Perfil sociodemográfico, clínico e fatores relacionados ao Traumatismo Cranioencefálico: Sociodemographic, clinical profile and factors related to traumatic Brain Injury
Autor(a) principal: | |
---|---|
Data de Publicação: | 2022 |
Outros Autores: | |
Tipo de documento: | Artigo |
Idioma: | por |
Título da fonte: | Brazilian Journal of Health Review |
DOI: | 10.34119/bjhrv5n5-251 |
Texto Completo: | https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/53179 |
Resumo: | Introdução: O traumatismo cranioencefálico (TCE) é definido como toda agressão que pode ocasionar lesão anatômica ou comprometimento funcional do couro cabeludo, ossos do crânio, meninges, encéfalos. Acidentes de trânsito, acidentes de moto, quedas e a violência urbana estão entre as principais ocorrências do traumatismo, sendo mais comum em indivíduos do sexo masculino. O mecanismo de trauma pode ser penetrante ou contuso e as lesões cranioencefálicas podem ser classificadas em primárias e secundárias. O traumatismo é um problema de saúde pública evitável, com altas taxas de morbimortalidade em uma faixa etária de pessoas economicamente e socialmente ativas. Objetivo: Identificar, na literatura científica, artigos que descrevam o perfil epidemiológico e os fatores relacionados ao traumatismo cranioencefálico. Método: Pesquisa bibliográfica narrativa e descritiva, utilizando os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) específicos: Traumatismos Craniocerebrais; Traumatismo Cerebrovascular; Lesões Encefálicas Traumáticas; Traumatismos Cranianos Fechados; Traumatismos Cranianos Penetrantes, que foram cruzados com os descritores gerais: Perfil de Saúde; Epidemiologia. Foram incluídos artigos científicos completos, disponíveis na íntegra, de forma gratuita, escritos no idioma português (Brasil) e publicados a partir de janeiro de 2017 a abril de 2022. Resultados: O material desta pesquisa foi constituído por 11 artigos, sendo possível identificar que a maior frequência de TCE ocorre nas vítimas com faixa etária entre 20 e 30 anos, demonstrando acometer jovens economicamente ativos para a sociedade. O sexo masculino foi o mais frequente para a ocorrência de TCE em todos os artigos analisados, variando de 76,2% a 94,0%. Já o sexo feminino apresentou uma variação de 6,0% a 23,8%. No que concerne à gravidade do TCE, o TCE leve variou de 4,1% a 38,3%; o TCE moderado variou de 4,1% a 92,7% e o TCE grave variou de 1,6% a 91,8%. Com relação à etiologia do TCE, predominou o acidente motociclístico (19,0% a 72,5%), seguido de queda (3,4% a 25,0%), atropelamento (3,6% a 18,0%), acidente automobilístico (2,2% a 16,4%), agressão física (2,4% a 11,0%), ferimento por arma de fogo (2,3% a 11,0%) e acidente de bicicleta (1,0% a 4,1%). Com relação às manifestações clínicas prevaleceu o rebaixamento do nível de consciência, seguido de cefaleia, hematoma periorbital, vômito, otorragia, convulsão, anisocoria e rinorragia. Com relação ao tipo de tratamento, o conservador apresentou uma frequência de 31,1% a 86,4% e o cirúrgico apresentou uma frequência de 9,7% a 68,8%. A média do tempo de internação hospitalar variou de 6,2 a 11 dias e a frequência de óbito variou de 9,5% a 38,6%. Conclusões: Com relação ao perfil epidemiológico do TCE no Brasil, nos anos de 2017 a 2022, prevaleceram indivíduos jovens, do sexo masculino, vítimas de acidente motociclístico, manifestado por rebaixamento do nível de consciência, sendo realizado tratamento conservador e permanecendo de uma a duas semanas internados no hospital. |
id |
BJRH-0_06ef1d5afda78b6d32ff4cfdaa30eaa2 |
---|---|
oai_identifier_str |
oai:ojs2.ojs.brazilianjournals.com.br:article/53179 |
network_acronym_str |
BJRH-0 |
network_name_str |
Brazilian Journal of Health Review |
spelling |
Perfil sociodemográfico, clínico e fatores relacionados ao Traumatismo Cranioencefálico: Sociodemographic, clinical profile and factors related to traumatic Brain InjuryTraumatismos CraniocerebraisTraumatismo Cerebrovascularlesões encefálicas traumáticastraumatismos cranianos fechadostraumatismos cranianos penetrantesperfil de saúdeepidemiologiaIntrodução: O traumatismo cranioencefálico (TCE) é definido como toda agressão que pode ocasionar lesão anatômica ou comprometimento funcional do couro cabeludo, ossos do crânio, meninges, encéfalos. Acidentes de trânsito, acidentes de moto, quedas e a violência urbana estão entre as principais ocorrências do traumatismo, sendo mais comum em indivíduos do sexo masculino. O mecanismo de trauma pode ser penetrante ou contuso e as lesões cranioencefálicas podem ser classificadas em primárias e secundárias. O traumatismo é um problema de saúde pública evitável, com altas taxas de morbimortalidade em uma faixa etária de pessoas economicamente e socialmente ativas. Objetivo: Identificar, na literatura científica, artigos que descrevam o perfil epidemiológico e os fatores relacionados ao traumatismo cranioencefálico. Método: Pesquisa bibliográfica narrativa e descritiva, utilizando os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) específicos: Traumatismos Craniocerebrais; Traumatismo Cerebrovascular; Lesões Encefálicas Traumáticas; Traumatismos Cranianos Fechados; Traumatismos Cranianos Penetrantes, que foram cruzados com os descritores gerais: Perfil de Saúde; Epidemiologia. Foram incluídos artigos científicos completos, disponíveis na íntegra, de forma gratuita, escritos no idioma português (Brasil) e publicados a partir de janeiro de 2017 a abril de 2022. Resultados: O material desta pesquisa foi constituído por 11 artigos, sendo possível identificar que a maior frequência de TCE ocorre nas vítimas com faixa etária entre 20 e 30 anos, demonstrando acometer jovens economicamente ativos para a sociedade. O sexo masculino foi o mais frequente para a ocorrência de TCE em todos os artigos analisados, variando de 76,2% a 94,0%. Já o sexo feminino apresentou uma variação de 6,0% a 23,8%. No que concerne à gravidade do TCE, o TCE leve variou de 4,1% a 38,3%; o TCE moderado variou de 4,1% a 92,7% e o TCE grave variou de 1,6% a 91,8%. Com relação à etiologia do TCE, predominou o acidente motociclístico (19,0% a 72,5%), seguido de queda (3,4% a 25,0%), atropelamento (3,6% a 18,0%), acidente automobilístico (2,2% a 16,4%), agressão física (2,4% a 11,0%), ferimento por arma de fogo (2,3% a 11,0%) e acidente de bicicleta (1,0% a 4,1%). Com relação às manifestações clínicas prevaleceu o rebaixamento do nível de consciência, seguido de cefaleia, hematoma periorbital, vômito, otorragia, convulsão, anisocoria e rinorragia. Com relação ao tipo de tratamento, o conservador apresentou uma frequência de 31,1% a 86,4% e o cirúrgico apresentou uma frequência de 9,7% a 68,8%. A média do tempo de internação hospitalar variou de 6,2 a 11 dias e a frequência de óbito variou de 9,5% a 38,6%. Conclusões: Com relação ao perfil epidemiológico do TCE no Brasil, nos anos de 2017 a 2022, prevaleceram indivíduos jovens, do sexo masculino, vítimas de acidente motociclístico, manifestado por rebaixamento do nível de consciência, sendo realizado tratamento conservador e permanecendo de uma a duas semanas internados no hospital.Brazilian Journals Publicações de Periódicos e Editora Ltda.2022-10-17info:eu-repo/semantics/articleinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionapplication/pdfhttps://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/5317910.34119/bjhrv5n5-251Brazilian Journal of Health Review; Vol. 5 No. 5 (2022); 20943-20962Brazilian Journal of Health Review; v. 5 n. 5 (2022); 20943-209622595-6825reponame:Brazilian Journal of Health Reviewinstname:Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP)instacron:BJRHporhttps://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/53179/39566Copyright (c) 2022 Brazilian Journal of Health Reviewinfo:eu-repo/semantics/openAccessFernandes, Larissa AparecidaWaters, Camila2022-10-17T12:42:38Zoai:ojs2.ojs.brazilianjournals.com.br:article/53179Revistahttp://www.brazilianjournals.com/index.php/BJHR/indexPRIhttps://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/oai|| brazilianjhr@gmail.com2595-68252595-6825opendoar:2022-10-17T12:42:38Brazilian Journal of Health Review - Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP)false |
dc.title.none.fl_str_mv |
Perfil sociodemográfico, clínico e fatores relacionados ao Traumatismo Cranioencefálico: Sociodemographic, clinical profile and factors related to traumatic Brain Injury |
title |
Perfil sociodemográfico, clínico e fatores relacionados ao Traumatismo Cranioencefálico: Sociodemographic, clinical profile and factors related to traumatic Brain Injury |
spellingShingle |
Perfil sociodemográfico, clínico e fatores relacionados ao Traumatismo Cranioencefálico: Sociodemographic, clinical profile and factors related to traumatic Brain Injury Perfil sociodemográfico, clínico e fatores relacionados ao Traumatismo Cranioencefálico: Sociodemographic, clinical profile and factors related to traumatic Brain Injury Fernandes, Larissa Aparecida Traumatismos Craniocerebrais Traumatismo Cerebrovascular lesões encefálicas traumáticas traumatismos cranianos fechados traumatismos cranianos penetrantes perfil de saúde epidemiologia Fernandes, Larissa Aparecida Traumatismos Craniocerebrais Traumatismo Cerebrovascular lesões encefálicas traumáticas traumatismos cranianos fechados traumatismos cranianos penetrantes perfil de saúde epidemiologia |
title_short |
Perfil sociodemográfico, clínico e fatores relacionados ao Traumatismo Cranioencefálico: Sociodemographic, clinical profile and factors related to traumatic Brain Injury |
title_full |
Perfil sociodemográfico, clínico e fatores relacionados ao Traumatismo Cranioencefálico: Sociodemographic, clinical profile and factors related to traumatic Brain Injury |
title_fullStr |
Perfil sociodemográfico, clínico e fatores relacionados ao Traumatismo Cranioencefálico: Sociodemographic, clinical profile and factors related to traumatic Brain Injury Perfil sociodemográfico, clínico e fatores relacionados ao Traumatismo Cranioencefálico: Sociodemographic, clinical profile and factors related to traumatic Brain Injury |
title_full_unstemmed |
Perfil sociodemográfico, clínico e fatores relacionados ao Traumatismo Cranioencefálico: Sociodemographic, clinical profile and factors related to traumatic Brain Injury Perfil sociodemográfico, clínico e fatores relacionados ao Traumatismo Cranioencefálico: Sociodemographic, clinical profile and factors related to traumatic Brain Injury |
title_sort |
Perfil sociodemográfico, clínico e fatores relacionados ao Traumatismo Cranioencefálico: Sociodemographic, clinical profile and factors related to traumatic Brain Injury |
author |
Fernandes, Larissa Aparecida |
author_facet |
Fernandes, Larissa Aparecida Fernandes, Larissa Aparecida Waters, Camila Waters, Camila |
author_role |
author |
author2 |
Waters, Camila |
author2_role |
author |
dc.contributor.author.fl_str_mv |
Fernandes, Larissa Aparecida Waters, Camila |
dc.subject.por.fl_str_mv |
Traumatismos Craniocerebrais Traumatismo Cerebrovascular lesões encefálicas traumáticas traumatismos cranianos fechados traumatismos cranianos penetrantes perfil de saúde epidemiologia |
topic |
Traumatismos Craniocerebrais Traumatismo Cerebrovascular lesões encefálicas traumáticas traumatismos cranianos fechados traumatismos cranianos penetrantes perfil de saúde epidemiologia |
description |
Introdução: O traumatismo cranioencefálico (TCE) é definido como toda agressão que pode ocasionar lesão anatômica ou comprometimento funcional do couro cabeludo, ossos do crânio, meninges, encéfalos. Acidentes de trânsito, acidentes de moto, quedas e a violência urbana estão entre as principais ocorrências do traumatismo, sendo mais comum em indivíduos do sexo masculino. O mecanismo de trauma pode ser penetrante ou contuso e as lesões cranioencefálicas podem ser classificadas em primárias e secundárias. O traumatismo é um problema de saúde pública evitável, com altas taxas de morbimortalidade em uma faixa etária de pessoas economicamente e socialmente ativas. Objetivo: Identificar, na literatura científica, artigos que descrevam o perfil epidemiológico e os fatores relacionados ao traumatismo cranioencefálico. Método: Pesquisa bibliográfica narrativa e descritiva, utilizando os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) específicos: Traumatismos Craniocerebrais; Traumatismo Cerebrovascular; Lesões Encefálicas Traumáticas; Traumatismos Cranianos Fechados; Traumatismos Cranianos Penetrantes, que foram cruzados com os descritores gerais: Perfil de Saúde; Epidemiologia. Foram incluídos artigos científicos completos, disponíveis na íntegra, de forma gratuita, escritos no idioma português (Brasil) e publicados a partir de janeiro de 2017 a abril de 2022. Resultados: O material desta pesquisa foi constituído por 11 artigos, sendo possível identificar que a maior frequência de TCE ocorre nas vítimas com faixa etária entre 20 e 30 anos, demonstrando acometer jovens economicamente ativos para a sociedade. O sexo masculino foi o mais frequente para a ocorrência de TCE em todos os artigos analisados, variando de 76,2% a 94,0%. Já o sexo feminino apresentou uma variação de 6,0% a 23,8%. No que concerne à gravidade do TCE, o TCE leve variou de 4,1% a 38,3%; o TCE moderado variou de 4,1% a 92,7% e o TCE grave variou de 1,6% a 91,8%. Com relação à etiologia do TCE, predominou o acidente motociclístico (19,0% a 72,5%), seguido de queda (3,4% a 25,0%), atropelamento (3,6% a 18,0%), acidente automobilístico (2,2% a 16,4%), agressão física (2,4% a 11,0%), ferimento por arma de fogo (2,3% a 11,0%) e acidente de bicicleta (1,0% a 4,1%). Com relação às manifestações clínicas prevaleceu o rebaixamento do nível de consciência, seguido de cefaleia, hematoma periorbital, vômito, otorragia, convulsão, anisocoria e rinorragia. Com relação ao tipo de tratamento, o conservador apresentou uma frequência de 31,1% a 86,4% e o cirúrgico apresentou uma frequência de 9,7% a 68,8%. A média do tempo de internação hospitalar variou de 6,2 a 11 dias e a frequência de óbito variou de 9,5% a 38,6%. Conclusões: Com relação ao perfil epidemiológico do TCE no Brasil, nos anos de 2017 a 2022, prevaleceram indivíduos jovens, do sexo masculino, vítimas de acidente motociclístico, manifestado por rebaixamento do nível de consciência, sendo realizado tratamento conservador e permanecendo de uma a duas semanas internados no hospital. |
publishDate |
2022 |
dc.date.none.fl_str_mv |
2022-10-17 |
dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/article info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
format |
article |
status_str |
publishedVersion |
dc.identifier.uri.fl_str_mv |
https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/53179 10.34119/bjhrv5n5-251 |
url |
https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/53179 |
identifier_str_mv |
10.34119/bjhrv5n5-251 |
dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
language |
por |
dc.relation.none.fl_str_mv |
https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/53179/39566 |
dc.rights.driver.fl_str_mv |
Copyright (c) 2022 Brazilian Journal of Health Review info:eu-repo/semantics/openAccess |
rights_invalid_str_mv |
Copyright (c) 2022 Brazilian Journal of Health Review |
eu_rights_str_mv |
openAccess |
dc.format.none.fl_str_mv |
application/pdf |
dc.publisher.none.fl_str_mv |
Brazilian Journals Publicações de Periódicos e Editora Ltda. |
publisher.none.fl_str_mv |
Brazilian Journals Publicações de Periódicos e Editora Ltda. |
dc.source.none.fl_str_mv |
Brazilian Journal of Health Review; Vol. 5 No. 5 (2022); 20943-20962 Brazilian Journal of Health Review; v. 5 n. 5 (2022); 20943-20962 2595-6825 reponame:Brazilian Journal of Health Review instname:Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) instacron:BJRH |
instname_str |
Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) |
instacron_str |
BJRH |
institution |
BJRH |
reponame_str |
Brazilian Journal of Health Review |
collection |
Brazilian Journal of Health Review |
repository.name.fl_str_mv |
Brazilian Journal of Health Review - Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) |
repository.mail.fl_str_mv |
|| brazilianjhr@gmail.com |
_version_ |
1822179667940999168 |
dc.identifier.doi.none.fl_str_mv |
10.34119/bjhrv5n5-251 |