanhadas da expansão das Unidades Agroindústrias Sucroenergéticas (UAS) e da cana-de-açúcar no território rural paulista. Isso trouxe consequências como a diminuição do uso da terra por outros itens agrícolas, além da concentração de terras, nas regiões em que a cana-de-açúcar predominaIn the search for renewable and more ecological energies, ethanol emerged as a possible solution. However, the cultivation of its raw material, sugarcane, brought questions and concerns about the environmental, economic and social consequences, mainly from the beginning of the 1970s. were beneficial to the environment and the workers involved in sugarcane cutting. With the aim of consolidating ethanol as a renewable and ecologically correct fuel, mainly to serve the international market, especially the European one, entrepreneurs in the sugar-energy sector and the Government of the State of São Paulo agreed on the Agro-Environmental Protocol for the Sugar-Energy Sector. This agreement was intended to put an end to burnings related to the sector and use less water in the industrial process. The objective of this work is to characterize the concentrating effects of sugarcane expansion, between 2006 and 2017, under the terms of the Agro-Environmental Protocol of the Sugar-Energy Sector, on the land structure of agriculture in São Paulo and its regions, considering the delimitation of the Immediate Geographical Regions. To achieve this objective, data from the Agricultural Censuses of 2006 and 2017 were used to analyze the stratification of properties, land use, the legal condition of the land and the Sugarcane Yearbooks of 2006, 2012 and 2016 to present the spatialization of the Agroindustrial Units Sugarcane and its intensification of the sector's mechanization and technology, accompanied by the expansion of the Sugarcane Agroindustry Units (UAS) and sugarcane in the rural territory of São Paulo. This brought consequences such as the decrease in the use of land by other agricultural items, in addition to the concentration of land in regions where sugarcane predominates.En la búsqueda de energías renovables y más ecológicas, el etanol surgió como una posible solución. Sin embargo, el cultivo de su materia prima, la caña de azúcar, trajo cuestionamientos y preocupaciones por las consecuencias ambientales, económicas y sociales, principalmente desde principios de la década de 1970. Eran beneficiosas para el medio ambiente y los trabajadores involucrados en el corte de la caña de azúcar. Con el objetivo de consolidar el etanol como un combustible renovable y ecológicamente correcto, principalmente para atender el mercado internacional, especialmente el europeo, empresarios del sector sucroenergético y el Gobierno del Estado de São Paulo acordaron el Protocolo Agroambiental para el Sector Azucarero-Energético. Este acuerdo pretendía acabar con las quemas relacionadas con el sector y utilizar menos agua en el proceso industrial. El objetivo de este trabajo es caracterizar los efectos concentradores de la expansión de la caña de azúcar, entre 2006 y 2017, en los términos del Protocolo Agroambiental del Sector Azucarero-Energético, sobre la estructura territorial de la agricultura en São Paulo y sus regiones, considerando la delimitación de las Regiones Geográficas Inmediatas. Para lograr este objetivo se utilizaron datos de los Censos Agropecuarios de 2006 y 2017 para analizar la estratificación de las propiedades, el uso del suelo, la condición jurídica de la tierra y los Anuarios de la Caña de Azúcar de 2006, 2012 y 2016 para presentar la espacialización de las Unidades Agroindustriales. La energía azucarera y su intensificación de la mecanización y la tecnología en el sector, acompañada de la expansión de las Unidades de Agroindustrias Sucroenergéticas (UAS) y de la caña de azúcar en el territorio rural de São Paulo. Esto trajo consecuencias como la disminución del uso de la tierra por otros rubros agrícolas, además de la concentración de la tierra en regiones donde predomina la caña de azúcar.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)CAPES: 001Universidade Estadual Paulista (Unesp)Baccarin, José Giacomo [UNESP]Universidade Estadual Paulista (Unesp)Mardegan, Gláucia Elisa [UNESP]2023-05-30T14:18:54Z2023-05-30T14:18:54Z2023-04-05info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://hdl.handle.net/11449/24379233004137004P0porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNESPinstname:Universidade Estadual Paulista (UNESP)instacron:UNESP2023-12-01T06:14:49Zoai:repositorio.unesp.br:11449/243792Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.unesp.br/oai/requestopendoar:29462024-08-05T19:13:35.747372Repositório Institucional da UNESP - Universidade Estadual Paulista (UNESP)false
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