O ato de criação no plano da música pop

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Arruda, Mario Alberto Pires de
Data de Publicação: 2022
Tipo de documento: Tese
Idioma: por
Título da fonte: Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Texto Completo: http://hdl.handle.net/10183/249854
Resumo: Este trabalho busca descrever e problematizar o que é o ato de criação da música pop a partir de um viés estético-comunicacional que é abastecido pelas teses de Gilles Deleuze e de intercessores de seu pensamento. Tem como foco a análise dos modos de criação que são expressos pela relação de elementos sonoros dos hits da música pop de streaming, dando a ver que existem hits que são tanto índices de uma criação passada quanto podem ser instauradores de criações por vir. Discute diferentes modos de pensamento estético-filosóficos – passando pelo pensamento das alturas, pelo pensamento das profundidades, pelo pensamento de superfície e pelo pensamento maquínico operado por planos. Agenciado por esse último, o trabalho busca relacionar as perspectivas materiais de uma música, as perspectivas de diferenciação emanadas pelas mesmas e a perspectiva de organização efetuada pelas plataformas de streaming. Produz um método condizente com esse movimento, que parte das análises de afetos, ritornelos e sensações expressos por uma música e observa nesses elementos, primeiramente, indícios de procedimentos de informação e contrainformação dos elementos musicais de uma música em relação a ela mesma para, posteriormente, observar como esses mesmos processos podem informar e contrainformar demandas formais do Spotify. Observando a mútua diferenciação dos agenciamentos tecnológicos e dos modos de criação, define a música pop especificamente enquanto prática menor que opera transformações nos meios de produção e distribuição musical através de seu uso e através da criação de músicas que expressam contrainformações ao funcionamento desses meios. Como resultado, o trabalho chega na descrição de uma máquina de criação específica, intitulada de máquina de hits criadores da música pop de streaming, cujo funcionamento é descrito em função de três modos de criação de sensações: modo elementar, modo multiblocos e modo aglutinista. Além disso, são oferecidas análises de um vasto conjunto de hits contemporâneos, dando a ver como eles estilizam os três modos de criação, ora atualizando um ora atualizando mais de um desses modos.
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Agenciado por esse último, o trabalho busca relacionar as perspectivas materiais de uma música, as perspectivas de diferenciação emanadas pelas mesmas e a perspectiva de organização efetuada pelas plataformas de streaming. Produz um método condizente com esse movimento, que parte das análises de afetos, ritornelos e sensações expressos por uma música e observa nesses elementos, primeiramente, indícios de procedimentos de informação e contrainformação dos elementos musicais de uma música em relação a ela mesma para, posteriormente, observar como esses mesmos processos podem informar e contrainformar demandas formais do Spotify. Observando a mútua diferenciação dos agenciamentos tecnológicos e dos modos de criação, define a música pop especificamente enquanto prática menor que opera transformações nos meios de produção e distribuição musical através de seu uso e através da criação de músicas que expressam contrainformações ao funcionamento desses meios. Como resultado, o trabalho chega na descrição de uma máquina de criação específica, intitulada de máquina de hits criadores da música pop de streaming, cujo funcionamento é descrito em função de três modos de criação de sensações: modo elementar, modo multiblocos e modo aglutinista. Além disso, são oferecidas análises de um vasto conjunto de hits contemporâneos, dando a ver como eles estilizam os três modos de criação, ora atualizando um ora atualizando mais de um desses modos.This work seeks to describe and problematize what the act of creation of pop music from a communicational-aesthetic bias stemming from the theses of Gilles Deleuze and intercessors of his thought. It focuses on the analysis of the modes of creation that are expressed by the relation of sound elements of the streaming pop music hits, showing that there are hits that are both indices of a past creation and which can be initiators of creations to come. It discusses different modes of aesthetic-philosophical thinking – considering the thinking of heights, the thinking of depths, the surface thinking and the machinic thinking operated by planes. Organized by the latter, the work seeks to relate the material perspectives of a song, the perspectives of differentiation emanating from them and the perspective of organization carried out by streaming platforms. It produces a method consistent with this movement, which starts from the analysis of affections, refrains and sensations expressed by a song and observes in these elements, first, indications of information and counter-information procedures of the musical elements of a song in relation to itself and, later, observes how these same processes can inform and counter-inform Spotify's formal demands. Observing the mutual differentiation of technological assemblages and modes of creation, it specifically defines pop music as a minor practice that operates transformations in the means of musical production and distribution through their use and through the creation of songs that express counter- information as to the functioning of these means. As a result, the work arrives at the description of a specific machine of creation, called hit machine that creates streaming pop music, whose operation is described in terms of three modes of creation of sensations: elementary mode, multiblock mode and agglutinist mode. In addition, analyses of a vast array of contemporary hits are offered, showing how they stylize the three modes of creation, either updating one or updating more than one of these modes.application/pdfporMúsica popularEstéticaComunicaçãoO ato de criação no plano da música popinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de Biblioteconomia e ComunicaçãoPrograma de Pós-Graduação em ComunicaçãoPorto Alegre, BR-RS2022doutoradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001150969.pdf.txt001150969.pdf.txtExtracted Texttext/plain699949http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/249854/2/001150969.pdf.txt009d36af3ebd5a08e84de8c482d7d003MD52ORIGINAL001150969.pdfTexto completoapplication/pdf4299028http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/249854/1/001150969.pdf93651ea0727654c422247abfca752120MD5110183/2498542022-10-09 04:56:24.283246oai:www.lume.ufrgs.br:10183/249854Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br||lume@ufrgs.bropendoar:18532022-10-09T07:56:24Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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