A ilustração científica como ferramenta educativa

Detalhes bibliográficos
Autor(a) principal: Salgado, Pedro
Data de Publicação: 2016
Outros Autores: Bruno, Joana, Paiva, Mafalda, Pita, Xavier
Tipo de documento: Artigo
Idioma: por
Título da fonte: Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal (Repositórios Cientìficos)
Texto Completo: https://doi.org/10.25755/int.8745
Resumo: A Ciência depende da imagem para comunicar e descrever. Como tal, necessita também de uma linguagem visual que assente o seu princípio elementar no rigor de representação. Por se encontrar num ponto de convergência entre as Artes e a Ciência, a Ilustração Científica apresenta-se como uma ferramenta metódica, útil e objetiva, que possui uma capacidade comunicativa orientada para a educação e a divulgação. Ao combinar o conhecimento científico com técnicas de observação, desenho e representação, a ilustração clarifica factos, explica conceitos e salienta as características importantes. Em simultâneo, omite toda a informação redundante que possa distrair o observador dos conteúdos principais. Disciplinas como a Arqueologia, a Antropologia, a Paleontologia e a Biologia servem-se destes desenhos interpretativos para desconstruir objetos e representar aspetos que não são visíveis a olho nu, recorrendo para tal a vistas seccionadas, transparências e diagramas com diferentes graus de complexidade. Assim, qualquer forma ou detalhe que não possa ser transmitido por palavras torna-se inteligível através da sua tradução visual. É neste sentido que importa fazer uma análise crítica dos projetos de ilustração apresentados. São imagens que nascem do fornecimento de dados em bruto por parte do conhecimento científico e da capacidade do ilustrador para produzir um plano de comunicação efetiva, o qual é previamente projetado e dirigido a diferentes públicos. Desta forma, e acompanhando as ilustrações, demonstrar-se-á todo o processo cognitivo e prático que está subjacente à realização destas imagens e que, habitualmente, não é acessível com o produto final. Por fim, ao fomentar este diálogo entre a imagem e o conhecimento, cria-se um novo espaço de discussão que, além de comunicar ideias e conceitos, serve também de palco para testar novos métodos e hipóteses de trabalho.
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